23 de fevereiro de 2012

EQUADOR - ROMANCE DO ESCRITOR DO PORTUGUÊS MIGUEL SOUSA TAVARES TEMA DE DEBATE

"EQUADOR" 
ROMANCE DO ESCRITOR PORTUGUÊS
MIGUEL SOUSA TAVARES


Este livro que será tema de debate entre os escritores que participam do
"CLUBE DE LEITURA DE ICARAÍ"

E o Reitor da Universidade Federal Fluminense (UFF), Roberto Salles convida a todos para participarem do debate  no Clube de Leitura Icaraí, no próximo dia 2. O livro em debate na ocasião será o romance “Equador”, do escritor português Miguel Sousa Tavares. A conversa, sobre a trama que se passa na colônia portuguesa de São Tomé e Príncipe, no ano de 1905.

Acontecerá sexta-feira dia 02 de março de 2012, das 19h às 21 horas. A Livraria Icaraí fica na sede da reitoria da UFF, na Rua Miguel de Frias, 9, em Icaraí. A entrada é franca.




No começo do século XX, Luis Bernardo Valença, conhecido intelectual português, é convidado pelo rei D. Carlos a executar uma missão descabida e complicada, que implicará numa abrupta mudança de sua vida. Solteiro e perto dos quarenta anos, ele desfruta das regalias que uma cidade grande como Lisboa tem a oferecer. Aceitar o convite do rei significa abandonar tudo por uma vida nova, na qual, entretanto, poderia colocar em prática suas convicções políticas - contribuir para a efetiva abolição da escravatura na África, assumindo o papel de governador de São Tomé e Príncipe. Luis Bernardo decide aceitar a missão proposta e é então jogado em uma realidade completamente alheia. Percebe que só a sua inteligência não será suficiente para dar conta do que o espera na ilha de São Tomé e Príncipe, onde chegam apenas dois barcos por mês e a população desconhece os direitos humanos já há muito tempo em voga na Europa. O leitor, acompanhando os passos de Luis Bernardo, vai conhecendo o território e os personagens da ilha através das descrições do autor; junto do protagonista, percebe a ambiguidade da sua realidade. E não são apenas questões políticas que estão envolvidas nesse cenário - quando Luis é tomado por uma paixão proibida e incontornável, tudo se torna ainda mais confuso e envolvente.





Miguel Andresen de Sousa Tavares (Porto, 25 de Junho de 1950) é um jornalista e escritor português.
Filho do advogado e jornalista Francisco Sousa Tavares e da escritora Sophia de Mello Breyner Andresen, Miguel Sousa Tavares é natural do Porto. Licenciou-se em Direito na Universidade de Lisboa, e foi na capital que passou a infância e a juventude. Durante mais de uma década foi advogado em Lisboa.
Estreou-se no jornalismo em 1978, ano em que iniciou a sua colaboração na Radiotelevisão Portuguesa. Em 1989 participou na fundação da revista Grande Reportagem, que dirigiu entre 1990 e 1999. Ainda em 1989 foi também director da Sábado, fundada por Pedro Santana Lopes, mas manteve-se pouco tempo no cargo, devido à instabilidade interna da revista. Em 1990 começou a colaborar no Público, onde publicaria uma crónica semanal até 2002. Ao mesmo tempo, estendeu a sua colaboração ao desportivo A Bola, à revista Máxima e ao informativo online Diário Digital.
Voltou à televisão como apresentador de Crossfire, na SIC, com Margarida Marante. Em 1998 recusou o cargo de director-geral da RTP. Em 1999 partilhou o debate Em Legítima Defesa, com Paula Teixeira da Cruz e moderação de Pedro Rolo Duarte, na TVI. A partir de 2000, na mesma estação, viria a marcar presença assídua às terças-feiras no Jornal Nacional, na análise à actualidade nacional e internacional.
Das suas incursões literárias resultaram compilações de crónicas, vários romances, livros de contos e uma história infantil. Equador, de 2004, foi um best-seller, estando traduzido em mais de uma dezena de línguas estrangeiras. Rio das Flores, em 2007, teve uma primeira tiragem de 100 mil exemplares. Recebeu o Prémio de Jornalismo e Comunicação Victor Cunha Rego, em 2007.
Da sua actividade cívica, integrou a Direcção do Movimento Portugal Único, em 1998, defensor do «não» num referendo sobre a regionalização administrativa. Em 2009 contestou publicamente o prolongamento do terminal de Alcântara, numa concessão polémica à construtora Mota Engil. Actualmente é colunista semanal do jornal Expresso e conduz entrevistas em Sinais de Fogo, na SIC. Mantém ainda a crónica n' A Bola, onde se evidencia como adepto do Futebol Clube do Porto.
Casou pela primeira vez a 7 de Abril de 1973, no Estoril, com Mariana Espírito Santo Bustorff Silva (Lisboa, São Sebastião da Pedreira, 9 de Dezembro de 1951 — 1 de Janeiro de 2001), de quem se divorciou e de quem teve um filho e uma filha:
Pedro Bustorff de Sousa Tavares (17 de Abril de 1975), tem dois filhos de Sofia Barciela Borges: Miguel Barciela de Sousa Tavares (Lisboa, 10 de Dezembro de 2007)João Sousa Tavares (17 de fevereiro de 2012) Rita Bustorff de Sousa Tavares (Lisboa, 19 de Maio de 1978), casada em 2002 com Ricardo Espírito Santo Bastos Salgado, filho do banqueiro Ricardo Espírito Santo Silva Salgado e de sua mulher Maria João Leal Calçada Bastos, com geração Ricardo de Sousa Tavares Salgado, nascido a 26 de Março de 2003 Maria Ana de Sousa Tavares Salgado, nascida a 16 de Janeiro de 2006 Sofia de Sousa Tavares Salgado, nascida a 19 de Junho de 2009
Casou segunda vez com a jornalista Laurinda Alves, de quem se divorciou e de quem tem um filho: Martim Alves Andresen de Sousa Tavares (Lisboa, 1989)
Casou terceira vez com Cristina Pinto Basto Avides Moreira, de quem se divorciou em 2009, sem geração.
Casou pela quarta vez com a deputada centrista Teresa Caeiro em Pavia, Mora, a 25 de Junho de 2011



