10 de outubro de 2012

CARLOS SILVESTRE MÔNACO - UM LIVREIRO IDEAL NA BIBLIOTECA NACIONAL

Biblioteca Nacional - Rio de Janeiro - RJ






Aconteceu dia 08 de outubro no auditório Machado de Assis da Fundação Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, o evento "Do outro lado da ponte: Os agitos literários de um livreiro fluminense", em homenagem a Carlos Silvestre Mônaco, dentro da série "OS LIVROS E A VIDA LITERÁRIA DO RIO DE JANEIRO" - projeto esse que tem  a coordenação do professor Anibal Bragança.


Com os debates do Prof. Jorge Gandra Mendes e Roberto Santos Almeida, mas  o evento teve a mediação de Aníbal Bragança, em substituição a Roberto dos Santos Almeida que não pode comparecer ao evento.


A exposição foi singular, e todos os presentes ouviram  Mônaco contar toda sua trajetória de vida de livreiro, desde quando iniciou aos 8 anos ao lado do pai, o italiano Silvestre Mônaco, criador da livraria Ideal,  O livreiro falou que orgulha-se, hoje com 70 anos e centenas de eventos promovidos na Livraria Ideal - Calçadão da Cultura.


O Focus - Portal Cultural esteve presente e trouxe as imagens para você. Confira.




Carlos Silvestre Mônaco


Nasceu em Niterói, é filho de imigrante italiano. Começou a trabalhar com livros aos 10 anos de idade, auxiliando seu pai, Silvestre Mônaco, na Livraria Ideal, na época situada na Rua Visconde do Rio Branco, 239. Assumiu a direção da livraria em 1973, pelo falecimento de seu pai, cuja obra foi retratada em tese acadêmica do Prof. Aníbal Bragança, publicada sob o título de "LIVRARIA IDEAL - Do cordel à bibliofilia", editada pela EdUFF em 1999. Na diretoria do Grupo Mônaco de Cultura promoveu cerca de 800 eventos culturais em Niterói, dentre lançamentos de livros, palestras, viagens, exposições. Ele é considerado o mais importante promotor de cultura e incentivador de talentos da cidade

CARLOS MÔNACO cedeu para o Centro de Memória da UFF um acervo de cerca de 10.000 peças relativas à história do Rio de Janeiro. CRIOU o título de Intelectual do Ano, conferido a personalidades atuantes em Niterói. no ano de 2005, a Livraria Ideal, dirigida por Carlos Mônaco, completou 70 anos de existência, o que foi comemorado pelas instituições culturais da cidade, com importantes eventos. Carlos Mônaco já recebeu homenagens e moções de agradecimento de instituições, como a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro e da câmara de Vereadores de Niterói, pelo reconhecimento por sua dedicação à cultura fluminense.





O prof. Aníbal Bragança, coordenador do evento “IX Encontro da série Os Livros e a Vida literária do Rio de Janeiro”, momento que faz a abertura do evento no Auditório Machado de Assis da Fundação da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, sob a presença de Carlos Silvestre Mônaco e Jorge Gandra Mendes. Aníbal Bragança proferiu um breve resumo da vida e obra de Carlos Silvestre Mônaco, livreiro e produtor cultural da Livraria Ideal. 


Jorge Gandra Mendes - professor e amigo de Carlos Mônaco


Jorge Gandra Mendes - Professor

Jorge Gandra Mendes - momento em que ressaltou a brilhante carreira do imigrante italiano Silvestre Mônaco, pai de Carlos Mônaco, como livreiro em Niterói e abriu o espaço para contar um pouco sobre a trajetrória do imigrante.

Saudoso falou que Silvestre Mônaco vendia livros usados. E com o passar do tempo, tornou freguês da Livraria Ideal. O interessante de tudo é que  Silvestre Mônaco deixava o cliente ler o livro, que antes de ser livreiro fora engraxate. Falou que Mauro Couto admirava muito o imigrante Silvetre Mônaco,e sempre dizia: “Cuidado com esse italiano Mônaco, ele entende muito de livros”.

