22 de outubro de 2012

CORAL CALÍOPE LANÇA CD COM OBRA "CORAL A CAPELLA DE VILLA-LOBOS", NA CASA FRANÇA-BRASIL DIA 27

 
 
 
 
 
CORAL CALÍOPE
(Foto-Julio Moretzsohn)
 
 
Selecionado pelo maestro Júlio Moretzsohn, o programa enfoca o repertório coral profano da obra do compositor brasileiro, marcado pela incorporação de elementos das culturas indígenas e afro-brasileiras.
 
Júlio Moretzsohn - Maestro

Neste ano em que se comemora o 125° aniversário de Heitor Villa-Lobos, quando homenagens difundem ainda mais sua obra, um lançamento se destaca e joga luz ao vasto e rico repertório para coro a capella do compositor brasileiro. No dia 27 de outubro, às 17h, com repertório minuciosamente selecionado pelo maestro Julio Moretzsohn, será lançado o CD “Villa-Lobos”, pelo selo A CASA, do conjunto vocal Calíope, na Casa França-Brasil. O disco inaugura o projeto “Vozes do Brasil”, do grupo carioca, que busca registrar nos próximos anos a obra coral de compositores brasileiros do século XVIII aos dias de hoje, e se encarrega de destacar a produção de um dos principais expoentes da musica erudita no Brasil e no mundo.

Concebido a partir da lei de incentivo do Ministério da Cultura e da Petrobrás, o programa é composto exclusivamente de obras presentes no CD.

O lançamento - sexto disco do Calíope, com regência de Moretzsohn e gravado no Estúdio Sinfônico da Rádio MEC (RJ) em 2011- reúne peças escritas de 1926 (Na Bahia tem) a 1952 (Lendas Ameríndias em Nhengatú), período em que Villa-Lobos mergulhou seus estudos nas culturas indígenas e afro-brasileiras, compondo uma longa série de obras de concerto de caráter profano para coro a capella. Seu núcleo é constituído pelo variado repertório, elaborado por Villa-Lobos nos anos 30, - destinado à educação musical nas escolas, e à prática do canto orfeônico -, no qual sobressaem duas coleções: o Guia Prático (para corais de alunos) e a “Coleção do Orfeão dos Professores”, com obras mais complexas (peças de concerto e arranjos de temas folclóricos). É a partir de meados dos anos 20, baseado em motivos afro-brasileiros e indígenas, que Villa-Lobos inaugura um período de obra coral a capella de caráter profano, e que culminaria com a Bachiana Brasileira no. 9 -1945.

O repertório deste CD traz arranjos de temas folclóricos destinados ao “Orfeão dos Professores”, como Papae Curumiassu (segundo Villa-Lobos, “uma canção de rede entre os caboclos do Pará”), Remeiro de São Francisco (arranjo para solista e coro a 6 vozes, segundo o próprio um “canto dos mestiços do rio São Francisco da Bahia, recolhido por Sodré Vianna”), Canide Ioune-Sabat (“tema indígena brasileiro recolhido por Jean de Lery”, no século XVI.), Estrela é Lua Nova (para soprano e coro misto a cinco vozes e, segundo Villa-Lobos, sua “ambientação” é um “gênero de Macumba de época passada”), Na Bahia Tem (coro masculino a quatro vozes, baseada em tema “recolhido na Bahia em 1912” pelo próprio), Xangô (para coro misto a cinco vozes, também de “gênero de Macumba de época passada”) e Vira (de 1926, um tema popular português, recolhido por Villa-Lobos, com arranjo para vozes femininas e sopranos solistas que se alternam).