Equador é um retrato brilhante de Miguel Sousa Tavares da sociedade portuguesa nos últimos dias da Monarquia, que traça um paralelo entre os serões mundanos da capital e o ambiente duro e retrógrado das colônias.

Equador - versão em inglês



A TV Brasil - televisão pública brasileira - lançou dia 3 de outubro de 2011, segunda-feira, às 23h, a série “Equador”, essa emocionante história de amor, política e traição, baseada no livro homônimo do escritor e jornalista português Miguel Sousa Tavares.
A série, que já foi sucesso de público em Portugal, espraia-se por 30 episódios repletos de romance, política, intrigas e belas imagens cinematográficas.
"Equador", a maior e mais cara série feita em Português, tem levado Portugal aos 5 continentes. Produzida pela TVI – Televisão Independente de Portugal - a série foi filmada em cinco países, envolvendo 120 atores, quase 500 técnicos e milhares de figurantes.

Trama
“Equador ” conta a história de Luís Bernardo, nomeado para o cargo de Governador Geral de São Tomé e Príncipe, na costa africana. Ele terá que mediar as relações entre os fazendeiros, acusados pela coroa britânica de praticar a escravidão, e o cônsul inglês David Lloyd Jameson. Essa relação se complica quando Luís Bernardo se apaixona pela mulher de David, Ann Rhys-More. Esse triângulo amoroso é o centro da trama que decorre no cenário paradisíaco daquela ilha do Equador.
A série será emitida pela TV Brasil de segunda a quinta, às 23h.



A Livraria Icaraí fica na sede da reitoria da UFF, na Rua Miguel de Frias, 9, em Icaraí.   Niterói-RJ


O Clube de Leitura de Icaraí vai viver esses momentos, essa trama que está conquistando o mundo. Através de debates e leituras críticas  com o grupo de leitores e escritores do grandioso Clube de Leitura. Na oportunidade eles irão expor suas idéias, Vamos prestigiar esse grande momento cultural.

MAIS INFORMAÇÕES ACESSE O BLOG:

http://clubedeleituraicarai.blogspot.com/

22 de fevereiro de 2012

AS ESGANADAS - O RECENTE LIVRO DE JÔ SOARES



"AS ESGANADAS"

 O MAIS RECENTE LIVRO DE JÔ SOARES


Capa do Livro As esganadas livro de Jô Soares
pela editora Companhia Das Letras


Em As esganadas, o autor do best-seller O xangô de Baker Street explora mais uma vez tema que lhe é caro: os assassinatos em série. No entanto, tal como Alfred Hitchcock, que desprezava os romances policiais cujo objetivo se resume a descobrir quem é o criminoso (o famoso “whodonit”), Jô Soares revela logo no início não somente quem é o desalmado como sua motivação psicológica (melhor dizer psicanalítica) para matar.

