5 de abril de 2012

PALESTRA MARIA JACINTHA NA ACADEMIA NITEROIENSE DE LETRAS

PALESTRA SOBRE A GRANDE MESTRE  DO
TEATRO BRASILEIRO
MARIA JACINTHA TROVÃO DA COSTA CAMPOS
 NA ACADEMIA NITEROIENSE DE LETRAS.





A coisa mais linda que pode acontecer é quando a gente faz um trabalho cultural na vida e esse trabalho nunca seja esquecido, e fica para sempre abotoado nas memórias das pessoas, isso é grandioso. Tudo de bom que se fez durante uma vida inteira de batalhas, experiências, aprendizados e ensinamentos, vê-se ultrapassar as fronteiras. Que todo esforço para divulgar e expandir a cultura de uma cidade não foi em vão.   Foram essas as expressões que categoricamente evidenciam a vida de uma das personalidades mais marcantes na sociedade fluminense e hoje foi reverenciada na ANL   pela  grande escritora biográfica  Marise Rodrigues,  essa grande homenagem foi prestada a mestra do teatro brasileiro Maria Jacintha Trovão da Costa Campos ou  simplesmente Maria Jacintha. Dramaturga que muitos fluminenses e outros mais, tiveram o privilégio de conhecer e viver junto a história dessa brilhante e encantadora escritora e dramaturga em que suas peças brilharam por muito tempo nos palcos teatrais.

Maria Jacintha - ressonâncias e memórias, este foi o  título do livro de Marise Rodrigues e da grandiosa conferência que abriu o ciclo de palestra do mês de abril  na Academia Niteroiense de Letras, aconteceu dia 04 às 17 horas. A revista Focus esteve presente ao evento e trouxe na íntegra as imagens da grande conferência. Confira.

Sede da Academia Niteroiense de Letras.
Bico-de-pena de Miguel Coelho.


Dia 4 de abril de 2012
Ciclo de Palestras


“Ressonâncias e memórias de Maria Jacintha”

Palestrante: Marise Rodrigues

17h / gratuito

Rua Visconde do Uruguai, 456 – Centro

Niterói-RJ




Maria Jacintha Trovão da Costa Campos  nasceu em Cantagalo, Estado do Rio, 27 de setembro de 1906  e faleceu em Niterói-RJ no dia 20 de dezembro de 1994, também conhecida como Maria Jacintha, foi uma ensaísta, tradutora, autora, crítica e diretora teatral brasileira.
Seu primeiro texto teatral, O gosto da vida, foi montado pela Companhia Jaime Costa, em 1937. As peças Conflito, Já é manhã no mar e Convite à vida foram encenadas por Dulcina de  Moraes. A Doutora Magda foi encenada pela Companhia Iracema de Alencar. Em Já é Manhã no Mar estiveram em cena Ribeiro Fortes, Jardel Filho, Dulcina de Moraes e Odilon Azevedo.
Convite à Vida tinha um pendor paficista e foi encenada no momento da partida da FEB (Força Expedicionária Brasileira) rumo à Itália. A última peça de Maria Jacintha, Um não sei quê que nasce não sei onde (1968), foi inspirada nas situações dramáticas do país sob a ditadura instaurada em 1964. Maria Jacintha, durante esse período da história brasileira, chegou a ser presa durante aquele regime militar Maria Jacintha traduziu escritores russos, como Tchekhov, cuja vida foi anterior à revolução de 1917 (Tchekhov morreu em 1904). Sua peça Intermezzo da imortal esperança foi publicada pelo Serviço Nacional de Teatro (MEC), Rio de Janeiro, em 1973.
Tendo recebido o apoio do teatrólogo Benjamin Lima , fundador e diretor do CPT (Curso Prático de Teatro, do MEC), por muitos anos, Maria Jacintha foi a diretora artística do TEB (Teatro do Estudante do Brasil), tendo contribuído para a atualização do repertório do grupo. Organizou as temporadas de Arte de Dulcina de Morais.

Participou do período de modernização, na primeira metade do século XX, do teatro brasileiro, tendo sido uma das fundadoras do Teatro de Arte do Rio de Janeiro e do Teatro Fluminense de Arte. Conhecida por seu vasto conhecimento histórico e literário.
Notabilizou-se pelo apoio que dava aos novos talentosos atores, entre eles, por exemplo, Nicette Bruno, Fernanda Montenegro, Kléber Machado, Mauro Mendonça e outros. Segundo Maria Jacintha, uma erudita da tradição intelectual dos escritores brasileiros da primeira metade do século XX, - à qual o termo renovação não era estranho -, "teatro", fundamentalmente, "é texto e interpretação".