Em suas considerações finais o professor Jorge Gandra disse: “Sinto que o Brasil foi muito feliz em receber a família Mônaco, e por eles ter vindo da Itália para o Brasil”.



plateia ouve atentamente

Estiveram presentes ao evento o Editor da Nitpress - Luiz Augusto Erthal, a presidente do (IHGN) Franci Machado Darigo, O escritor Gilson Rangel Rolim, a escritora e acadêmica Edel Costa, O presidente da Imprensa Oficial do estado do Rio de Janeiro Haroldo Zager,  o presidente da Academia de Belas Artes  Letras e Ciência de Niterói  Edson De Luna Freire, a apresentadora da Unitevê canal 17, do Grupo Mônaco Cultura & Saúde – Elizabeth do Valle, o presidente do IHGSG – Marco Vinicius Varella; o jornalista – Gentil Costa, a assistente de Carlos Mônaco – Marília Quitanilha, entre as mídias: A revista Italiana – Comunitá, O Jornal O Fluminense, O Focus - Portal Cultural na pessoa do escritor e poeta Alberto Araújo e sua esposa Shirley Lopes, a Jornalista Belvedera Bruno do Jornal Santa Rosa,  e outros amigos de Carlos Mônaco.


plateia presente
em destaque a família Mônaco
(Neto e a esposa Lea Coutinho)

Carlos Mônaco, Anibal Bragança e Jorge Gandra




Carlos Mônaco, em sua palestra, destacou a função de bibliógrafo como parte de seu aprendizado dado por seu pai, Silvestre Mônaco.

disse: “Uma livraria é como uma universidade. E a paixão não é pelos livros e sim pelos amantes de livros. Sobretudo, todo livreiro tem uma história para contar”.

Ao citar obras de sua preferência, Carlos Mônaco, disse que já leu muitas obras nacionais, internacionais, e entre as que mais apreciou foram as obras de autores fluminenses. Entre os livros que teve tanto prestígio em conseguir, foi a coleção de “O Bandolin de Luís Pestarin”. Outras obras citadas foram: Os Sertões de Euclides da Cunha, Balzac, Clarice Lispector, Machado de Assis, Ágatha Christie, Sidney Sheldon, além da coleção clássica (Platão, Aristóteles, Hipócrates, Sócrates), e outras.


plateia presente
(amigos, jornalistas, acadêmicos)

Haroldo Zagger, Carlos Mônaco, Jorge Gandra
Franci Darigo, Anibal e Márcia

Carlos Mônaco, Franci Darigo e Jorge Gandra

Carlos Mônaco, Lea Mônaco (esposa do Mônaco)
Jorge Gandra

Carlos Mônaco com seu neto e a esposa Lea Mônaco

Gentil e Mônaco

Alberto Araújo, Franci Darigo e Marco Vinicius Varella

Marilia Quintanilha, Mônaco, Anibal e Gentil

Marcia, Mônaco, Edel e Gilson Rolim
(primeiro plano) Gentil Lima atrás

Edel Costa e Gilson Rolim

Marco V. Varella, Franci Darigo, Mônaco e Gentil

Anibal  Bragança conversa com Carlos Mônaco



Sequencial de imagens
cedidas gentilemente
pela jornalista
BELVEDERE BRUNO


Shirley Araújo - Artista plástica
Belvedere Bruno - escritora e jornalista
e Alberto Araújo - editor do FOCUS


Carlos Mônaco, Aníbal, Belvedere e Jorge Gandra

Carlos Mônaco, Aníbal Bargança, Alberto Araújo
e Jorge Gandra


Fundação Biblioteca Nacional
Rua México, s/n - Centro
Rio de Janeiro - RJ


A Biblioteca Nacional, também chamada de Biblioteca Nacional do Brasil, cujo nome oficial institucional é Fundação Biblioteca Nacional, é a depositária do patrimônio bibliográfico e documental do Brasil, considerada pela UNESCO como a sétima maior biblioteca nacional do mundo e, também, é a maior biblioteca da América Latina. Entre suas várias responsabilidades incluem-se a de preservar, atualizar e divulgar uma coleção com mais de oito milhões de peças, que teve início com a chegada da Real Biblioteca de Portugal ao Brasil e cresce constantemente, a partir de doações, aquisições e com o depósito legal.

Também funciona como sede do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP), criado em 1992 pelo decreto presidencial n° 520, de 13/05/92. Esta biblioteca possui um acervo com mais de nove milhões de livros.



a Livraria Ideal, dirigida por Carlos Mônaco, completou 70 anos de existência, o que foi comemorado pelas instituições culturais da cidade, com importantes eventos.  
Para quem não sabe o endereço: LIVRARIA IDEAL Calçadão da Cultura (reuniões aos sábados, pela manhã) Rua Visconde de Itaboraí, 222 - loja 03 (próximo à Rodoviária Roberto Silveira) Tel.: 2620-7361.





