25 de fevereiro de 2012

A FILOSOFIA DA VONTADE: SCHOPENHAUER E NIETZSCHE

A FILOSOFIA DA VONTADE:
SCHOPENHAUER E NIETZSCHE


Este é o tema do novo curso que será ministrado pelo Prof. de Filosofia e Vice-Presidente do Clube de Pensadores
José Maurício de Castro

Veja o Banner




INÍCIO: 08 DE MARÇO DE 2012 (QUINTA-FEIRA)
HORÁRIO: 19h30min às 21h
DURAÇÃO: TRÊS MESES
INVESTIMENTO: 3 PARCELAS DE R$ 150,00


RUA DR. NILO PEÇANHA, 142 - INGÁ
NITERÓI - RJ

INSCRIÇÕES ANTECIPADAS


O AMOR E A FILOSOFIA - CURSO MINISTRADO PELO PROF. JOSÉ MAURÍCIO DE CASTRO

O AMOR E A FILOSOFIA 
CURSO MINISTRADO PELO
PROF. JOSÉ MAURÍCIO DE CASTRO




Este é o tema do Curso que será ministrado pelo Prof. de Filosofia e Vice-Presidente do Clube dos Pensadores José Maurício de Castro


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Início: 07 de Março de 2012 - Quarta-feira
Horário: das 19h às 20:30min
Duração: 2 meses
Investimento: 2 parcelas de R$ 150,00
Rua: Nilo Peçanha, 142 - Ingá - Niterói-RJ
Inscrições Antecipadas

Herivelto Martins - Na Coluna Cultural do Focus



COLUNA CULTURAL DO FOCUS
Com o intuito de oportunizar o leitor a conhecer protagonistas que fortaleceram a cultura do  nosso país. Nos próximos meses o Portal Focus trará para você uma série de postagem com personalidades que se fizeram presentes e cresceram certamente a nossa cultura. Em tempo que essa revista Focus trará textos, entrevistas, vídeos e imagens dessas grandes personagens históricas culturais. E para abrilhantar esta página, a primeira personalidade será Herivelto Martins, esse grandioso talento brasileiro. Confira.


 