Desde que sofreu um acidente automobilístico, Maria Jacintha usava uma bengala, que dela se tornou amiga inseparável, mas já se deslocava em cadeira rodas quando, perto do fim de sua vida, no Teatro Municipal de Niterói, foi homenageada pelo conjunto de sua obra e pela coerência e firmeza de suas ideias e práticas como educadora, dramaturga, crítica e tradutora. Nessa ocasião, com o local lotado, Nicette Bruno, já internacionalmente célebre como atriz de telenovelas, expressou, entre depoimentos outros de amigos e estudiosos da obra de Maria Jacintha, a gratidão pelo auxílio que Maria Jacintha lhe deu no início da carreira. Quando Arlete Pinheiro Esteves da Silva - a Fernanda Montenegro - tornou-se a primeira atriz latina americana a receber uma indicação, pela Academia de Hollywood, para o Oscar de melhor atriz, Maria Jacintha já havia falecido.

Maria Jacintha, traduziu da língua francesa peças dos seguinte autores: Jean Girandoux, Jean Anouilh, Paul Claudel, Albert Camus etc.

Sobre Maria Jacintha escreveu Mário de Andrade: "(...) autora que faz questão de manifestar durante todo o texto uma imparcialidade absoluta, permitindo que as personagens exponham seus pontos de vista e se revelem".

A escritora Marise Rodrigues defendeu uma tese de doutorado concernente (RODRIGUES, 2006), No hall do teatro da UFF tem uma placa que a homenageia. No teatro onde funcionou o antigo Cassino da Praia de Icaraí, são levadas peças teatrais, podem ser ouvidos concertos música clássica ou popular e, também servindo como cinema ali é exibido filmes de excelência estética ao público niteroiense e carioca que para lá se desloca em busca de arte e sensibilidade.
OUTROS DADOS:

Formação (Niterói-RJ), 1923:
Escola Normal de Niterói;
Radioteatro (Rio de Janeiro-RJ, peças apresentadas pela Rádio Nacional)

A Confidente;
Uma História para uma Canção;

Travessia;

O Vampiro;
História de Todos os Tempo.



PRINCIPAIS TRABALHOS COMO TRADUTORA:


As Três Irmãs, de Tchecov;
Anfitrião 38, de Jean Giraudoux;

Jezebel, de Jean Anouilh;
O Sapato de Cetim, de Paul Claudel;

Estado de Sítio, de Albert Camus;


HOMENAGENS/PRÊMIOS:



1938 - Rio de Janeiro RJ - 1º Prêmio de Teatro da Academia Brasileira de Letras, ABL - por sua peça O Gosto da Vida;

1953 - Rio de Janeiro RJ - Medalha do Serviço Nacional de Teatro, SNT - melhor tradução por As Três Irmãs, de Anton Tchekhov.


PEÇAS DE TEATRO


Conflito. Porto Alegre: Edições Meridiano, 1942. (Coleção Tucano)
Já é manhã no mar. Petrópolis: Vozes, 1968. (Coleção Diálogo da Ribalta)
Um não sei quê que nasce não sei onde. Rio de Janeiro: Fon-Fon e Seleta, 1968. (Teatro Brasileiro)
Convite à vida. Rio de Janeiro: Fon-Fon e Seleta, 1969. (Teatro Brasileiro)
Intermezzo da imortal esperança. Rio de Janeiro: Serviço Nacional de Teatro, MEC, 1973.


Em Niterói, o reconhecimento pela sua contribuição ao desenvolvimento cultural da cidade pode ser verificado nos teatros da UFF, que lhe rendeu homenagem em placa afixada em seu salão principal.
Sua carreira como teatróloga começou quase por acaso. Disposta a escrever um romance, verificou que seu estilo era teatral, recheado de diálogos.
Tendo Benjamin Lima como seu primeiro grande incentivador, em 1940, sua primeira peça, intitulada "O Gosto da Vida", era encenada no Teatro Rival pela Companhia Jaime Costa, garantindo à Jacintha lugar privilegiado nas colunas de crônica teatral de todos os jornais do país.
Apesar de o sucesso ter sido imediato, o rigor da censura do Estado Novo também assim o foi. Perseguida, assim, por membros do clero e da Ação Integralista Nacional, viu sua temporada suspensa pelo Ministério da Educação (poucos anos mais tarde tornado Ministério de Educação e Cultura), que na condição de patrocinador da turnê do grupo, suspendeu a temporada.
No entanto, foi driblando a censura que, do Norte, partiria a Companhia Iracema de Alencar, responsável por encenar outra peça da autora: "Doutora Magda". Segundo Maria Jacintha, “esta sim é que deveria ser censurada pelo DIP e não foi”. Durante toda a temporada do espetáculo, a personagem principal transformou-se em símbolo da juventude brasileira: a doutora Magda passou a ditar moda e todas as jovens queriam vestir-se e se comportar de modo irreverente como ela.
Logo a seguir vieram diversos sucessos de público e crítica, como "Convite à Vida" e "Conflito", encenados pela Companhia Dulcina-Odilon.