ASSISTA AO FRAGMENTO DO VÍDEO DO EVENTO

convite
ACESSE O BLOG DO GRUPO MÔNACO DE CULTURA
CLICAR NO LINK ABAIXO


8 de outubro de 2012

ESCRITORA GRACINDA ROSA NA ACADEMIA NITEROIENSE DE LETRAS

 
 
 
 
ENTRE CADERNOS - PALESTRA DA ESCRITORA GRACINDA ROSA
NA ACADEMIA NITEROIENSE DE LETRAS
 
 
 
Projeto Ciclo de Palestras
 
 
Aconteceu dia 03 de outubro(quarta-feira), na Academia Niteroiense de Letras, a Conferência da escritora Gracinda Rosa, a palestrante fez o público viajar através do tempo, chegando até as suas longínquas lembranças juvenis, tempos que os recorda e os guardas com carinho.
“São sentimentos nostálgicos de um passado / presente: de amores, vida escolar, e diálogos maternais que assinalam com essências azuladas a alma da escritora”.
Em sua brilhante apresentação, a escritora expôs ao público presente, seus inúmeros cadernos que são: memórias de sua vasta vida escolar, cartas familiares, postais, fichas, fotos e fontes bibliográficas de seus autores prediletos, e outros vícios. Na verdade são  anotações que a escritora fez durante sua vida escolar e literária.
“São lembranças – reminiscências escritas minuciosamentes e com todo carinho revela - Gracinda Rosa - escritora.”
E você leitor assíduo da escritora de Pequenos Amores, poderá presenciar em seu mais recente livro de memórias que breve estará à venda em todas as livrarias da cidade.
Foi uma palestra muita interessante e importante para todos os literatos, porque se trata  de uma exposição de memórias sábias, são fortunas críticas que de certa forma estão entrelaçadas nas almas de todos seus admiradores e amigos.
Certo de que todos os presentes ficaram emocionados com as suas reminiscências ali tão graciosamente expostas. O FOCUS tem o prazer de reviver aqueles lindos momentos, apresentando um filme com as imagens e um fragmento de sua apresentação. Confira.
 
 

 
 
 
BREVE
 
 
O DVD COMPLETO COM TODA A PALESTRA
 
AGUARDE...
 
 
 

7 de outubro de 2012

MESA-REDONDA "QUATRO VEZES VINTE - EDUARDO PORTELLA NA ABL

 
 
 
 

ABL homenageia com exposição e mesa-redonda os 80 anos do Acadêmico,

Professor e ensaísta

Eduardo Portella


A Academia Brasileira de Letras inaugura exposição e realiza mesa-redonda em homenagem aos 80 anos do Acadêmico, Professor e ensaísta Eduardo Portella. Os dois eventos acontecerão no dia 11 de outubro, quinta-feira. A exposição, denominada “Eduardo Portella – quatro vezes vinte”, será aberta às 17 horas, no 1º andar do Centro Cultural do Brasil, sede da ABL. A curadoria é da Professora e Pesquisadora Beatriz Resende. O público poderá visitar a mostra – que permanecerá aberta até o dia 09 de novembro – de segunda a sexta-feira, das 10 às 18 horas.
 
Na oportunidade, estarão à disposição dos presentes os seguintes livros, de autoria do homenageado, das Edições Tempo Brasileiro: Jorge Amado – a sabedoria das fábulas; Homem, Cidade, Natureza; Brasil, condições de possibilidades; Dimensões IV, o livro e a perspectiva. O caminho, o caminhar é uma publicação coletiva, comemorativa, com depoimentos nacionais e internacionais.
 
A mesa-redonda está programada para começar às 17h30min, no Petit Trianon, e terá a coordenação do Acadêmico Domício Proença Filho, Primeiro-Secretário da ABL. Os palestrantes convidados e os temas (todos, naturalmente, sobre o homenageado) de suas conferências são: Beatriz Resende (“O ensaísta”); o poeta Carlos Alberto Sepúlveda (“O crítico literário”); o doutor em Letras Manuel Antônio de Castro (“O professor”); o historiador e professor Carlos Guilherme Mota (“As questões de método – interdisciplinaridade”); o professor Emmanuel Carneiro Leão (“Tempo brasileiro”); a socióloga, psicóloga e filósofa Barbara Freitag (“A questão da cidade”); e o professor e bacharel em Direito Vamireh Chacon (“Política externa e cooperação internacional”).
 