Herivelto de Oliveira Martins - Nasceu em Engenheiro Paulo de Frontin, em 30 de janeiro de 1912 — e faleceu no Rio de Janeiro, em 17 de setembro de 1992) foi um compositor, cantor, músico e ator brasileiro.
Filho do agente ferroviário Félix Bueno Martins e da costureira e doceira Dona Carlota, nascido no distrito de Rodeio, em Engenheiro Paulo de Frontin, Herivelto Martins, aos três anos de idade, já se apresentava de casaca, declamando versos em eventos organizados por seu pai.
Em 1916, a família mudou-se para Barra do Piraí, onde "seu" Félix fundou a Sociedade Dramática Dançante Carnavalesca Florescente de Barra do Piraí, que além de bailes, criava e dirigia espetáculos teatrais. Ele organizou, ainda, o grupo Pastorinhas de Barra do Piraí, que se apresentava no Natal, com Herivelto vestido de Papai Noel.
As atividades artísticas do pai motivaram o pequeno Herivelto a criar o seu próprio grupo teatral, com seus irmãos Hedelacy, Hedenir e Holdira e algumas meninos da vizinhança. Aos 9 anos de idade, compôs a paródia Quero Uma Mulher Bem Nua (Quiero una mujer desnuda) e o samba Nunca Mais, que não foi gravado.
Aos 10 anos aprendeu música na Sociedade Musical União dos Artistas, de Barra do Piraí, onde tocou bombardino, pistom, e caixa, até a idade de 19 anos, mas apresentava preferência pelo violão e cavaquinho, que já "arranhava". Entre 1922 e 1931, participou como músico da banda da Sociedade Musical União dos Artistas de Barra do Piraí.
Os problemas financeiros eram constantes, assim como as discussões domésticas. Herivelto e seus irmãos ajudavam, vendendo os doces que sua mãe fazia. A família acabou falindo e perdendo a casa, para pagamento de dívidas da Sociedade fundada por "Seu" Félix. Aos 12 anos de idade, Herivelto foi ser caixeiro em uma loja de móveis, emprego que o pai lhe arranjou.
Em 1925, com apenas 13 anos, Herivelto conheceu os artistas circenses Zeca Lima e Colosso, que passavam pela cidade, e com eles formou um trio e seguiu para Juparanã, onde apresentaram um grandioso espetáculo. Durante um ano, o trio apresentou-se pelo interior do Rio de Janeiro, até que, procurados pela Polícia, Colosso e Zeca Lima foram presos em Vassouras e o delegado mandou Herivelto para casa.
Em 1930, com a promoção de "Seu" Félix, a família foi morar no Brás, a Rua Saião Lobato, em São Paulo e se empregou em um botequim, onde ganhou o apelido de Carioca.
Após mais uma discussão com o pai, aos 18 anos de idade e com apenas 1 conto e 200 réis no bolso, Herivelto partiu para o Rio de Janeiro, com o desejo de tentar uma carreira artística. Ele passou a dividir o aluguel de um pequeno quarto com seu irmão, Hedelacy, e mais seis rapazes, quatro deles mortos na Revolução de 32. Para sobreviver, teve de vender o relógio Roskoff "Estrada de Ferro", presente de seu padrinho.
No Rio de Janeiro, Herivelto foi palhaço de circo, vendedor, ajudante de contabilidade e, aos sábados, fazia barbas na barbearia onde o irmão Hedelacy trabalhava. Com o dinheiro da gorjeta, garantia o "Feijão à Camões" (prato fundo com feijão preto e uma colher de arroz no meio), do Bar de "Seu" Machado", da semana.
Foi no Bar de "Seu" Machado que Herivelto recebeu o convite de "Seu" Licínio, para gerenciar sua barbearia no Morro de São Carlos. Era sua oportunidade de conhecer os grandes sambistas que ali moravam. Foi no São Carlos onde Herivelto conheceu o compositor José Luís da Costa - Príncipe Pretinho - que lhe apresentou a J.B. de Carvalho, do Conjunto Tupi, amigo do dono da gravadora RCA Victor.
Em 1932, Herivelto Martins, através de uma parceria com J.B. de Carvalho, conseguiu lançar, pela RCA Victor, sua composição Da Cor do Meu Violão, homenagem a uma namorada que teve no bairro do Carvão, em Barra do Piraí, que seu pai insistia em dizer que era escura demais para ele. A marchinha fez grande sucesso no carnaval daquele ano, o que levou Herivelto a integrar o coro do Conjunto Tupi como ritmista. Ele inovou ao fazer breques durante as gravações, quando isso não era permitido, e por essa e outras iniciativas, Mister Evans, diretor geral da RCA Victor, o promoveu a diretor do coro.
Em 1933, Herivelto teve mais duas músicas gravadas: O Terço do Zé Faustino, com Euclides J. Moreira, pelo Conjunto Tupi, e O Enterro da Filomena, pelo Conjunto RCA.
Em uma época em que o samba ainda não havia descido o morro e ganhado a cidade, Herivelto criou várias músicas para homenagear a Estação Primeira de Mangueira, entre elas: Saudosa Mangueira e Lá em Mangueira.

Em 1986, Herivelto Martins foi homenageado pela escola de samba Unidos da Ponte, com o enredo Tá na hora do samba, que fala mais alto, que fala primeiro, o homenageado participou do desfile.


A Dupla Preto e Branco

Em 1932, Herivelto Martins conheceu Francisco Sena, seu colega no Conjunto Tupi, e com ele começou a ensaiar algumas canções, entre as quais a música Preto e Branco. No ano seguinte, o Teatro Odeon estava em busca de um grupo que pudesse se apresentar nos intervalos das sessões. O Conjunto Tupi se apresentou e não foi aprovado. A convite de Vicente Marzulo, Herivelto e Francisco fizeram o teste, em dueto, chamando a atenção de todos. Foram contratados. o nome da Dupla, O Preto e O Branco, foi dado por Marzulo. Herivelto passou a compor para a dupla.
Em 1934, Herivelto gravou, com Francisco Sena, o primeiro disco da Dupla Preto e Branco, lançado pela Odeon, contendo os sambas Quatro Horas, com Sena, e Preto e Branco, de sua autoria. Compôs, em parceria com Francisco Sena, as marchas A Vida é Boa, gravada por Carlos Galhardo e Vamos Soltar Balão, gravada pela Dupla. Gravou, ainda, Como é Belo, de Gastão Viana e Pereira Filho.
Em 1935, a Dupla Preto e Branco gravou as marchas Bronzeada, de Moisés Friedman e Pedro Paraguassu, Passado, presente, futuro, de sua autoria, Um pouquinho só e Bela morena, ambas de Príncipe Pretinho, e fez algumas apresentações na Rádio Tupi do Rio de Janeiro, mas o sucesso foi interrompido com a morte de Francisco Sena.
Herivelto passou a atuar sozinho, até ser contratado pelo Teatro Pátria, de Pascoal Segreto, no Largo da Cancela, em São Cristóvão, onde criou o palhaço caipira Zé Catinga, que fez muito sucesso, principalmente com as crianças. No ano seguinte, um amigo de infância de Herivelto lhe apresentou seu irmão, o cantor e compositor Nilo Chagas, com quem formou a nova Dupla Preto e Branco, por ter gostado da voz de Nilo.
Em 1937, a Dupla Preto e Branco gravou, junto com Dalva de Oliveira, o batuque Itaquari e a marcha Ceci e Peri, ambas do Príncipe Pretinho. O disco foi um sucesso, rendendo várias apresentações nas Rádios. Foi César Ladeira, em seu programa na Rádio Mayrink Veiga, que pela primeira vez anunciou o Trio de Ouro.