Em 1948, cansada do medo que as companhias sentiam de encenar suas peças por causa de censura, Maria Jacintha montou sua própria companhia: o Teatro de Arte do Rio de Janeiro, que com pouco tempo de existência passou a ser considerado "a maior realização acontecida em palcos cariocas, nos últimos 40 anos, quer por companhia nacional, quer por companhia estrangeira".
Artistas como Nicette Bruno, Fernanda Montenegro, Mauro Mendonça, Beatriz Beatriz Segall, Mauro Mendonça, Isaac Bardavid, Felipe Wagner e Cacilda Becker despontaram nos palcos do TARJ, e seus trabalhos motivaram o grande reconhecimento de que gozaria a companhia ao longo dos anos.

Mesmo assim, Maria Jacintha negava-se a aceitar o título de "diretora reveladora de novos talentos" que lhe conferiam. Para ela, lançar artistas era uma espécie de conjunção astral. "O povo precisa do espaço, e nós, que temos o espaço, precisamos dele", revelava. O talento, segundo a escritora, era o ingrediente único e imprescindível para um artista fazer sucesso, e “nós não damos talento a ninguém”, dizia. "Dias Felizes", de Claude Puget, e "Alegres Canções na Montanha", de Giullian Michair, eram as peças favoritas da escritora para lançar novos elencos. Nelas, a juventude era o tema central, pois os conflitos reinantes atravessavam os tem¬pos. Aos olhos de Maria Jacintha, esse era o motivo que tornava essas peças eternas e, portanto, adequadas ao estreante. Em suas palavras, “É um engano pensar que as peças clássicas é que são as ideais para formar jovens talentos. O mais difícil é imitar nossas próprias verdades”.

Detentora de vários prêmios, inclusive a primeira colocação no Concurso de Peças Teatrais promovido pela Academia Brasileira de Letras, seu grande sonho era tornar o teatro nacional tão grandioso como antes do Golpe de 1964. Para ela, os jovens não haviam tido o direito de assistir aos grandes espetáculos que visitaram o Brasil em décadas passadas e, por isso, teriam perdido o senso crítico. Nesse sentido, questionava: “Como é que eles vão comparar o que é bom e o que é ruim e, a partir daí, criarem?”.
Embora estivesse ligada às atividades teatrais do Rio de Janeiro, Maria Jacintha sempre desejou que Niterói, cidade onde vivia, tivesse um teatro próprio, que denominou de Teatro Estável de Niterói. Segundo plano apresentado aos Conselhos Municipal de Cultura e à Fundação de Atividades Culturais de Niterói (FAC), o Teatro Estável de Niterói passaria a fazer parte das atividades culturais da cidade no sentido de dar à comunidade niteroiense mais uma área de cultura e diversão de alto nível entre as muitas que vinham sendo desenvolvidas. E assim aconteceu: no dia 6 de dezembro de 1978, a apresentação da peça Anfitrião 38, de Jean Giraudaux, marcava sua estreia.

Mas, apesar dos esforços da dramaturga, o Teatro Estável de Niterói não logrou vida longa. Por motivos alheios à sua vontade, o sonho de um teatro próprio de Niterói não iria muito longe, como descrito pela própria dramaturga: “Sempre optei por plantar onde não há. E além disso, sou fluminense, de nascimento e de raízes, e confesso certa humilhação quando vejo que todas as capitais e grandes cidades do Brasil e, mesmo, pequenas cidades, têm seu teatro próprio (...). Na atuação de toda a minha vida literária e artística, no Rio de Janeiro, sempre sonhei em poder, um dia, dar um bom teatro a Niterói, aqui sediado, com sua população vendo teatro, freqüentando teatro, gostando de ver teatro e incorporando-o ao cotidiano de sua vida. Não mais o teatro episódico, em termos de festival, vindo de outras cidades...”

DIRETORA

“A mim, sempre pareceu muito pretensioso e, sobretudo, muito empresarial, faturar-se em cima do rendimento que o jovem artista nos dá, tirado de seu próprio barro a moldar. Há uma troca, o diretor recebe para atirar o dirigido à grande fogueira, que tanto pode queimar, como iluminar. Felizmen¬te, os jovens vindos a meu encontro não se queimaram: empu¬nharam suas tochas, clarearam o próprio caminho. Minha ale¬gria foi poder vê-los em sua hora de Jordão e ter podido pas¬sar-lhes a certeza da beleza de seu destino; minha glória, a de lhes ter levado a crença em sua mensagem.”
Em Niterói, no final dos anos 70, Maria Jacintha lança o ator Ricardo Sanfer. Sobre ele, ela declara numa entrevista ao Jornal Lig de 11 de janeiro de 1987: “Se houvesse em mim delírios messiânicos, eu diria que Ricardo Sanfer, a quem coube o Troféu de Melhor Ator de 1986, é meu discípulo amado, pela gratificação que recebo dele, a cada uma de suas incursões no palco.”