A curadora da exposição explicou a homenagem: “Eduardo Portella, aos 80 anos, continua atuando como intelectual público que sempre foi, com entusiasmo e grande produtividade. O título, evocando a forma francesa de contar 80, faz referência à juvenilidade do pensamento do professor. A mostra pretende exibir ao grande público a importância de sua obra como pensador, escritor, ministro, crítico da cultura e professor de literatura. Seu percurso na vida pública, como construtor da democracia, defensor do que chama de ‘educação cidadã’, político hábil na administração dos bens culturais e desenvolvimento da educação em nível nacional e internacional, será destacado. Como professor emérito e editor em plena atividade, ele continua destacando-se como educador influente no pensamento brasileiro. O percurso de sua vida dedicada ao cultivo da inteligência e da convivência cordial pontuará a exposição”, afirmou Beatriz Resende.
 
 
                    Eduardo Portella
 
 
Sexto ocupante da Cadeira nº 27, eleito para a ABL em 19 de março de 1981 – na sucessão de Otávio de Faria e recebido em 18 de agosto do mesmo ano pelo Acadêmico Afrânio Coutinho –, Eduardo Portella nasceu em Salvador (BA), em 8 de outubro de 1932. É Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito da Universidade Federal de Pernambuco.
 
Concomitantemente – como permitia a lei educacional naquele período –, fez estudos em instituições europeias de ensino superior. Em Madri, estudou Filologia, Romanística, Crítica Literária e Estilística com Dámaso Alonso e Carlos Bousoño, e Filosofia com Xavier Zubiri e Julián Marías. Em Paris, frequentou as aulas de Bataillon, no Collège de France. Em Roma, na Faculdade de Letras, assistiu a aulas de Giuseppe Ungaretti, sobre Literatura Italiana. Ao retornar ao Brasil, começou sua colaboração regular de crítico literário no Diário de Pernambuco, pela mão de Mauro Mota. Entrou no convívio de Gilberto Freyre, Aníbal Fernandes, Lucilo Varejão, Moacyr de Albuquerque. Fez parte do grupo de jovens intelectuais que fundou a Editorial Sagitário. Estreou em livro, em 1953, com Aspectos de la poesía brasileña contemporânea, tese apresentada na I Jornada de Lengua y Literatura Hispanoamericana, em Salamanca.
 
Fez opção pela docência universitária, inicialmente em Madri, na Faculdade de Letras da Universidade Central de Madri. Em Recife, na Faculdade de Filosofia e Letras da Universidade Federal de Pernambuco, prosseguindo no Rio de Janeiro, na Faculdade de Letras da UFRJ. Em 1979, foi designado Ministro de Estado da Educação, Cultura e Desportos. E impôs uma posição clara pela abertura, contra a censura e qualquer forma de arbítrio.
 
Em 1988, foi nomeado Diretor-Geral Adjunto da Unesco, cargo que ocupou por cinco anos consecutivos. Foi eleito, para o período de 1997-1999, pelo colegiado superior, Presidente da Conferência Geral da Unesco. Coordena, desde 1998, o Comitê Chemins de la Pensée (Unesco-Paris). E foi eleito em 2000, e reeleito em 2003, Presidente do Fond International pour la promotion de la Culture (Unesco-Paris). Dessas funções se desligou em 2009, para se dedicar à edição de suas obras reunidas, publicadas e por publicar.
 
Regressando ao Brasil, e então designado Professor Emérito da Universidade Federal do Rio de Janeiro, continua ministrando seus cursos na Faculdade de Letras, em nível de Mestrado, Doutorado e Pós-Doutorado. É também membro da Academia Brasileira de Educação.
 

5 de outubro de 2012

O ROCHEDO DE TANIOS - AMIN MAALOUF O LIVRO DO MÊS DE OUTRUBRO DO CLUBE DE LEITURA

 
 
 
Acontecerá nesta Sexta (05) de outubro o debate sobre o livro "O ROCHEDO DE TANIOS - AMIN MAALOUF",  o evento será na Livraria Icaraí, Rua Miguel de Frais, 09 - Icaraí - Niterói - às 19 horas, o debate na verdade é uma troca de idéias cheio de descontração, baseadamente sobre o livro escolhido em cada mês,  e sempre acontece na primeira sexta-feira do mês. Participe a entrada é franca.
 