Os Casamentos

No início da década de 30, Herivelto conheceu Maria Aparecida Pereira de Mello, sua primeira mulher, com quem teve os filhos Hélcio Pereira Martins e Hélio Pereira Martins. A convivência durou, aproximadamente, cinco anos. Separaram-se por Maria não aguentar mais as bebedeiras e traições de Herivelto.
Em 1935, no Cine Pátria, Herivelto conheceu Dalva de Oliveira e passaram a cantar em dueto. Iniciaram um namoro e, no ano seguinte, iniciaram uma convivência conjugal, oficializada em 1939 num ritual de umbanda, que gerou os filhos Pery Ribeiro e Ubiratan de Oliveira Martins. A União durou até 1947, quando as constantes brigas e traições da parte dele deram fim ao casamento. Mesmo casado, passava as noites fora de casa, bêbado e com prostitutas. Em 1949, após a separação oficial do casal e o final da primeira formação do Trio de Ouro, Herivelto e Dalva iniciaram uma discussão, inclusive através das composições que gravaram, bastante explorada pelos jornais e revistas da época. Depois de uma pequena turne na Venezuela, Herivelto sai de casa, logo depois, tira de Dalva a guarda dos filhos, e os manda para um internato. Passa a publicar em todos os jornais que Dalva é prostituta e promove orgias dentro de casa, o que a levou a fazer as canções "de guerra" um para o outro.
Em 1946, Herivelto passou a namorar a Aeromoça Lurdes Nura Torelly, uma mulher desquitada que tem um filho do 1º casamento. Ela é rica e é prima do Barão de Itararé, e em 1952, passaram a viver juntos, tendo oficializado a união em 1978. Herivelto e Lurdes geraram os filhos: Fernando José (já falecido), a atriz Yaçanã Martins e Herivelto Filho, além dele criar o filho de Lurdes como seu. O casamento durou 44 anos, até a morte de Lurdes, em 1990.
Discografia:
Herivelto com o Trio de Ouro (1942) Odeon 78
Ave Maria no morro (1943) Odeon 78
Laurindo (1944) Odeon 78
Odete/Bom dia Avenida (1944) Odeon 78
Jubileu de prata (1956) Continental LP
Um compositor em 2 tempos (1956) Copacabana LP
O Famoso Trio de Ouro (1969) Imperial LP
Trio de Ouro - Camden LP
Trio de Ouro e os seus sucessos RCA Victor LP
Trio de Ouro - Revivendo CD
Jubileu de Herivelto - Copacabana LP
Carnaval de Herivelto-Mocambo LP



Herivelto Martins 

Composições de Herivelto Martins 

  1. A Camisola do Dia
  2. A Lapa
  3. Acorda Escola de Samba
  4. Adeus
  5. Amélia na Praça Onze
  6. Atiraste Uma Pedra
  7. Ave Maria do Morro
  8. Ave Maria No Morro
  9. Bom Dia
  10. Cabelos Brancos
  11. Caminhemos
  12. Camisola do Dia
  13. Culpe-me
  14. Desperta, Dodô
  15. Dois Corações
  16. Fala, Claudionor
  17. Hoje Quem Paga Sou Eu
  18. Izaura
  19. Lá em Mangueira
  20. Mais Uma Estrela
  21. Meu Rádio E Meu Mulato
  22. Minueto
  23. Nega Manhosa
  24. Nem o Chopp
  25. O Ultimo Tango
  26. Odete
  27. Palhaço
  28. Pensando Em Ti
  29. Praça Onze
  30. Quarto Vazio
  31. Que rei sou eu?
  32. Rancho da Serra
  33. Recusa
  34. Saudosa Mangueira
  35. Segredo
  36. Sem Ela
  37. Vaidosa
  38. Vermelho 27
  