Frases/fragmentos:




A dramaturgia de autoria feminina vem cada vez mais adquirindo visibilidade entre os estudos acadêmicos de vertente revisionista e em publicações da literatura teatral brasileira. Baseados na tendência arqueológica de recuperação da história silenciada da produção literária feminina brasileira, tais estudos revelam que as dramaturgas continuam marginalizadas, invisíveis em sua grande parcela, necessitando, em muitos casos, que as descubramos e que as coloquemos em cena novamente. Nesse sentido, pesquisa recente traz à cena a obra de Maria Jacintha que, entre outras dramaturgas, dá continuidade à dramaturgia de autoria feminina escrita no Brasil. Além de se destacar como dramaturga,
[...] quem desconhece a obra de Maria Jacinta, pouca coisa – ou nada – sabe da renovação do teatro brasileiro. diz: Luiza B. Leite em A mulher no teatro brasileiro, 1965


Sequencial de fotos do evento

Márcia Pessanha - Presidente da ANL,
aqui expondo uma homenagem sobre Maria Jacintha no livro
PASSEIO DAS LETRAS NA TABA DE ARARIBÓIA
"A literatura em Niterói no século XX"
de Wanderlino Teixeira Leite Netto.

Marcia Pessanha - Pres. ANL,
Dr. Loretti - Vice-Pres. da ANL
Maria Jacintha Melo prima de Maria Jacintha
e Lou Pacheco

Marise Rodrigues
aqui conduzindo a conferência

Marise Rodrigues ficou emocionada quando falou
de Maria Jacintha, e Márcia Pessanha

Maria Jacintha Sauerbronn Mello
prima de Maria Jacintha
falou sobre a homegeada

Marise Rodrigues
expondo o livro Teatro Brasileiro  de maria Jacintha
Vera Lúcia Magalhães
declamou vários poemas de Maria Jacintha
Beatriz Chacon - Escritora
também fez parte na conferência
interpretou vários textos de
Maria Jacintha



Gilson Rangel Rolim- escritor
também falou muito bem sobre Maria Jacintha



Áurea Magalhães
irmã de Vera Lúcia Magalhães
veio da cidade Campos-RJ para assistir a palestra

Lou Pacheco - Jornalista

Márcia Pessanha
expondo o livro
MARIA JACINTHA- ressonâncias e memórias
de Marise Rodrigues



                              Marci Rodrigues Innecco
                       e Maria Jacintha Sauerbronn de Mello

Vera Magalhães e Bruno Pessanha - escritor

Bia Chacon e Vera Magalhães

Marise Rodrigues
aqui autografando livros para os presentes

A escritora Edel Costa aguardando o autográfo

Gilson Rolim, Edel e Marise Rodrigues

 
O Professor Ricardo Bigi,
professor e especialista em dramaturgia,
também esteve presente ao evento.

Marise Rodrigues autografando livros
para Lou Pacheco e Wanderlino Teixeira Netto



Ricardo e Marise Rodrigues

Marcia Pessanha e Dr. Loretti
aguardando os autográfos da autora



O escritor Luiz Calheiros
aguardando o autográfo do livro de Marise Rodrigues


Alberto Araújo e Maria Jacintha S. de Mello



                                                                                   Foto: Aldo Pessanha


                 
Assista ao vídeo falando sobre Maria Jacintha...
                         
Alberto Araújo - mediador do FOCUS



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31 de março de 2012

PALESTRA DA PROF. LEONILA MARIA MURINELLY LIMA NO CENÁCULO FLUMINENSE DE HISTÓRIA E LETRAS

PALESTRA DA
PROFa. LEONILA MARIA MURINELLY LIMA
NO CENÁCULO FLUMINENSE DE HISTÓRIA E LETRAS



A palestra da Doutora e Professora Leonila Maria Murinelly Lima no Cenáculo Fluminense de História e Letras, no dia 30 de março de 2012 foi um sucesso... Leonila encantou a todos os presentes, com sua habilidade e maestria em saber como conduzir a grandiosa palestra.

O tema da Palestra foi:

AVE PALAVRA – potência sagrada e restauradora

AVE EVA – potência feminina de natureza transcendente
 

As palavras exercem sobre nós um forte poder.  Elas entram nos nossos corpos e nos transformam.  As benditas acendem uma chama interior e desvelam o que temos de melhor em nós mesmos; já as malditas quantos estragos nos causam... Afinal, “É no lugar onde a Palavra faz amor com o corpo que começam os mundos” (Ruben Alves)

É pela arte da Palavra que “reinventamos” o mundo... Esta ciranda propõe um “des-ensinar  para reaprender”;  um  “fazer esquecer para fazer lembrar” – como bem traduzem os versos: Procuro despir-me do que aprendi,/ Procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram,/ E raspar a tinta com que me pintaram os sentidos,/ Desencaixotar as minhas emoções verdadeiras,/ Desembrulhar-me e ser eu...(CAEIRO/PESSOA).
Afinal, nada melhor que o poder da Palavra para despertar as metamorfoses do corpo... e da Alma.