 
 
 
 
 
Capa do livro 'O ROCHEDO DE TÂNIOS'
 
 
 
 
saiba mais...
 
 
Libanês radicado na França desde 1976, Amin Maalouf domina com perfeição as velhas narrativas orientais - e são elas que fornecem o pano de fundo literário para este romance em que a aventura e a sensualidade combinam-se com um forte conteúdo filosófico. A história se passa no Oriente Médio, em meados so século XIX. Seu apelo principal está nas emoções e no destino insondável de Tânios, um bastardo cuja existência parece desde sempre predeterminada: cada passagem de sua vida anuncia um futuro do qual ele não tem como fugir. Aos quinze anos, com o cabelo precocemente embranquecido, Tânios apaixona-se pela filha do maior inimigo de seu amo - e o adolescente ávido de conhecimento dá lugar ao homem pronto para cumprir sua missão, o que pode significar, inclusive, decidir o destino de outros.

 
 
"Na aldeia onde nasci, os rochedos têm nome. Há o Navio, o Cabeça-de-Urso, o Emboscada, o Muro, e ainda os Gêmeos, também chamados de os Seios da Bruxa. Há sobretudo a pedra dos Soldados; era lá que antigamente se ficava à espreita quando a tropa perseguia o rebeldes; nenhum lugar é mais venerado, mais carregado de lendas"…


 
Passagem é então a uma só vez um sinal manifesto do destino – uma incursão que pode ser cruel, irônica, ou providencial – e um marco, uma etapa de uma existência fora do comum. Nesse sentido, a tentação de Lâmia foi, no destino de Tânios, a passagem inicial; aquela daqual emanariam todas as outras”…



Nascido em Beirute em 25 de feveireiro de 1949, ele é um dos maiores expoentes da literatura libanesa contemporânea. Nascido cristão árabe – o segundo de uma prole de quatro filhos-, o seu pai Rudchi Maalouf – um católico melquita – era escritor, jornalista e professor. Sua mãe, Odette, era oriunda de uma família maronita, o que levou-o inclusive a ter estudado em uma escola jesuita. Formou-se em Economia e Sociologia pela Universidade Francesa, em Beirute, seguindo a tradição familiar de jornalista e romancista.


 
Aos 22 anos, começou a trabalhar no periódico libanês An-Nahar, levando-o a cobrir conflitos em cerca de 60 países no mundo, tais como Índia, Bangladesh, Etiópia, Somália, Quênia e Argélia. Como o início da guerra civil libanesa, em 1975, radicou-se com a família em Paris, tomando a resolução de dedicar-se mais amiúde à literatura – inclusive, os seus romances são todos escritos em francês, apesar do árabe ser a sua língua de origem.


 
“Em cada época, comenta o monge Elias, houve entre as gentes de Kfaryabda um louco, e quando desaparecia, um outro estava pronto a tomar seu lugar como uma brasa sob a cinza, para que esse fogo não se acabe jamais. Sem dúvida, a Providência tem necessidade desses fantoches que agita com os dedos para rasgar os véus que a sabedoria dos homens teceu”…


 
Sua obra consiste em romances, obras de não ficção e librettos para ópera. De todos os seus romances, o mais aclamado pela crítica é O Rochedo do Tânios, escrito em 1993 – e editado no Brasil pela Companhia das Letras -, ganhador do Prix Goncourt no mesmo ano. E todo o falatório em cima do livro é justificado, pois trata-se de uma pérola, tamanha a delicadeza de sua escrita…


 
O livro se passa na vila libanesa de Kfaryaba, um povoado remoto encravado nas montanhas libanesas, no século XIX. Trata-se da saga do “jovem-ancião” Tânios – uma das inúmeras variantes locais, segundo o autor, de Antônio, Antoun, Antonios, Mtanios, Tanos ou Tannous -, filho bastardo da bela Lâmia com o sheik Francis, um cristão árabe.