Letras de músicas de Herivelto Martins 

Atiraste Uma Pedra

Herivelto Martins


Atiraste uma pedra no peito de quem só te fez tanto bem
E quebraste um telhado, perdeste um abrigo
Feriste um amigo
Conseguiste magoar quem das mágoas te livrou

Atiraste uma pedra com as mãos que essa boca
Tantas vezes beijou
Quebraste um telhado
Que nas noites de frio te servia de abrigo
Perdeste um amigo que os teus erros não viu
E o teu pranto enxugou

Mas acima de tudo atiraste uma pedra
Turvando esta água
Esta água que um dia, por estranha ironia

Tua sede matou
Atiraste uma pedra no peito de quem
Só te fez tanto bem


********

Ave Maria do Morro

Herivelto Martins

Barracão
De zinco
Sem telhado
Sem pintura lá no morro
Barracão é bangalô
Lá não existe
Felicidade
De arranha-céu
Pois quem mora lá no morro
Já vive pertinho do céu
Tem alvorada
Tem passarada
Ao alvorecer
Sinfonia de pardais
Anunciando o anoitecer
E o morro inteiro
No fim do dia
Reza uma prece
À ave maria
E o morro inteiro
No fim do dia
Reza uma prece
À ave maria
Ave maria
Ave

************

Vermelho 27

Herivelto Martins


"Jogo no pano... jogo... feito! Vermelho 27!"
Esse homem que hoje passa maltrapilho
Fracassado no seu traje furta-cor
Um dia já foi homem, teve amigos,
Teve amores, mas nunca teve amor
Soberano da roleta e da campista
Foi sua majestade o jogador!
Vermelho vinte e sete
Seu dinheiro mil mulheres conquistou
Vermelho vinte e sete
Seu dinheiro tanta gente alimentou
Um rio de champagne sorrindo derramou
E a sua mocidade em fichas transformou
"Jogo no pano...jogo...feito! ... Vermelho 27!"
Vermelho vinte e sete
Quando a sorte caprichosa o abandonou
Vermelho vinte e sete
Cada amigo num estranho se tornou.
Os ossos do banquete aos cães ele atirou,
A vida honra tudo,
Num lance ele arriscou...
"Jogo...jogo...feito! Preto 17!"
Deu preto dezessete
Nem um cão entre os amigos encontrou

**************

Rancho da Serra

Herivelto Martins

No meu rancho da serra
Eu briguei com a Ritinha
Resolvi separar
Eu garrei meu baú ajuntei os meus trens
Ela veio ajudar
Eu fiquei assuntando
Esperando que ela fosse me implorar
Mas meu Deus que tristeza
Arrumou me baú foi s'imbora deitar
Ai eu não vi meu amor soluçar
Eu não vi meu amor implorar
Pedindo pra ficar
Ai eu não vi meu amor soluçar
Eu não vi meu amor implorar
Pedindo pra ficar
Eu sai mundo afora
Procurando esquecer
Mas não consegui
Nessas quatro sumanas
Só Deus pode saber o que eu sofri
Assuntei, assuntei e por fim resolvi
É melhor voltar
Ela gosta de mim
Mas eu sei que a Ritinha não sabe chorar



 
Vídeo com Herivelto Martins - TV Cultura
músicas de carnavais






                 http://pt.wikipedia.org/wiki/Herivelto_Martins

23 de fevereiro de 2012

EQUADOR - ROMANCE DO ESCRITOR DO PORTUGUÊS MIGUEL SOUSA TAVARES TEMA DE DEBATE

"EQUADOR" 
ROMANCE DO ESCRITOR PORTUGUÊS
MIGUEL SOUSA TAVARES


Este livro que será tema de debate entre os escritores que participam do
"CLUBE DE LEITURA DE ICARAÍ"

E o Reitor da Universidade Federal Fluminense (UFF), Roberto Salles convida a todos para participarem do debate  no Clube de Leitura Icaraí, no próximo dia 2. O livro em debate na ocasião será o romance “Equador”, do escritor português Miguel Sousa Tavares. A conversa, sobre a trama que se passa na colônia portuguesa de São Tomé e Príncipe, no ano de 1905.

Acontecerá sexta-feira dia 02 de março de 2012, das 19h às 21 horas. A Livraria Icaraí fica na sede da reitoria da UFF, na Rua Miguel de Frias, 9, em Icaraí. A entrada é franca.