Estão presentes no CD também composições originais, como Bazzum (descrito por Villa-Lobos como “ensaio para a canção popular”, com letra de Domingos Magarinos), As Costureiras (na sua descrição, “uma Embolada”), José (escrita em 1944, baseada no famoso poema “E Agora José?”, de Carlos Drumond de Andrade e dedicada ao Yale Glee Club, é descrita pelo compositor como uma “quadrilha caipira humorística”), Duas Lendas Ameríndias (baseada em dois contos em lingua nhengatú: “O Iurupari e o Menino” e “O Iurupari e o Caçador”, registrados por Barbosa Rodrigues em seu livro “Poranduba Amazonense”), Fuga (originalmente escrita para coro a quatro vozes e posteriormente orquestrada, tornando-se o 4° movimento da Bachiana Brasileira no 8) e a Bachiana Brasileira no 9 (de 1945, dedicada a Eleazar de Carvalho, em dois movimentos e escrita tanto para orquestra de cordas - a versão mais difundida - ou para coro misto a capella).

 
 
CONCERTO DE LANÇAMENTO DO CD
Calíope - Villa-Lobos - Obras corais profanas
Regência Julio Moretzsohn
Dia 27 de outubro, sábado, 17h
 
CASA FRANÇA-BRASIL 

LOCAL DO EVENTO
 
Fundado em 1990, o centro cultural localiza-se em um prédio projetado pelo arquiteto oficial da Missão Francesa, Grandjean de Montigny, e já abrigou a Praça do Comércio e a Alfândega. A Casa hoje é um pólo de difusão de cultura e referência em arte contemporânea. Este espaço pertence à Secretaria de Estado de Cultura.

 
Rua Visconde de Itaboraí, 78

Centro - Rio de Janeiro - RJ.

Telefone: (21) - 2332-5120

Ingresso R$ 2,00 (dois reais)

Programa
Lendas Ameríndias em Nhengatú (1952)
O Iurupari e o menino
O Iurupari e o caçador

Bachiana 9 (1945)
Prelúdio
Fuga
Canções do Canto Orfeônico – 2º volume:

Remeiro de São Francisco (1934) - solo Lina Mendes (soprano)
Bazzum (1936) (coro masculino)
Xangô (1935)
Estrela é Lua Nova (1933) - solo Lina Mendes (soprano)
Invocação em Defesa da Pátria (1943) (coro feminino) - solo Lina Mendes (soprano) As Costureiras (1933) (coro feminino)

Papae Curumiassú (1933) - Solo Wladimir Pinheiro (barítono)

Na Bahia tem (1926) (coro masculino)

José (1944) (coro masculino).


Calíope é um grupo vocal do estado brasileiro do Rio de Janeiro em atividade desde 1993. É considerado pela crítica especializada como um dos melhores conjuntos vocais brasileiros. Em 2002, foi vencedor do Prêmio Carlos Gomes na categoria corais e conjuntos vocais.

Calíope surgiu a partir do interesse de cantores e intrumentistas pela música dos períodos pré-barroco e barroco.
 
Desde sua formação, o grupo formado por 16 cantores e orquestra de câmara é dirigido pelo maestro e professor doutor de regência coral da Universidade do Rio de Janeiro(Unirio), Julio Moretzsohn. Em 2001, o conjunto apresentou o Oratório de Páscoa, de Johann Sebastian Bach, no Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro.
 
Em 2002, o grupo esteve em Santiago, Chile, para a realização de concerto a pedido da Embaixada do Brasil e Itamaraty. Em 2005, apresentou-se em seis cidades francesas ao integrar a programação oficial do Ano do Brasil na França. Ainda em 2005, esteve em Berlim para um concerto na embaixada brasileira a partir de apoio do Ministério das Relações Exteriores. Em 2008, o Calíope, "alma da música coral carioca", representou o Brasil no Festival de Música Barroca de Chiquitos – Bolívia, também por meio de convite da Embaixada do Brasil em La Paz. Em abril de 2009, esteve em Lisboa onde realizou dois concertos a convite de Fundação Calouste Gulbenkian.
 
Na mesma época, ainda esteve no Festival de Música Sacra de Badajoz, Espanha, por meio de convite da Sociedade Filarmônica local.