 

“Para todos os outros, és o ausente, mas eu sou o amigo que sabe. À revelia deles, correste no caminho do pai assassino, em direção da costa. Ela te espera, a moça do tesouro, em sua ilha; e seus cabelos têm sempre a cor do sol do Ocidente”…

 

No caso de O Rochedo de Tânios, não importa se a trama se passa nas montanhas libanesas, e se a atmosfera é repleta de referenciais simbólicos orientais – narguillés, vilarejos encravados na montanha, patriarcas e sacerdotes de ritos orientais, os “rapapés” das cortes otomanas, locais exóticos para nós como o Cairo, Chipre, Tripoli -, a empatia do leitor com o seu texto se estabelece de imediato, dada a universalidade da trama, o drama existencial de Tânios e as vicissitudes de seu vilarejo.


A aldeia montanhesa de Kfaryabda é uma bela alegoria sobre o Líbano natal de Maalouf, uma terra de passagem, de lutas e de rápidas transformações. Uma terra que recebe os seus “visitantes-invasores” de maneira acolhedora – com água de rosas e arroz jogados da sacada das casas, como manda a tradição -, mas que devora qualquer um que tente dominá-la e subjugá-la. A saga de Tânios é a crônica das montanhas libanesas, da resistência e da altivez de seu povo, uma resistência surda contra todos aqueles que a manipulam e a subjugam – sejam estes romanos, persas, árabes, turcos otomanos, franceses, ingleses, americanos…



O Líbano, como os seus próprios habitantes dizem, é uma terra de contrastes, um mosaico de tradições e costumes ancestrais, um carrefour para onde convergem diferentes povos, distantes historicamente, mas que se mesclam no caldeirão de influências que é o País dos Cedros. É uma terra turbulenta, de fortes reviravoltas, cuja tenacidade do povo se mantém, tal como no Rochedo de Tânios, ao espreitar os invasores e lhes dar adeus, à espera de novos aventureiros que pretendam desbravá-la e dominá-la – sempre em vão…


“Sobre os passos invisíveis de Tânios, quantos homens partiram da aldeia depois! Pelas mesmas razões? Antes pela mesma investigação, e sob o mesmo ímpeto. Minha Montanha é assim. Apego ao solo e aspiração à partida. Lugar de refúgio, lugar de passagem. Terra do leite e do mel e do sangue. Nem paraíso nem inferno. Purgatório”…



As civilizações passaram e desapareceram, mas Tânios continua a nos olhar zombeteiramente, do alto de seu rochedo, tal como um certo D. Sebastião, o Brumoso, uma “ausência presente”, esperando o final dos tempos para nos redimir dos nossos pecados humanos, demasiadamente humanos…


Há muita filosofia em um rochedo, posto que sua permanência nos remete ao fato de que tudo na vida é efêmero, é passageiro, é puro movimento. Exceto a vida em si mesma, que nos lança o tempo todo enigmas, que nos fazem desconfiar do seu caráter eminentemente mineral…



“Atrás de meu ombro, a montanha próxima. Aos meus pés, o vale de onde subiriam ao cair do dia os uivos familiares dos chacais. E lá, ao longe, eu via o mar, minha estreita parcela de mar, estreita e longa rumo ao horizonte como uma estrada
 
 
 
 
Amin Maalouf - escritor
 
Nascido no Líbano em 1949, em 1976 mudou-se para a França, onde trabalhou como jornalista e iniciou a atividade de romancista. Seu livro O rochedo de Tânios recebeu em 1993 o Goncourt, mais importante prêmio literário da França.


outro livro do autor:

O périplo de Baldassare

Os tempos são de desalento. Faltam poucos meses para 1666, o Ano da Besta anunciado por São João, e na pequena cidade de Gibelet acredita-se que o Apocalipse está próximo. Por acaso, Baldassare Embriaco, dono da mais renomada loja de curiosidades do Oriente, recebe um livro precioso: as páginas de O centésimo nome revelariam o nome secreto de Deus, capaz de "afastar qualquer perigo, obter do Céu qualquer favor". Mas Baldassare deixa o livro escapar de suas mãos. Ele começa uma viagem pela Europa e pelo Oriente para recuperar esse tesouro que pode livrar a humanidade do fim do mundo. Na busca, o reencontro com a bela Marta muda os rumos da viagem. O objetivo de Baldassare, agora, é tê-la a seu lado novamente.

O périplo de Baldassare é o diário em que ele registra dia a dia sua peregrinação por um mundo angustiado com o fim próximo. E que o leva a um inesperado desenlace, talvez inconscientemente desejado.
 