No começo do século XX, Luis Bernardo Valença, conhecido intelectual português, é convidado pelo rei D. Carlos a executar uma missão descabida e complicada, que implicará numa abrupta mudança de sua vida. Solteiro e perto dos quarenta anos, ele desfruta das regalias que uma cidade grande como Lisboa tem a oferecer. Aceitar o convite do rei significa abandonar tudo por uma vida nova, na qual, entretanto, poderia colocar em prática suas convicções políticas - contribuir para a efetiva abolição da escravatura na África, assumindo o papel de governador de São Tomé e Príncipe. Luis Bernardo decide aceitar a missão proposta e é então jogado em uma realidade completamente alheia. Percebe que só a sua inteligência não será suficiente para dar conta do que o espera na ilha de São Tomé e Príncipe, onde chegam apenas dois barcos por mês e a população desconhece os direitos humanos já há muito tempo em voga na Europa. O leitor, acompanhando os passos de Luis Bernardo, vai conhecendo o território e os personagens da ilha através das descrições do autor; junto do protagonista, percebe a ambiguidade da sua realidade. E não são apenas questões políticas que estão envolvidas nesse cenário - quando Luis é tomado por uma paixão proibida e incontornável, tudo se torna ainda mais confuso e envolvente.





Miguel Andresen de Sousa Tavares (Porto, 25 de Junho de 1950) é um jornalista e escritor português.
Filho do advogado e jornalista Francisco Sousa Tavares e da escritora Sophia de Mello Breyner Andresen, Miguel Sousa Tavares é natural do Porto. Licenciou-se em Direito na Universidade de Lisboa, e foi na capital que passou a infância e a juventude. Durante mais de uma década foi advogado em Lisboa.
Estreou-se no jornalismo em 1978, ano em que iniciou a sua colaboração na Radiotelevisão Portuguesa. Em 1989 participou na fundação da revista Grande Reportagem, que dirigiu entre 1990 e 1999. Ainda em 1989 foi também director da Sábado, fundada por Pedro Santana Lopes, mas manteve-se pouco tempo no cargo, devido à instabilidade interna da revista. Em 1990 começou a colaborar no Público, onde publicaria uma crónica semanal até 2002. Ao mesmo tempo, estendeu a sua colaboração ao desportivo A Bola, à revista Máxima e ao informativo online Diário Digital.
Voltou à televisão como apresentador de Crossfire, na SIC, com Margarida Marante. Em 1998 recusou o cargo de director-geral da RTP. Em 1999 partilhou o debate Em Legítima Defesa, com Paula Teixeira da Cruz e moderação de Pedro Rolo Duarte, na TVI. A partir de 2000, na mesma estação, viria a marcar presença assídua às terças-feiras no Jornal Nacional, na análise à actualidade nacional e internacional.
Das suas incursões literárias resultaram compilações de crónicas, vários romances, livros de contos e uma história infantil. Equador, de 2004, foi um best-seller, estando traduzido em mais de uma dezena de línguas estrangeiras. Rio das Flores, em 2007, teve uma primeira tiragem de 100 mil exemplares. Recebeu o Prémio de Jornalismo e Comunicação Victor Cunha Rego, em 2007.
Da sua actividade cívica, integrou a Direcção do Movimento Portugal Único, em 1998, defensor do «não» num referendo sobre a regionalização administrativa. Em 2009 contestou publicamente o prolongamento do terminal de Alcântara, numa concessão polémica à construtora Mota Engil. Actualmente é colunista semanal do jornal Expresso e conduz entrevistas em Sinais de Fogo, na SIC. Mantém ainda a crónica n' A Bola, onde se evidencia como adepto do Futebol Clube do Porto.
Casou pela primeira vez a 7 de Abril de 1973, no Estoril, com Mariana Espírito Santo Bustorff Silva (Lisboa, São Sebastião da Pedreira, 9 de Dezembro de 1951 — 1 de Janeiro de 2001), de quem se divorciou e de quem teve um filho e uma filha:
Pedro Bustorff de Sousa Tavares (17 de Abril de 1975), tem dois filhos de Sofia Barciela Borges: Miguel Barciela de Sousa Tavares (Lisboa, 10 de Dezembro de 2007)João Sousa Tavares (17 de fevereiro de 2012) Rita Bustorff de Sousa Tavares (Lisboa, 19 de Maio de 1978), casada em 2002 com Ricardo Espírito Santo Bastos Salgado, filho do banqueiro Ricardo Espírito Santo Silva Salgado e de sua mulher Maria João Leal Calçada Bastos, com geração Ricardo de Sousa Tavares Salgado, nascido a 26 de Março de 2003 Maria Ana de Sousa Tavares Salgado, nascida a 16 de Janeiro de 2006 Sofia de Sousa Tavares Salgado, nascida a 19 de Junho de 2009
Casou segunda vez com a jornalista Laurinda Alves, de quem se divorciou e de quem tem um filho: Martim Alves Andresen de Sousa Tavares (Lisboa, 1989)
Casou terceira vez com Cristina Pinto Basto Avides Moreira, de quem se divorciou em 2009, sem geração.
Casou pela quarta vez com a deputada centrista Teresa Caeiro em Pavia, Mora, a 25 de Junho de 2011



Equador é um retrato brilhante de Miguel Sousa Tavares da sociedade portuguesa nos últimos dias da Monarquia, que traça um paralelo entre os serões mundanos da capital e o ambiente duro e retrógrado das colônias.