AVE PALAVRA - Potência sagrada e restauradora: AVE EVA - Potência feminina de natureza transcendental. Onde a professora nos fez viajar ao encontro das raízes feminina isto é, do surgimento da personalidade forte e mágica da natureza a mulher, desde Eva até chegar à potencialidade poética de Adélia Prado, as potencialidades distribuídas em vários segmentos; o corpo a alma, o prazer, a saudade, a vida, e existencialidade do homem como a parte de um todo e de todo o mundo. A eficácia da poesia cotidiana que vai de do filósofo alemão Walter Schubart ao cotidiano lembrado em todas as poesias de Adélia Prado. A revista Focus esteve presente e trouxe para você na íntegra os momentos da grandiosa palestra, Confira todas as imagens das personalidades fluminenses que foram prestigiá-la.



Dra. Profa. Leonila Maria Murinelly Lima
Doutora em Literatura Comparada/UERJ; Mestre em Literatura Portuguesa/UFF; Practitioner em Programação Neurolinguística/Instituto Saber/SP.


Franci Machado Darigo - Pres. IHGN,
Márcia Pessanha - Vice-presidente do CFHL
 e Julio Cezzar Vanni - Presidente do CFHL
momento da composição da mesa
 para o início dos trabalhos

Julio Cezzar Vanni - Presidente do CFHL
abriu o evento, e falou de novos projetos
para o Cenáculo durante este ano 2012

Márcia Pessanha-Vice-presidente do CFHL
apresentando a doutora e professora
Leonila Maria Murinelly Lima

a doutora Leonila Murinelly
ministrando a palestra

A palestra foi toda ministrada em Data-show

Presidente do Cenáculo Julio Cezzar Vanni


 
A hipótese trabalhada foi que é possível encontrar na poesia de Adélia Prado elementos que configuram transgressão e resistência às concepções praticadas pela Igreja Católica em relação às mulheres. A mesma religião significante irá oferecer significados e símbolos capazes de viabilizar uma poesia de afirmação pessoal e, através dela, a expressão da poetisa no espaço público.
O poema no qual Adélia consegue evocar Eva e Maria ao mesmo tempo, Eva e Maria como arquétipos do feminino. Veja o que Adélia diz:

Leia a poesia de Adélia Prado

Meu coração bate desamparado / onde minhas pernas se juntam / É tão bom existir! / Seiva, vergônteas, virgens, / tépidos músculos / que sob as roupas rebelam-se. / No topo do altar ornado / com flores de papel cetim / aspiro vertigem de altura e gozo, / a poeira nas rosas, o afrodisíaco, / incensado ar de vela / - a santa sobre os abismos – / À voz do padre abrasada / Eu nada objeto, / lírica e poderosa. (Lembrança de Maio - Adélia Prado)
*
 
Através do elemento erótico religioso em sua poesia, Adélia entra em contato com o feminino da psique, sem afastar-se da religião mesma que a expressou, mas reestruturando a imagem católica das mulheres, para outra, dona de sua capacidade de sentir e expressar o desejo sexual. Não por caso, ela repete que a salvação está na poesia. É ali, através das palavras transmutadas em imagens, em cenas, em metáforas, em sonhos, desejos e visões, que uma realização acontece.  Adélia escreveu:

Como um tumor maduro / a poesia pulsa dolorosa, / anunciando a paixão. / “Ó crux ave, spes única / Ó passiones tempore”. / Jesus tem um par de nádegas! / Mais que Javé na montanha / esta revelação me prostra. / Ó mistério, mistério, / suspenso no madeiro / o corpo humano de Deus. (...) / Nisto consiste o crime, / fotografar uma mulher gozando / e dizer: eis a face do pecado. / Por séculos e séculos / os demônios porfiaram / em nos cegar com este embuste. / E teu corpo na cruz, suspenso. / E teu corpo na cruz, sem panos: / olha pra mim. / Eu te adoro, ó salvador meu / que apaixonadamente me revelas / a inocência da carne. / Expondo- te como um fruto / nesta árvore de execração / o que dizes é amor, / amor do corpo, amor.
( Festa do corpo de Deus-Adélia Prado)

 ****
Para exemplificar os poemas do cotidiano a doutora optou por um bem conhecido da poetisa, Adélia diz:

Há mulheres que dizem: / Meu marido se quiser pescar, pesque, / mas que limpe os peixes. / Eu não. A qualquer hora da noite me levanto, / ajudo a escamar, abrir, retalhar e salgar. / É tão bom, só a gente sozinhos na cozinha, / de vez em quando os cotovelos se esbarram, / ele fala coisas como ‘este foi difícil’, prateou no ar dando rabanadas / e faz o gesto com a mão. / O silêncio de quando nos vimos a primeira vez / atravessa a cozinha como um rio profundo. / Por fim, os peixes na travessa, / vamos dormir. / Coisas prateadas espocam: / somos noiva e noivo

(Casamento-Adélia Prado)