O delicioso núcleo narrativo está nas tentativas aparvalhadas da polícia de encontrar um criminoso que, além de muito esperto e de não despertar suspeita nenhuma, possui uma rara característica física que dificulta sobremaneira a utilização dos novos “métodos científicos” da polícia carioca.

Para investigar os crimes, o famigerado chefe de polícia Filinto Müller designa um delegado ranzinza, assessorado por um auxiliar obtuso e medroso, e que contará com a inestimável ajuda de um sofisticado e culto ex-inspetor.

Na perseguição ao criminoso, os três investigadores ganham a desejável companhia de uma jovem linda, destemida, viajada e moderna, que é repórter e fotógrafa da principal revista ilustrada do país.

O leitor também pode se fartar com uma outra faceta constante da obra literária de Jô Soares: a escolha de um momento do passado para cenário de sua narrativa, o que lhe permite entrar em detalhes históricos curiosos enquanto desenvolve a trama. Desta vez, voltamos ao Rio de Janeiro do Estado Novo, tendo por pano de fundo mais amplo o avanço do nazismo e as primeiras nuvens ameaçadoras que anunciam a Segunda Guerra Mundial. Entre os eventos da época que Jô resgata estão uma corrida de automóveis no Circuito da Gávea (de que participam o cineasta Manoel de Oliveira e o lendário Chico Landi) e a transmissão pelo rádio da derrota do Brasil de Leônidas da Silva para a Itália na semifinal da Copa de 1938, na França.

Com a verve que lhe é característica, Jô consegue, neste As esganadas, realizar a façanha de narrar uma série de crimes brutais, com requintes inimagináveis de crueldade, e deixar o leitor com um sorriso satisfeito nos lábios.

Jô Soares

José Eugênio Soares (Rio de Janeiro, 16 de janeiro de 1938), mais conhecido como Jô Soares ou simplesmente Jô, é um humorista, apresentador de televisão, escritor, artista plástico, dramaturgo, diretor teatral, músico e ator brasileiro.

Filho do empresário paraibano Orlando Soares e da dona de casa Mercedes Leal, Jô queria ser diplomata quando criança. Estudou no Colégio São Bento do Rio de Janeiro e em Lausanne na Suíça, no Lycée Jaccard, com este objetivo. Porém, percebeu que o senso de humor apurado e a criatividade inata o apontavam para outra direção.
Dono de um talento versátil, além de atuar, dirigir, escrever roteiros, livros e peças de teatro, Jô Soares também é apreciador de jazz e chegou a apresentar um programa de rádio na extinta Jornal do Brasil AM, no Rio de Janeiro, além de uma experiência na também extinta Antena 1 Rio de Janeiro.
Entre 1959 e 1979, Jô Soares foi casado com a atriz Teresa Austregésilo. Com ela teve um filho: Rafael Soares (nascido em 1964). De 1980 a 1983, a atriz Sílvia Bandeira, doze anos mais nova, foi sua esposa. Já namorou a atriz Mika Lins. Em 1987, casou-se com a designer gráfica Flávia Junqueira Pedras Soares, de quem se separou em 1998. Atualmente os dois tem sido vistos juntos novamente. O apresentador admitiu sofrer de TOC. Em sua casa os quadros precisam estar tombados levemente para a direita. É sobrinho de Kanela, ex-técnico da seleção brasileira de basquete.
O apresentador fala, com diferentes níveis de desenvoltura, cinco idiomas estrangeiros: inglês, francês, italiano, alemão e espanhol. Traduziu edições de Barbarella do francês.


Livros publicados:
O astronauta sem regime, L&PM - 1985;
A copa que ninguém viu e a que não queremos lembrar, Cia. das Letras - 1994;
O Xangô de Baker Street, Cia. das Letras - 1995;
O Homem que Matou Getúlio Vargas, Cia. das Letras - 1998;
 Assassinatos na Academia Brasileira de Letras, Cia. das Letras - 2005;
As Esganadas, Cia. das Letras - 2011.