ACESSE O SITE:

 
 
 
 

4 de outubro de 2012

CAFÉ CONCERTO -"O QUE É O POETA, AFINAL? UMA INTACTA OPRESSÃO DA ALMA" VAMOS CONHECER NESTE SÁBADO 06 DE OUTUBRO

 
 
 
 
 
 
 
(CLICAR AQUI PARA AMPLIAR A IMAGEM)
 
 
 
 
CAFÉ CONCERTO
 
SÁBADO, 06 DE OUTUBRO
 
ÀS 18 HORAS
 
COVER ARTÍSTICO  - R$ 20,00

CENÁCULO FLUMINENSE DE HITÓRIA E LETRAS SESSÃO DE SETEMBRO 2012

 
 
 
Aconteceu dia 28 de setembro, às 16 horas, na Sala Reggio de Cultura, Rua Lemos Cunha, 442,Icaraí, Niterói - RJ. Com o Tema: Variedades Literárias, com apresentação de crônicas, entrevistas, resenhas, tendo como principal articulador o cenaculista Carlos Rosa, mais uma edição dos eventos mensais do CENÁCULO FLUMINENSE DE HISTÓRIA E LETRAS. O evento foi divido em dois momentos.

PRIMEIRO - O historiador Emílio Maciel Eigenheer, falou do seu recente livro sobre o poeta da agonia Max de Vasconcelos, e sobre a coleta de lixo do Bairro de São Francisco, Niterói - RJ.

SEGUNDO - O Acadêmico Carlos Rosa, falou de sua entrevista com a escritora Marina Collassanti.

O Focus esteve presente e trouxe as imagens. Confira.
 
 

Emilio Eigenheer - Historiador
 Márcia Pessanha - Vice-presidente do CFHL
Julio Vanni - Presidente do CFHL
Franci Darigo - Pres. IHGN
e Neide Barros - Pres. CCMS
(composição da mesa)
 
Emílio Eigenheer
Fala do trabalho de Coleta Seletiva de Lixo do Bairro
de São Francisco-Niterói - RJ
Dentre os materiais que recolhe para reutilização
e reciclagem, seleciona também aqueles de valor
cultural (livros, revistas, cartões postais etc.)
 
Dentre os documentos encontrados
encontram-se o acervo rico
sobre Lourenço de Araújo- O Poeta Boêmio.
 
Foram desses documentos, que vieram o ensejado trabalho
sobre Max de Vasconcelos.
 
 
Capa do livro de Max de Vasconcelos
Neste livro encontram-se relíquias do Poeta da Agonia.
 
 
 plateia presente
 
 
 
Márcia Pessanha, Julio Vanni,
Franci Darigo e Neide Barros
 

(Em primeiro plano)
Gracinda Rosa, Cecília, Dionilce Faria
 
Carlos Rosa - Acadêmico
fala da entrevista com Marina Colasanti
 

Carlos Rosa - Acadêmico
Assista um fragmento da entrevista com Marina Colasanti,
 breve o DVD na íntegra.
 

Marina Colasanti - escritora
 
Marina Colasanti - Nasceu Asmara em 26 de setembro de 1937. É uma escritora e jornalista ítalo-brasileira nascida na então colônia italiana da Eritreia. Ainda criança sua família voltou para a Itália de onde emigram para o Brasil com a eclosão da Segunda Guerra Mundial.
No Brasil estudou Belas-Artes e trabalhou como jornalista, tendo ainda traduzido importantes textos da literatura italiana. Como escritora, publicou 33 livros, entre contos, poesia, prosa, literatura infantil e infanto-juvenil.
Uma ideia toda azul é um livro seu de contos que ganhou o prêmio O Melhor para o Jovem, da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil.
Em 2010, recebeu o Prêmio Jabuti pelo livro Passageira em trânsito.
 
 
 

Carlos Rosa e Emílio Eigenheer
 
 
Profa. Leonila Murinelly Lima
convida para a palestra
DESENREDO
(METODOLOGIA BASEADA NA PROGRAMAÇÃO
NEUROLINGUÍSTICA - PNL)
 
 plateia presente
 
 
 
 
abaixo o folder
ESPAÇO DE (CON)VIVÊNCIA COM A PALAVRA
E DE EXPERIÊNCIA COM A ESCRITA
 
 
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