No final a professora distribuiu poemas
de Adélia Prado aos presentes




Leda Mendes Jorge - Escritora e Pres. da ANE
com o acadêmico Geraldo Caldas




A doutora Leonila feliz da vida com o reecontro das amigas

A Doutora Leonila com a Profa. Felisberta Trindade

Profa. Felisberta Trindade e Profa. Dionilce Faria

Fotográfo Murilo com a Escritora e Profa. Dionilce Faria

Márcia Pessanha - Vice-Presidente do CFHL
com a artista plástica e escritora Angela Gemesio

A artista plástica Shirley Araújo
com o musicista Marco Aurélio Faria

Assis e Mirtes os dois são os tios de Marcia Pessanha
e vieram da cidade de Campos-RJ prestigiar o evento.

Leonila Mª Murinelly - Palestrante
e o Mediador do Focus  Alberto Araújo

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29 de março de 2012

2º CICLO DE CONFERÊNCIAS: PENSAR HOJE II

2º CICLO DE CONFERÊNCIAS: PENSAR HOJE II

DA

ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS




COORDENAÇÃO: MARCO LUCCHESI

Marco Lucchesi (Rio de Janeiro, 1963),  é escritor, poeta, ensaísta e tradutor brasileiro.
Entre diversos prêmios aos quais disputou e ganhou, destaca-se a chegada a final do Prêmio Jabuti de 2002. É professor de Língua e Literatura Italiana na Faculdade de Letras da UFRJ, onde ministra aulas na graduação e na pós-graduação, além de orientar dissertações e teses.
Foi eleito para a cadeira de número 15, fundada pelo poeta Gonçalves Dias, da Academia Brasileira de Letras, em eleição realizada em 03 de março de 2011.



 veja a programação no banner
 


ABL dá prosseguimento aos ciclos de conferências sobre as diversas formas de pensar hoje o mundo, a arte e a ciência


A Academia Brasileira de Letras dá continuidade aos ciclos de conferências sobre as diversas formas de se pensar o mundo, a arte e a ciência, com a segunda etapa das palestras, denominada “Pensar hoje II”, sob coordenação do Acadêmico Marco Lucchesi. O tema será “Pensar a Literatura” e terá como palestrante o Professor Alcir Pécora. O evento está programado para o dia 3 de abril, terça-feira, às 17h30min, no Teatro R. Magalhães Jr., sede da Academia, na Avenida Presidente Wilson 203, Castelo, Rio de Janeiro.
De acordo com o Acadêmico Marco Lucchesi, o ciclo, assim como o anterior, o “Pensar hoje I”, encerrado semana passada, “responde a uma demanda de verticalizar diversas questões, de aprofundá-las a partir de uma proposta dialógica, frente ao desafio das diversas formas de pensar hoje o mundo, a arte e a ciência, em seus diversos desdobramentos, sem perder de seu horizonte uma visão ética do próprio pensamento”.

O ciclo atual terá mais três conferências (sempre às terças-feiras, no mesmo local e horário): Dia 10 – “Pensar a História”, com o Professor Carlos Guilherme Mota; dia 17 – “Pensar a Educação”, com o Acadêmico e Professor
Eduardo Portella; e dia 24 – “Pensar a Transcendência”, com o Acadêmico e Professor Tarcísio Padilha.
Os Ciclos de Conferências da ABL, com entrada franca e transmissão ao vivo pelo Portal, têm patrocínio da Petrobras.

Saiba mais
Alcir Pécora é Professor livre docente e Diretor do Instituto de Estudos da Linguagem da Unicamp, onde leciona desde 1977. É também autor, entre outros, de Teatro do Sacramento: a unidade teológico-retórico-política nos Sermões de Vieira; Máquina de Gêneros; e As Excelências do Governador, em coautoria com Stuart Schwartz. Editor de várias obras de Vieira, entre elas: A Arte de Morrer do Padre Antonio Vieira; Escritos Históricos e Políticos do Padre Vieira; Sermões I e II; Índice das Coisas Mais Notáveis. Organizador das Obras Reunidas de Hilda Hilst e das de Roberto Piva.