Equador - versão em inglês



A TV Brasil - televisão pública brasileira - lançou dia 3 de outubro de 2011, segunda-feira, às 23h, a série “Equador”, essa emocionante história de amor, política e traição, baseada no livro homônimo do escritor e jornalista português Miguel Sousa Tavares.
A série, que já foi sucesso de público em Portugal, espraia-se por 30 episódios repletos de romance, política, intrigas e belas imagens cinematográficas.
"Equador", a maior e mais cara série feita em Português, tem levado Portugal aos 5 continentes. Produzida pela TVI – Televisão Independente de Portugal - a série foi filmada em cinco países, envolvendo 120 atores, quase 500 técnicos e milhares de figurantes.

Trama
“Equador ” conta a história de Luís Bernardo, nomeado para o cargo de Governador Geral de São Tomé e Príncipe, na costa africana. Ele terá que mediar as relações entre os fazendeiros, acusados pela coroa britânica de praticar a escravidão, e o cônsul inglês David Lloyd Jameson. Essa relação se complica quando Luís Bernardo se apaixona pela mulher de David, Ann Rhys-More. Esse triângulo amoroso é o centro da trama que decorre no cenário paradisíaco daquela ilha do Equador.
A série será emitida pela TV Brasil de segunda a quinta, às 23h.



A Livraria Icaraí fica na sede da reitoria da UFF, na Rua Miguel de Frias, 9, em Icaraí.   Niterói-RJ


O Clube de Leitura de Icaraí vai viver esses momentos, essa trama que está conquistando o mundo. Através de debates e leituras críticas  com o grupo de leitores e escritores do grandioso Clube de Leitura. Na oportunidade eles irão expor suas idéias, Vamos prestigiar esse grande momento cultural.

MAIS INFORMAÇÕES ACESSE O BLOG:

http://clubedeleituraicarai.blogspot.com/

22 de fevereiro de 2012

AS ESGANADAS - O RECENTE LIVRO DE JÔ SOARES



"AS ESGANADAS"

 O MAIS RECENTE LIVRO DE JÔ SOARES


Capa do Livro As esganadas livro de Jô Soares
pela editora Companhia Das Letras


Em As esganadas, o autor do best-seller O xangô de Baker Street explora mais uma vez tema que lhe é caro: os assassinatos em série. No entanto, tal como Alfred Hitchcock, que desprezava os romances policiais cujo objetivo se resume a descobrir quem é o criminoso (o famoso “whodonit”), Jô Soares revela logo no início não somente quem é o desalmado como sua motivação psicológica (melhor dizer psicanalítica) para matar.

O delicioso núcleo narrativo está nas tentativas aparvalhadas da polícia de encontrar um criminoso que, além de muito esperto e de não despertar suspeita nenhuma, possui uma rara característica física que dificulta sobremaneira a utilização dos novos “métodos científicos” da polícia carioca.

Para investigar os crimes, o famigerado chefe de polícia Filinto Müller designa um delegado ranzinza, assessorado por um auxiliar obtuso e medroso, e que contará com a inestimável ajuda de um sofisticado e culto ex-inspetor.

Na perseguição ao criminoso, os três investigadores ganham a desejável companhia de uma jovem linda, destemida, viajada e moderna, que é repórter e fotógrafa da principal revista ilustrada do país.

O leitor também pode se fartar com uma outra faceta constante da obra literária de Jô Soares: a escolha de um momento do passado para cenário de sua narrativa, o que lhe permite entrar em detalhes históricos curiosos enquanto desenvolve a trama. Desta vez, voltamos ao Rio de Janeiro do Estado Novo, tendo por pano de fundo mais amplo o avanço do nazismo e as primeiras nuvens ameaçadoras que anunciam a Segunda Guerra Mundial. Entre os eventos da época que Jô resgata estão uma corrida de automóveis no Circuito da Gávea (de que participam o cineasta Manoel de Oliveira e o lendário Chico Landi) e a transmissão pelo rádio da derrota do Brasil de Leônidas da Silva para a Itália na semifinal da Copa de 1938, na França.