filmografia:
1954 - Rei do Movimento, de Victor Lima e Hélio Barroso
1956 - De Pernas pro Ar, de Victor Lima
1957 - Pé na Tábua, de Victor Lima com roteiro de Chico Anysio
1959 - Aí Vêm os Cadetes, de Luiz de Barros
1959 - O Homem do Sputnik, de Carlos Manga
1960 - Vai que É Mole, de J. B. Tanko
1960 - Tudo Legal, de Victor Lima
1965 - Pluft, o Fantasminha, de Romain Lesage a partir do texto teatral de Maria Clara Machado
1965 - Ceará contra 007, de Marcos Cesar
1968 - Hitler III Mundo, de José Agrippino di Paula
1968 - Papai Trapalhão, de Victor Lima
1969 - Agnaldo, Perigo à Vista (participação), de Reynaldo Paes de Barros
1969 - A Mulher de Todos, de Rogério Sganzerla
1971 - Nenê Bandalho, de Emílio Fontana a partir de uma curta história de Plínio Marcos
1973 - Amante muito Louca, de Denoy de Oliveira
1979 - Tangarela, a Tanga de Cristal, de Lula Campelo Torres
1976 - O Pai do Povo, com roteiro e direção de Jô Soares
1986 - Cidade Oculta, de Chico Botelho, com participação de Arrigo Barnabé
1995 - Sábado, roteiro e direção de Ugo Giorgetti
2001 - O Xangô de Baker Street, produção cinematográfica a partir do romance homônimo dele mesmo Jô Soares, com direção de Miguel Faria Júnior. O filme contou com as participações internacionais de Maria de Medeiros e Joaquim de Almeida.
2003 - Person, documentário de Marina Person
2004 - A Dona da História, a partir da peça teatral homônima de João Falcão com direção de Daniel Filho.



Editora:
Companhia das Letras
São Paulo - SP - Basil

20 de fevereiro de 2012

DE MONTEVERDI A VERDI: ÓPERA ITALIANA CONQUISTA O MUNDO

DE MONTEVERDI A VERDI: ÓPERA ITALIANA CONQUISTA O MUNDO







DE 13 A 16 DE MARÇO DE 2012

DAS 15 ÀS 17 HORAS

NO MUSEU DO INGÁ

RUA PRESIDENTE PREDREIRAS, 78 - INGÁ - NITERÓI - RJ

INFORMAÇÕES: 2717-2919

GRATUÍTO 

INSCREVA-SE NO SITE

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ABERTAS AS INSCRIÇÕES PARA O  CURSO


"De Monteverdi a Verdi: a ópera italiana conquista o mundo!"


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preenchendo o formulário ao final da página:

18 de fevereiro de 2012

NO VALE DE OSSOS SECOS - LIVRO DE MIKE SULLIVAN

 

"NO VALE DE OSSOS SECOS"

O MAIS RECENTE LIVRO DO ESCRITOR NITEROIENSE

 

 MIKE SULLIVAN


 

Temas abordados em NO VALE DE OSSOS SECOS

TEMAS ABORDADOS: o dilacerante confronto com os mistérios a cerca da existência (quem somos, de onde viemos e para aonde vamos) e os sentimentos inerentes à vida humana: liberdade, angústia e solidão.

DISCUSSÕES: A religião está presente em todo o mundo, difundida de maneira diferente entre os povos conforme a cultura na qual está inserida e da qual faz parte. De acordo com a experiência pessoal e coletiva, a religião parece estar ligada de forma irremediável à condição humana. É um atributo da natureza humana encontrar consolo e refúgio na religião. O medo da morte, a dor da vida precisam de Deus e da fé n’Ele, sejam quais forem suas manifestações, para que as pessoas sigam vivendo. Dessa maneira, a religiosidade se apresenta como relevante na constituição do ser e nas diversas maneiras de dar significado à existência e ao sofrimento.

Assim como a religião, a arte também faz parte constituinte da vida de qualquer indivíduo. Religião e arte são indispensáveis ao ser humano, pois tanto uma como a outra permitem aliviar o desassossego constante da alma. Através das duas é permitido transcender-se, libertar-se do aprisionamento mortal do corpo, enxergar mundos invisíveis, idolatrar o amor, fantasiar sobre o absurdo fato de existir ante a caótica imensidão do universo que nos rodeia.

A angústia sai do campo da patologia, um lugar onde sempre pareceu estar, para entrar no cenário humano como parte constituinte do sujeito. É como defini-la como a sensação de incompletude. Somos seres angustiados por natureza, pois somos jogados à vida sem precedentes que nos conduzam ao bom caminho, vivemos apenas rodeados por mistérios sem respostas: de onde viemos, para onde vamos, quem somos? Pensar a fundo no absurdo da existência é ser tomado por forte descarga de angústia. Por isso nossa mente tenta fugir desses devaneios, tentando compensar nosso espírito com outras coisas, dando maior importância ao ter do que ao ser.