 VAMOS PRESTIGIAR ESSE MOMENTO CULTURAL

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28 de março de 2012

MILLÔR FERNANDES PARA SEMPRE

MILLÔR FERNANDES PARA SEMPRE




  Escritor e humorista brasileiro Millôr Fernandes


Criador de um célebre jornal que criticou com ironia a ditadura, morreu aos 88 anos no Rio de Janeiro, informou nesta quarta-feira sua família.
Autor de cerca de 40 romances, obras de teatro, letras de músicas e livros de poesia, Millôr sofreu derrame na noite de terça-feira em seu apartamento. Após o velório, seu corpo será cremado nesta quinta-feira.
O escritor foi um dos fundadores de 'O Pasquim', uma revista humorística e satírica criada em 1968 que usando a ironia conseguiu burlar a censura e criticar o regime militar que imperou no Brasil entre 1964 e 1985.
Millôr Fernandes começou no jornalismo em 1938 com uma coluna na revista 'A Cigarra' que assinava com o pseudônimo Vão Gogo, nome que utilizou durante décadas em diversas publicações, entre elas na revista 'O Cruzeiro', uma das principais brasileiras dos anos 40 e 50.
Posterior a isso, colaborou com importantes veículos, como o 'Jornal do Brasil' e a revista 'Veja'. De sua produção literária sobressaíram obras teatrais, mas também inúmeros contos, fábulas, poesias e romances.
Ele também foi tradutor de obras de William Shakespeare e ainda adaptou para o português textos de Molière, Bertold Brecht, Tennessee Williams, Mario Vargas Llosa, Augusto Monterroso e Darío Fo.
O humorista era conhecido pelo grande público brasileiro por suas frases criativas, que muitas vezes escrevia no formato de haiku (forma poética de origem japonesa) e de quadrinhos, que foram publicados em inúmeros jornais e revistas de todo o país.
Aos 17 anos, o escritor já demonstrava sua ironia inata, ele adotou o nome de Millôr, grafia errada com qual foi registrado. Seus pais queriam batizá-lo quando nasceu em 1923 como Milton.




“Uma Estrela de primeira grandeza, que sempre Será este brilho reluzente que se Destaca e acontece! Não é a toa que mesmo sendo uma Consagrada Celebridade, fez e fará a diferença!
"O último refúgio do oprimido é a ironia, e nenhum tirano, por mais violento que seja, escapa a ela. O tirano pode evitar uma fotografia, não pode impedir uma caricatura. A mordaça aumenta a mordacidade." - Por Millôr Fernandes.
Algumas Frases e um pouquinho do Nosso Querido Millôr Fernandes Que literalmente é a arte e o Artista.
"Não, o Brasil não é o único país corrupto do mundo. Mas a nossa corrupção é a mais gratificante".[ Millôr Fernandes ]
"Você pode evitar descendentes. Mas não há nenhuma pílula para evitar certos antepassados" [ Millôr Fernandes ]
"O último refúgio do oprimido é a ironia, e nenhum tirano, por mais violento que seja, escapa a ela. O tirano pode evitar uma fotografia, não pode impedir uma caricatura. A mordaça aumenta a mordacidade." [ Millôr Fernandes ]
"Se todos os homens recebessem exatamente o que merecem, ia sobrar muito dinheiro no mundo." [ Millor Fernandes ]
"O século XX nos deu o cinema, o telefone, o automóvel, o avião, a penicilina, a asa-delta, o computador, tanta coisa maravilhosa. Mas a maior invenção de todos os tempos é do século XXI, o Google. A cultura prêt-a-porter".[ Millor Fernandes ]
"Pergunta pro Presidente Lula: "Em que exato momento histórico nossa ignorância passou a ser virtude cívica?" [ Millor Fernandes ]




Millôr Fernandes (Rio de Janeiro, 16 de agosto de 1923 — Rio de Janeiro, 27 de março de 2012) foi um desenhista, humorista, dramaturgo, escritor e tradutor brasileiro.
Com presença marcante pelos veículos impressos mais importantes do Brasil, como O Cruzeiro, O Pasquim, Veja e Jornal do Brasil, entre vários outros, Millôr é considerado uma das principais figuras da imprensa brasileira no século XX Multifacetado, obteve sucesso de crítica e de público em todos os gêneros em que se aventurou como em seus trabalhos de ilustração, tradução e dramaturgia, sendo várias vezes premiado. Além das realizações nas áreas literária e artística, ficou conhecido também por ter sido um dos idealizadores do frescobol.
Com a saúde fragilizada após um acidente vascular cerebral no começo de 2011, veio a morrer em março de 2012, aos 88 anos.

26 de março de 2012

NITERÓI COMEMORA CENTENÁRIO DE CARLOS TORTELLY COSTA

HOMENAGEM AO CENTENÁRIO DE CARLOS TORTELLY COSTA 




As entidades culturais a Academia Niteroiense de Letras, a  Academia Fluminense de Letras e as Associações Médicas de Niterói, bem como a Fundação Municipal de Saúde (FMS), celebram a partir desta segunda-feira, dia 26, e até o  dia 31 de março, o centenário de nascimento do médico e benemérito Carlos Tortelly Costa (1912-2003).


A programação inclui solenidade na Universidade Aberta da Terceira Idade, dia 26, às 14 horas;


Sessão especial de homenagem na Academia Fluminense de Letras, dia 28, às 18 horas, sessão esta iniciativa da Academia Niteroiense de Letras, por sugestão do Dr. Waldenir de Bragança, atual presidente da Fluminense, a sessão será realizada na ANL, motivo o auditório da AFL seja um local mais amplo.


E instalação de placa comemorativa na Associação Médica Fluminense, dia 29, às 18 horas.