Com a verve que lhe é característica, Jô consegue, neste As esganadas, realizar a façanha de narrar uma série de crimes brutais, com requintes inimagináveis de crueldade, e deixar o leitor com um sorriso satisfeito nos lábios.

Jô Soares

José Eugênio Soares (Rio de Janeiro, 16 de janeiro de 1938), mais conhecido como Jô Soares ou simplesmente Jô, é um humorista, apresentador de televisão, escritor, artista plástico, dramaturgo, diretor teatral, músico e ator brasileiro.

Filho do empresário paraibano Orlando Soares e da dona de casa Mercedes Leal, Jô queria ser diplomata quando criança. Estudou no Colégio São Bento do Rio de Janeiro e em Lausanne na Suíça, no Lycée Jaccard, com este objetivo. Porém, percebeu que o senso de humor apurado e a criatividade inata o apontavam para outra direção.
Dono de um talento versátil, além de atuar, dirigir, escrever roteiros, livros e peças de teatro, Jô Soares também é apreciador de jazz e chegou a apresentar um programa de rádio na extinta Jornal do Brasil AM, no Rio de Janeiro, além de uma experiência na também extinta Antena 1 Rio de Janeiro.
Entre 1959 e 1979, Jô Soares foi casado com a atriz Teresa Austregésilo. Com ela teve um filho: Rafael Soares (nascido em 1964). De 1980 a 1983, a atriz Sílvia Bandeira, doze anos mais nova, foi sua esposa. Já namorou a atriz Mika Lins. Em 1987, casou-se com a designer gráfica Flávia Junqueira Pedras Soares, de quem se separou em 1998. Atualmente os dois tem sido vistos juntos novamente. O apresentador admitiu sofrer de TOC. Em sua casa os quadros precisam estar tombados levemente para a direita. É sobrinho de Kanela, ex-técnico da seleção brasileira de basquete.
O apresentador fala, com diferentes níveis de desenvoltura, cinco idiomas estrangeiros: inglês, francês, italiano, alemão e espanhol. Traduziu edições de Barbarella do francês.


Livros publicados:
O astronauta sem regime, L&PM - 1985;
A copa que ninguém viu e a que não queremos lembrar, Cia. das Letras - 1994;
O Xangô de Baker Street, Cia. das Letras - 1995;
O Homem que Matou Getúlio Vargas, Cia. das Letras - 1998;
 Assassinatos na Academia Brasileira de Letras, Cia. das Letras - 2005;
As Esganadas, Cia. das Letras - 2011.

filmografia:
1954 - Rei do Movimento, de Victor Lima e Hélio Barroso
1956 - De Pernas pro Ar, de Victor Lima
1957 - Pé na Tábua, de Victor Lima com roteiro de Chico Anysio
1959 - Aí Vêm os Cadetes, de Luiz de Barros
1959 - O Homem do Sputnik, de Carlos Manga
1960 - Vai que É Mole, de J. B. Tanko
1960 - Tudo Legal, de Victor Lima
1965 - Pluft, o Fantasminha, de Romain Lesage a partir do texto teatral de Maria Clara Machado
1965 - Ceará contra 007, de Marcos Cesar
1968 - Hitler III Mundo, de José Agrippino di Paula
1968 - Papai Trapalhão, de Victor Lima
1969 - Agnaldo, Perigo à Vista (participação), de Reynaldo Paes de Barros
1969 - A Mulher de Todos, de Rogério Sganzerla
1971 - Nenê Bandalho, de Emílio Fontana a partir de uma curta história de Plínio Marcos
1973 - Amante muito Louca, de Denoy de Oliveira
1979 - Tangarela, a Tanga de Cristal, de Lula Campelo Torres
1976 - O Pai do Povo, com roteiro e direção de Jô Soares
1986 - Cidade Oculta, de Chico Botelho, com participação de Arrigo Barnabé
1995 - Sábado, roteiro e direção de Ugo Giorgetti
2001 - O Xangô de Baker Street, produção cinematográfica a partir do romance homônimo dele mesmo Jô Soares, com direção de Miguel Faria Júnior. O filme contou com as participações internacionais de Maria de Medeiros e Joaquim de Almeida.
2003 - Person, documentário de Marina Person
2004 - A Dona da História, a partir da peça teatral homônima de João Falcão com direção de Daniel Filho.