Grande parte da angústia advém da liberdade do ser humano. O homem é um ser totalmente livre, responsável por todos os seus atos, escolhas e resoluções. Isso é angustiante por que pensar assim nesse caso é dizer que não há como colocar a culpa em ninguém, nem em Deus e muito menos em outras pessoas. Nós, seres humanos somos os únicos responsáveis por todos os caminhos traçados e por tudo o que compõe a nossa existência.

Talvez a solidão seja a responsável por despertar o desejo por uma busca desenfreada e desesperada de ser amado pelo outro, como se resumisse todo o objetivo de uma vida inteira. Mas relações humanas também são solitárias, pois não há como ter acesso ao campo subjetivo do outro e ter assim a certeza do seu amor por nós. Do nosso amor é possível ter certeza, mas o amor do outro é algo inatingível. É preciso entender que por mais que estejamos rodeados de pessoas, isso não afasta em hipótese alguma a triste resolução de que somos seres solitários desde o nascimento até a morte. Não se deve colocar no outro a solução de todos os nossos problemas. Deve-se antes de tudo estabelecer uma relação sólida com a nossa essência, sem medo. Definir o nosso lugar no mundo e como desejamos viver neste espaço estabelecido. No mais, a existência é recheada por percalços dos mais variados tipos. Só o que podemos fazer é aceitar que estamos vivos e se relacionar com tudo o que se apresenta diante de nós. Nosso destino vai sendo traçado pelas perdas ao longo do caminho, a morte de outras pessoas, o abandono de coisas que de repente deixamos de acreditar, a decepção de mundo e ao fim morrer, sem ter a certeza definitiva de para qual lugar essa morte nos leva.
 
 


 MIKE SULLIVAN - É da cidade de Niterói - RJ - É psicólogo em formação e seu projeto visa unir literatura e psicologia, usando histórias e personagens fictícios para falar sobre problemas ligados diretamente a existência humana.

9 de fevereiro de 2012

LEONEL BRIZOLA - A LEGALIDADE E OUTROS PENSAMENTOS CONCLUSIVOS

LEONEL BRIZOLA - A LEGALIDADE E OUTROS PENSAMENTOS CONCLUSIVOS





Aconteceu dia 08 de janeiro de 2012 às 19 horas na Câmara Municipal de Niterói - RJ, à Av. Ernani do Amaral Peixoto, 625 - Centro. O lançamento do livro "A Legalidade e Outros Pensamentos Conclusivos". O livro nos conta a trejetória de um dos mais brilhantes políticos da atualidade o saudoso Leonel Brizola.

O mesmo foi organizado integralmente  por  Osvaldo Maneschy, Apio Gomes, Paulo Becker e Madalena Sapucaia. O lançamento contou com presença de muitas personalidades do mundo jornalístico-literário fluminense. 

No livro, o herdeiro do trabalhismo dá em primeira pessoa a sua opinião sobre diversos temas políticos atuais, através de transcrições de suas falas recolhidas ao longo dos anos pelos os jornalistas Maneschy, Apio, Paulo e Madalena.

A primeira parte da obra, é totalmente dedicada ao movimento da "Legalidade", movimento esse iniciado em 1961 e liderado por Leonel Brizola a partir do Rio Grande do Sul, que uniu o Brasil e derrotou os golpistas que tentaram impedir a posse de João Gourlart,  episódio esse do qual Brizola tirou uma grande lição. A Cadeia da Legalidade a partir da encampação pelo governo gaúcho da Rádio Guaíba, reuniu espontaneamente mais de 100 emissoras de rádios, encurralando os militares golpistas na opinião pública nacional, majoritoriamente contra o golpe, mas do episódio Brizola cultivou grande frustação a ponto de dizer em 2001, na frase conclusiva de sua vida: " Na Legalidade, perdemos uma chance que a História nos deu de bendeja". Brizola queria enfrentar os militares golpistas e fechar o Congresso Nacional convocando logo em seguida uma Constituinte, Mas Jango conciliou e veio o golpe de 1964.

Um CD com 06 faixas com depoimentos inéditos de Brizola acompanha o livro, onde uma parte dos fatos relecionados à Legalidade é narrada por ele.  