- Clínico e obstetra conhecido como “Cegonha de Niterói”, ele ajudou milhares de crianças a nascer em mais de 55 anos de exercício da profissão, guardando a distinção de jamais ter perdido uma paciente. Carlos Tortelly teve passagem marcante por várias entidades com as quais colaborou, entre elas: Associação Médica Fluminense, Academia de Medicina do Estado do Rio de Janeiro, Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro, Casa do Médico Fluminense, Unimed Leste Fluminense, Universidade Aberta da Terceira Idade, Lar da Criança Padre Franz Neumair, Probus Clube Niterói-Norte. Membro das Academias Fluminense e Niteroiense de Letras, Dr. Carlos também se notabilizou no meio cultural como escritor, poeta e trovador.



VEJA A PROGRAMAÇÃO:
Semana da celebração do centenário do benemérito
Carlos Tortelly Rodrigues da Costa

de 26 a 31 de Março de 2012 -


26/03 – Segunda-feira 14h – Homenagem: “A Vida, as Ações e as Obras do Dr. Carlos Tortelly” – Lançamento do Tablóide Comemorativo do Centenário – Apresentação do Coral da UNIVERTI, sob a regência do Maestro Marcos Gonçalves Cardozo – Coquetel de Confraternização.
Local: UNIVERTI – Anexo da Faculdade de Direito da UFF, Rua Presidente Pedreira, 62, Ingá, Niterói



27/03 – Terça-feira: 14h – Apresentação das Oficinas / Prosa e Verso – Obras do Escritor e Poeta Dr. Carlos Tortelly

Local: UNIVERTI – Anexo da Faculdade de Direito da UFF, Rua Presidente Pedreira, 62, Ingá, Niterói

20h30min – Homenagem do Rotary Club e do Probus de Niterói-Norte pelo Centenário de Carlos Tortelly – Palestrante: Zeneida Apolônio Seixas, Presidente do Probus

Local: Casa da Amizade de Niterói – Rua Murilo Portugal, 1130, São Francisco, Niterói


28/03 – Quarta-feira: 18h – Sessão Solene Conjunta das Academias Fluminense e Niteroiense de Letras, da Academia de Medicina do Estado do Rio de Janeiro e entidades culturais de Niterói – Homenagem a Carlos Tortelly Costa – Apresentação do Coral da UNIVERTI, sob a regência do Maestro Marcos Gonçalves Cardozo – Coquetel de Confraternização.
Local: Academia Fluminense de Letras – Praça da República, 7, Centro, Niterói (prédio em conjunto com a Biblioteca Pública de Niterói)


29/03 – Quinta-feira: 18h – Inauguração de Placa de Homenagem e Reconhecimento, por entidades que receberam a influência do Benemérito Carlos Tortelly Costa – Associação Médica Fluminense, Academia de Medicina do Estado do Rio de Janeiro, UNIMED Leste Fluminense, CREMERJ, UNIVERTI, entre outras

Local: Casa do Médico – Av. Roberto Silveira, 123, Icaraí, Niterói


30/03 – Sexta-feira- 10h – Homenagem do Lar da Criança Padre Franz Neumair ao Fundador e 1º Presidente Dr. Carlos Tortelly

Local: Lar da Criança Padre Franz Neumair – Estrada Padre José Euger, 33, Ititioca, Niterói


31/03 – Sábado - 17h – Missa de Ação de Graças

Local: Capela de São Lucas da Casa do Médico – Av. Roberto Silveira, 123, ou Rua Mário Alves, 70, Icaraí



CARLOS TORTELLY COSTA (Itaperuna, RJ, 29 mar. 1912). Médico há mais de cinqüenta anos na cidade de Niterói. Autor de obras da especialidade. Foi Secretário de Trabalho e Bem-Estar Social da Prefeitura Municipal de Niterói. Da Academia Niteroiense de Letras. Um dos fundadores e ex-presidente da Academia Fluminense de Medicina. Premiado em certames poéticos realizados em Niterói e no Rio de Janeiro. Publicou O Mar é Meu Encanto, 1992, trovas, com prefácio de Latour Arueira. Participou de diversas antologias.


Leia poesia de Carlos Tortelly Costa


Deus, o Homem e a Guerra


Na angustiante noite de agonia
Quantos caminham, sós, ensimesmados,
Na luta inglória deste dia-a-dia
Transformando nos tiros seus pecados!

Como é triste viver na tirania
Vendo troar canhões sempre apontados
Para inocentes que na covardia
Não vêem sequer os ideais sonhados!

Até quando a maldade e o desamor
Nas lutas em que o pobre, na inocência,
É capaz de brigar sem ter rancor?

Oh! Senhor Deus, divino Criador,
Destes ao Homem luz na consciência
Mas ele é cego... não vos tem amor!


(Página 57 da antologia "Água Escondida" (1994),
de Neide Barros Rêgo





Caros amigos Foculistas
vamos prestigiar esses eventos culturais fluminense