 
 
 
 
VISITE O SITE OFICIAL DO CORAL CALÍOPE
 
BASTA CLICAR NO LINK
 
 
 
 
Julio Moretzsohn - Maestro
 

Julio Moretzsohn é professor de Regência Coral e Música de Câmera da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), onde concluiu, em 2008, o Doutorado em Música na área de Estruturação da Linguagem Musical. Graduou-se em Licenciatura em Música, pela mesma Universidade e especializou-se em Regência Coral nos Seminários de Música Pro-Arte, tendo aí também participado dos Cursos Internacionais de Regência Coral com os professores Cees Rottewell (Holanda, 1985 e 1988), John Poole (Inglaterra, 1986), Martin Schmidt (Alemanha, 1987) e Erick Erickson (Suécia, 1990).

Participou como professor de Regência e Prática Coral nos II, III, IV, V e VI Festivais Internacionais de Música Colonial Brasileira e Música Antiga promovidos pelo Centro Cultural Pró-Música de Juiz de Fora, no VI FEMUSICA - Festival de Música de Campos e no Projeto SESC Pauta Contemporânea (2008) em Juazeiro do Norte e Maceió.

Desde 1993 é maestro do conjunto vocal Calíope, formado por 20 cantores profissionais. Ganhador do Prêmio Carlos Gomes em 2002, é considerado pela crítica especializada como "um de nossos melhores conjuntos vocais" (O Globo, 22 de dezembro de 1997 - Luiz Paulo Horta), e "um dos melhores em atividade no Brasil" (Jornal do Brasil, 30 de julho de 1998 - Clóvis Marques). Desde a sua criação, em 1993, o conjunto Calíope vem atuando intensamente no panorama musical brasileiro, tendo realizado também diversos concertos no exterior, com tournées pela França e Alemanha (2005) e América Latina (2001 e 2008). Em abril de 2009 o grupo se apresentará em Lisboa a convite da Fundação Calouste Gulbenkian.

Gravou 5 CDs com música coral brasileira dos séculos XVIII, XIX e XX pelos projetos do Museu da Música de Mariana (Patrocínio Petrobrás) e do Selo Rádio MEC (Patrocínio Petrobrás).


Desde 2003 rege o Coro Sinfônico do Rio de Janeiro, constituído de cantores de formação lírica, atuando junto a Orquestra Petrobras Sinfônica e a Orquestra Sinfônica Brasileira. Com este trabalho tem colaborado com maestros do Brasil e do exterior, como Roberto Minczuk, Isaac Karabtchevsky, Roberto Tibiriçá, Ennio Morricone (Itália), Hubert Soudant (Holanda), Jerzy Semkov (EUA), Rodolfo Fischer (Chile), Yeruam Scharovsky, Luís Gustavo Petri e Roberto Duarte, Guillermo Scarabino (Argentina). Este coro tem apresentado importantes obras do repertório sinfônico. Entre as quais podemos citar: 2ª Sinfonia e 8ª Sinfonia (dos mil) de Mahler, Requiem, Missa da Coroação e Grande Missa em Dó Menor de Mozart, 13ª Sinfonia (Babi Yar) de Shostakovich, Te Deum de Bruckner, 9ª Sinfonia, Fantasia Choral e Missa Solemnis de Beethoven, A Floresta do Amazonas, Choros 10 e Suite Brasileira n. 4 de Villa-Lobos, o Messias de Haendel e On the Transmigration of Souls de John Adams, Les Noces de Igor Stravinsky e Missa Brevis de Ronaldo Miranda, Os Planetas de Gustav Holst e Nocturnes de Claude Debussy.

Moretzsohn dirige ainda, desde 1999, o projeto de educação musical: Orquestra de Vozes Meninos do Rio para as Secretarias Municipais de Educação e Culturas, formando um coral de mil crianças da Rede Municipal de Ensino do Rio de Janeiro.

Em 2010 foi convidado para a direção do Coro de Crianças da Orquestra Sinfônica Brasileira, que estreou participando da apresentação da Sinfonia n.3 de Mahler, em concertos no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, no Auditório Cláudio Santoro (Campos do Jordão) e na Sala São Paulo.



 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Postar um comentário