"Eu recomendo que vale a pena conferir, diz: o poeta Alberto Araújo mediador do portal cultural  Focus".

Na segunda parte há uma reedição do livro originalmente publicado em 1994 com o título "Com a palavra, Leonel Brizola" .

O prefácio é assinado pelo jornalista Paulo Henrique Amorim. O livro está disponível ao público através da loja online de Editora Nitpress, no endereço: www.nitpress.com.br

 A obra é parte de um projeto maior voltado à preservação das palavras de Leonel Brizola que desdobrará em um novo livro em breve,  segundo informações Manesquiana. O Portal Focus esteve presente ao grandioso evento cultural fluminense e trouxe na íntegra todos os momentos registrados em fotos memoráveis. Confira.


Capa do Livro
"Leonel Brizola - A Legalidade e outros pensamentos conclusivos"

Contra-capa do livro
"Leonel Brizola - A Legalidade e outros pensamentos conclusivos"


Leonel Brizola


Leonel de Moura Brizola -  Nasceu no povoado Cruzinha em 22 de janeiro de 1922 — faleceu no Rio de Janeiro em 21 de junho de 2004.  
Foi um grande político brasileiro. Lançado na vida pública por Getúlio Vargas foi o único político eleito pelo povo para governar dois estados diferentes (Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro) em toda a História do Brasil. Exerceu também a presidência de honra da Internacional Socialista.
Nascido no vilarejo de Cruzinha, hoje interior de Carazinho, então pertencente ao município de Passo Fundo, era filho de camponeses migrados de Sorocaba. Batizado como Itagiba de Moura Brizola, cedo adotou o nome de um líder maragato da Revolução de 1923, Leonel Rocha.
Foi prefeito de Porto Alegre, deputado estadual e governador do Rio Grande do Sul, deputado federal pelo Rio Grande do Sul e pelo extinto estado da Guanabara, e duas vezes governador do Rio de Janeiro.
Sua influência política no Brasil durou aproximadamente cinquenta anos, inclusive enquanto exilado pelo Golpe de 1964, contra o qual foi um dos líderes da resistência.
A vida política de Brizola pode ser dividida em três fases: antes do Golpe de 1964, vida no exílio e pós-anistia.

Vida política antes do Golpe de 1964

 Ingressou na política partidária no antigo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), tendo assumido sua primeira candidatura a cargo eletivo por recomendação pessoal de Getúlio Vargas – seu padrinho de casamento. Foi eleito deputado estadual às 38ª e 39ª Legislaturas da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, de 1947 a 1955.

Casado com Neusa Goulart, irmã do ex-presidente João Goulart, com ela teve 3 filhos: Neusa, José Vicente e Otávio. Exerceu considerável influência política durante o mandato de seu cunhado. Alguns historiadores citam que Brizola, por muito tempo, pressionava Goulart para ser nomeado Ministro da Fazenda, e que suas pretensões eleitorais para com uma Reforma Agrária (bem como de outros líderes da esquerda, como Miguel Arraes) tenham sido um dos injetores do Golpe de 1964, provocado pelos militares e setores conservadores da sociedade. Brizola não se fartava de usar a frase "Cunhado não é parente, Brizola pra presidente" como slogan pré-eleitoral (na época, havia lei que impedia que parentes do presidente concorressem à sua sucessão). Pesquisas eleitorais visando o não realizado pleito presidencial de 1965 apontavam Brizola como um dos 3 candidatos com reais chances de vitória, ao lado de Juscelino Kubitschek e Carlos Lacerda, os dois primeiros não agradando nem aos Estados Unidos da América nem às oligarquias brasileiras.

A renúncia de Jânio Quadros

 Brizola era governador do Rio Grande do Sul quando da renúncia do presidente Jânio Quadros, em agosto de 1961. Foi ele quem comandou a resistência civil às pretensões golpistas dos militares e segmentos conservadores e oligárquicos da classe política de impedir a posse do vice-presidente constitucionalmente reeleito, pelo voto legítimo popular, João Goulart, ocasião em que corajosamente deflagrou a chamada "Campanha da Legalidade".
Em 1962 Brizola se elege deputado federal pelo extinto estado da Guanabara pela sigla do PTB. Recebeu a maior votação no país até aquela data, com um total de 269 mil votos.
Como deputado federal, Brizola passou a viajar pelo país promovendo debates e conferências. Numa destas conferências, em Belo Horizonte, foi impedido de falar por um grupo de senhoras religiosas orientadas por setores conservadores o que o levou a sugerir que a democracia não se acovardaria frente a rosários, causando certo mal estar num país de maioria católica.