Editora:
Companhia das Letras
São Paulo - SP - Basil

20 de fevereiro de 2012

DE MONTEVERDI A VERDI: ÓPERA ITALIANA CONQUISTA O MUNDO

DE MONTEVERDI A VERDI: ÓPERA ITALIANA CONQUISTA O MUNDO







DE 13 A 16 DE MARÇO DE 2012

DAS 15 ÀS 17 HORAS

NO MUSEU DO INGÁ

RUA PRESIDENTE PREDREIRAS, 78 - INGÁ - NITERÓI - RJ

INFORMAÇÕES: 2717-2919

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18 de fevereiro de 2012

NO VALE DE OSSOS SECOS - LIVRO DE MIKE SULLIVAN

 

"NO VALE DE OSSOS SECOS"

O MAIS RECENTE LIVRO DO ESCRITOR NITEROIENSE

 

 MIKE SULLIVAN


 

Temas abordados em NO VALE DE OSSOS SECOS

TEMAS ABORDADOS: o dilacerante confronto com os mistérios a cerca da existência (quem somos, de onde viemos e para aonde vamos) e os sentimentos inerentes à vida humana: liberdade, angústia e solidão.

DISCUSSÕES: A religião está presente em todo o mundo, difundida de maneira diferente entre os povos conforme a cultura na qual está inserida e da qual faz parte. De acordo com a experiência pessoal e coletiva, a religião parece estar ligada de forma irremediável à condição humana. É um atributo da natureza humana encontrar consolo e refúgio na religião. O medo da morte, a dor da vida precisam de Deus e da fé n’Ele, sejam quais forem suas manifestações, para que as pessoas sigam vivendo. Dessa maneira, a religiosidade se apresenta como relevante na constituição do ser e nas diversas maneiras de dar significado à existência e ao sofrimento.

Assim como a religião, a arte também faz parte constituinte da vida de qualquer indivíduo. Religião e arte são indispensáveis ao ser humano, pois tanto uma como a outra permitem aliviar o desassossego constante da alma. Através das duas é permitido transcender-se, libertar-se do aprisionamento mortal do corpo, enxergar mundos invisíveis, idolatrar o amor, fantasiar sobre o absurdo fato de existir ante a caótica imensidão do universo que nos rodeia.

A angústia sai do campo da patologia, um lugar onde sempre pareceu estar, para entrar no cenário humano como parte constituinte do sujeito. É como defini-la como a sensação de incompletude. Somos seres angustiados por natureza, pois somos jogados à vida sem precedentes que nos conduzam ao bom caminho, vivemos apenas rodeados por mistérios sem respostas: de onde viemos, para onde vamos, quem somos? Pensar a fundo no absurdo da existência é ser tomado por forte descarga de angústia. Por isso nossa mente tenta fugir desses devaneios, tentando compensar nosso espírito com outras coisas, dando maior importância ao ter do que ao ser.

Grande parte da angústia advém da liberdade do ser humano. O homem é um ser totalmente livre, responsável por todos os seus atos, escolhas e resoluções. Isso é angustiante por que pensar assim nesse caso é dizer que não há como colocar a culpa em ninguém, nem em Deus e muito menos em outras pessoas. Nós, seres humanos somos os únicos responsáveis por todos os caminhos traçados e por tudo o que compõe a nossa existência.

Talvez a solidão seja a responsável por despertar o desejo por uma busca desenfreada e desesperada de ser amado pelo outro, como se resumisse todo o objetivo de uma vida inteira. Mas relações humanas também são solitárias, pois não há como ter acesso ao campo subjetivo do outro e ter assim a certeza do seu amor por nós. Do nosso amor é possível ter certeza, mas o amor do outro é algo inatingível. É preciso entender que por mais que estejamos rodeados de pessoas, isso não afasta em hipótese alguma a triste resolução de que somos seres solitários desde o nascimento até a morte. Não se deve colocar no outro a solução de todos os nossos problemas. Deve-se antes de tudo estabelecer uma relação sólida com a nossa essência, sem medo. Definir o nosso lugar no mundo e como desejamos viver neste espaço estabelecido. No mais, a existência é recheada por percalços dos mais variados tipos. Só o que podemos fazer é aceitar que estamos vivos e se relacionar com tudo o que se apresenta diante de nós. Nosso destino vai sendo traçado pelas perdas ao longo do caminho, a morte de outras pessoas, o abandono de coisas que de repente deixamos de acreditar, a decepção de mundo e ao fim morrer, sem ter a certeza definitiva de para qual lugar essa morte nos leva.
 
 


 MIKE SULLIVAN - É da cidade de Niterói - RJ - É psicólogo em formação e seu projeto visa unir literatura e psicologia, usando histórias e personagens fictícios para falar sobre problemas ligados diretamente a existência humana.