O governo Jango

Durante o mandato na Câmara Federal, Brizola lutou para que o governo Jango adotasse as Reformas de Base, que tocavam em temas que seriam símbolo da carreira política (como a limitação da remessa de lucros ao exterior e a Reforma Agrária). Estes temas incomodavam os latifundiários e os norte-americanos. Tornou-se um dos líderes da Frente de Mobilização Popular.
Em 1963, Brizola conclamou a população a se organizar em grupos de onze pessoas, movimento que ficou conhecido como "grupos dos 11", para pressionar o governo a realizar mais rapidamente as Reformas de Base. Naquele tempo Brizola e outros grupos de esquerda estavam afastados do presidente, por julgar que Jango tentava conciliar demais com as forças conservadoras.
No ano de 1964, o Brasil presenciou o ponto culminante da radicalização ideológica entre esquerda e direita. Era tido como esquerdistas políticos pró-Jango, setores legalistas do alto-comando das Forças Armadas, ala progressista da Igreja Católica. Militares de baixa patente (cabos e sargentos) e estudantes de universidades adeptos das Reformas de Base também se somavam a esse grupo. Os líderes de maior expressão da esquerda, além de Jango e Brizola, eram Miguel Arraes e Francisco Julião. Para a direita convergiam políticos antijanguistas, setores não-legalistas do alto comando militar, núcleos conservadores da Igreja, banqueiros, grande empresariado urbano e rural e estudantes de alta classe social, contrários às reformas. As lideranças de maior destaque deste grupo eram Carlos Lacerda, Magalhães Pinto e Ademar de Barros.
No dia 13 de março, Jango promoveu um grande comício em frente a Central do Brasil, que ficou conhecido como Comício das Reformas ou Comício da Central, no Rio de Janeiro, onde Brizola fez um discurso inflamado que acusava o Congresso de ir contra as aspirações populares, pedindo uma Assembléia Constituinte.
Nessa época, Brizola assustava os conservadores devido ao radicalismo das propostas. Era a farsa do perigo comunista, anunciado pelos que temiam um autogolpe de Jango que estabeleceria um regime no estilo cubano, alijando do poder as classes até então dominantes e cessando seus privilégios. O cenário mundial favorecia o medo de um "perigo comunista", na medida em que China, Cuba e Vietnã, no contexto da Guerra Fria, passavam por revoluções comunistas e programavam o regime. A mídia norte-americana também ajudava a criar esse clima de "caça às bruxas", pois os Estados Unidos da América temiam um regime socialista no Brasil, considerado por eles como sua área de influência.
Por duas vezes foi candidato a presidente do Brasil pelo PDT, partido que fundou em 1980, não conseguindo ser eleito. Morreu aos 82 anos de idade, vitimado por problemas cardíacos.

Osvaldo Maneschy - organziador do livro



Osvaldo Maneschy -É jornalista, trabalhou nos dois governos de Brizola no Rio de Janeiro, sendo Subsecretário de Imprensa no segundo. Formado pela UFF, trabalhou mais de 20 anos nas redações de "O Globo", "Jornal do Brasil", e "Rádio JB" e "A Tribuna" de Niterói, entre outras. Filiado ao PDT desde 1981, dirige a Fundação Leonel Brizola - Alberto Pasqualini - RJ.

APIO GOMES - organizador do Livro


Apio Gomes - É jornalista, integrou a diretoria da União Nacional de Estudantes de Agrotécnica (1961 - 1963). Trabalhou nos dois governos de Leonel Brizola; e na Riotur, na gestão de Wagner Teixeira. Sistematizou os "Tijolaços" publicados entre 1984 e 1998.


O livro Leonel Brizola, a Legalidade e outros pensamentos conclusivos, ainda conta com outros oranizadores: 

Paulo Becker: Mestre em Filosofia pela PUC-RJ. Quando viu os tanques na rua em 1964 e sua irmã ser sequestrada dentro de casa e torturada por uma semana, em 1968, aprendeu a importância da política

Madalena Sapucaia: A política e a psicanalise sempre foram os pontos de apoio e reflexão na condução de sua vida. A participação no livro lhe deu grande orgulho em poder deixar a palavra de Leonel Brizola para as futuras gerações.


Na sequência veja as imagens do grandioso evento, o lançamento do livro "Leonel Brizola - A legalidade e outros pensamentos conclusivos"

















Banner da Editora Nitpress dos proprietários
Luiz e Márcia Erthal


NITPRESS - EDITORA
Tel: (21) 2618-2972 Fax: (21) 2618-3828
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Alexandra esposa do Maneschy, esteve presente
e deu a maior força ao esposo. Valeu Alexandra!



Maneschy sendo entrevistado para o jornal "O Terminal"
pela jornalista Gisele Azevêdo.



























Márcia Erthal
proprietária da editora Nitpress



















Maneschy e Gentil Lima



Valéria - a proprietária do Buffet Precioso





Luiz Erthal - Jornalista e propietário da Editora Nitpress
  e Luis Antônio Pimentel - Escritor
duas grandes personalidades do mundo literário fluminense





Andréa Rangel (filha de Maneschy) e seu esposo Bryan
aqui estão lendo o livro sobre Leonel Brizola









Alberto Araújo - recebendo autógrafo do Maneschy

Alberto Araújo - recebendo autógrado do Apio Gomes



Câmara Municipal de Niterói-RJ
local onde foi realizado o eventodo livro
"Leonel Brizola - A legalidade e outros pensamentos conclusivos"

CÂMARA MUNICIPAL DE NITERÓI-RJ


Câmara Municipal de Niterói - É o órgão legislativo do município de Niterói - RJ. Instituída em 11 de agosto de 1819, é atualmente composta por 18 vereadores. Está instalado onde outrora funcionava entre 1917 a 1975 o palácio da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, compondo o conjunto arquitetônico cívico-cultural da Praça da República no Centro de Niterói, ex-capital do estado do Rio de Janeiro. Foi projetada pelo arquiteto Heitor de Melo e construída pelo arquiteto Pedro Campofiorito. Além do grande valor histórico e estético, o prédio abriga o arquivo público e exposições.

Através de Alvará Régio de 10 de maio de 1819, o rei Dom João VI determina elevação da então povoação de São Domingos da Praia Grande e suas freguesias vizinhas à condição de vila sob o nome de Vila Real da Praia Grande. No mesmo alvará, Dom João determina que a Câmara tenha um juiz de fora, três vereadores e um procurador. Nesta época o presidente da Câmara Municipal era o responsável pelas funções executivas de uma vila ou cidade.

No mesmo ano, em 11 de agosto, ergueu-se o Pelourinho, de madeira, símbolo de autonomia da Vila, e tomaram posse o primeiro juiz-de-fora e presidente da câmara, José Clemente Pereira, nomeado pelo Rei, os vereadores escolhidos Pedro Henrique da Cunha, João Moura Brito, Quintiliano Ribeiro de Magalhães e o primeiro procurador, o major Francisco Faria Homem.

As primeiras reuniões da Câmara Municipal de Niterói foram realizadas na Casa de D. Helena Casimiro, onde atualmente funciona o Hospital Santa Cruz na atual rua Dr. Celestino, no Centro da cidade. Em 1820, a Câmara encaminha ao Rei o plano de arruamento da vila, indicando o local de edificação da Casa da Câmara e Cadeia, no Jardim São João.

Alguns anos depois, em 1835, a Vila Real da Praia Grande é elevada à condição de cidade com o nome de Nichteroy e é instituída como capital da então província do Rio de Janeiro.

Uma reforma constitucional realizada em 1903 modifica a organização administrativa das cidades brasileiras. Em 4 de janeiro de 1904 é criada a Prefeitura Municipal de Niterói, que passa a exercer o Poder Executivo, ficando delegada à Câmara de Vereadores a função legislativa do município.

Nas primeiras décadas do Séc. XX, grandes obras de reformulação urbana são realizadas em Niterói. Em 1913, por determinação do prefeito Feliciano Sodré, a antiga Casa de Câmara e Cadeia é demolida e em seu lugar é construído o novo Paço Municipal, um palacete de arquitetura eclética com projeto do engenheiro militar Vilanova Machadoque. O novo prédio abriga tanto a Câmara quanto a Prefeitura até a inauguração do Palácio Araribóia, em 1910, como sede do ramo executivo.

Em 1975 ocorre a fusão dos estados da Guanabara e do Rio de Janeiro e Niterói deixa de ser a capital. Com a transferência das instituições de governo para a nova capital – a cidade do Rio de Janeiro – a Câmara Municipal instala-se no prédio que abrigava a Assembléia Legislativa, local onde funciona desde então.





Alberto Araújo - mediador do PORTAL FOCUS



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