1 de julho de 2012

CENTRO CULTURAL MARIA SABINA COMEMORA 51 ANOS DE POESIA NO EGRÉGIO CENÁRIO LITERÁRIO FLUMINENSE


No dia 24 de junho de 2012, às 17 horas, o Centro Cultural Maria Sabina, completou 51 anos de participação no egrégio mundo cultural fluminense e, para festejar esse tão importante dia, a presidente daquela entidade, Neide Barros Rêgo, organizou uma linda festa, junto com os alunos do Curso Maria Sabina, declamadores diplomados e poetas convidados. Recitaram poesias de diversos autores, incluindo poemas da saudosa escritora e poetisa Maria Sabina. O bonito mesmo foi que, por ser o mês de comemorações juninas e, na simbologia, festejarmos o santo São João, os declamadores se vestiram em traje a caráter junino, ou seja trajes caipiras. E declamaram poesias... e festejaram... e brindaram... e se deliciaram com petiscos e bolos. Foi muito bom, muito legal! O Portal Focus esteve presente e trouxe as imagens do grandioso evento. Confira.


Assista ao foto-vídeo da festa comemorativa
51 Anos de Poesia

CENTRO CULTURAL MARIA SABINA

Vídeo Editado e dirigido
por Alberto Araújo
mediador deste Portal Cultural

Com imagens dos fotográfos:
Neide Barros Rêgo
Gracinha Rego
Graça Eliana Thuler,
Larissa Rego Perez
Murilo Lima
Lúcia Motta
Alberto Araújo

Neide Barros Rêgo - Coordenadora do CCMS
e Rosemar Sônia
Pres. daademia Letras Região Oceânica de Niterói
momento em que Neide fala de uma homenagem...


Neide Barros Rêgo - Presidente do CCMS e organizadora
do evento, aqui momento que inicia os trabalhos.



SEQUENCIAL - FOTOS DOS DECLAMADORES



Alba Helena Corrêa
Casamento a prestação, de Anna Frota Mendes

Ana Regina Seixas – Canto de esperança, de Maria Sabina

Aparecida Barreto – Papel de pão, de Armando Vaz Teixeira

Carmen Brasil – Santos milagreiros, de Carmen Sulzer Brasil

foto da plateia presente e os declamadores


Dulce Mattos – Meu casório, de Alba Helena Corrêa

Eliane Prates – Pontinho branco, autor ignorado

Elmir dos Santos – Uma visão no espaço da vida,
de Elmir dos Santos

Juber Baesso – A lagoa, de Catullo da Paixão Cearense

Juber Baesso e Graça Thuller - A lagoa,
de Catullo da Paixão Cearense
Gracinha Rego – O enamorado da vida, de Olegário Marianno



Leda Mendes Jorge – Diferença, de Pompílio Diniz


Maria Luiza Dutra – A espera, de Cleômenes Campos

Maria Otília Marques Camillo
A princesa, de Maria Otília Camillo


Mariluza de Werneck Lustosa
Roda de Junho, de Cecília Meireles

Marly Prates – O amor da matuta,
de Diva Ribeiro


Neide Barros Rêgo – Caso de amô,
de Ana Frota Mendes


Nilde Barros Diuana – A cozinheira, de Bastos Tigre



Odette Nascimento dos Santos
Eterno amor, de Maria Sabina

Odette Nascimento dos Santos
Eterno amor, de Maria Sabina
Zeneida Seixas – Florianando, de Lili Leitão

Walmir Ventura Rego – Aperreio,
de Afonso Vicente Ferreira





André Varella - Nas véspas de uma inleição
de Pompílio Diniz

André Varella - Nas véspas de uma inleição
de Pompílio Diniz

Antônio Soares – Dia das Mães, de Ghiaronni




Alex Peixoto da Costa
Os rios, de Maria Sabina

Lúcia Motta executou ao piano
um pout pourri de músicas juninas


declamadores ouvem atentos as poesias declamadas
pelos os amigos


A presidente da Academia Nacional
de Letras e Artes,
Lucia Regina de Lucena,
declamou “Final de ato”, de Marilita Pozzolli


Ruth de Almeida Pessanha
Pidido a Santantõi, de Pompílio Diniz

Ruth de Almeida Pessanha
Pidido a Santantõi, de Pompílio Diniz

Foto de participantes do recital

Fotos das personalidades fluminenses convidadas

Medalhas, diplomas e honrarias
de Neide Barros Rêgo durante sua vida de ativadora cultural

Neide e Nilde Barros
posam para as lentes do FOCUS
Shirley Araújo, Neide Barros e Nilde Barros
A declamadora Zeneida Apolônio
com o esposo e a amiga Ana Regina Seixas

Neide Barros
canta feliz, Parabéns...

Neide Barros corta o bolo



Local que aconteceu o grandioso eventoSede do CCMS - Rua Santos Moreira, 52 - casa 15
Santa Rosa - Niterói - RJDia 24 de junho de 2012 - domingo - às 17 horas
fone: (21) 2711-2378

30 de junho de 2012

Maria Bethânia no 3º Salão da Leitura de Niterói

Às 19 horas do dia 26 de junho no 3º Salão da Leitura de Niterói, foi a vez de Maria Bethânia, com a apresentação "Bethânia e as palavras",  show e declamações de poesias, de diversos poetas do Brasil e do Mundo, dentre tantos Fernando Pessoa, Carlos Drummond de Andrade, Caetano Veloso... e muitos outros, foram reverenciados com seus belos textos na maravilhosa voz de Maria Bethânia, uma das mairoes intérprete da Música Popular Brasileira. O Focus esteve presente e trouxe vídeo e as imagens. Confira.




Júlio Diniz - curador do evento
momento da apresentação de Maria Bethânia
ao público presente



Maria Bethânia - declamando poesias




Maria Bethânia Viana Teles Veloso, mais conhecida como Maria Bethânia nasceu em Santo Amaro da Purificação, Bahia, 18 de Junho de 1946, é uma cantora brasileira.
Segunda cantora feminina em vendagem de discos do Brasil e a de maior vendagem da MPB: 26 milhões de cópias. O apelido de Abelha-rainha tornou-se popular e deve-se ao primeiro verso da canção-título do LP Mel 1979.
Nascida na Bahia é a sexta filha de José Teles Veloso (Seu Zezinho), funcionário público dos Correios, e de Claudionor Viana Teles Veloso (Dona Canô). É irmã da escritora Mabel Velloso, do compositor Caetano Veloso, e tia da cantora Belô Velloso e de Jota Velloso.
 O nome foi escolhido pelo irmão Caetano Veloso num sorteio "duvidoso", inspirado em uma canção famosa à época, a valsa Maria Betânia, do compositor Capiba, então um sucesso na voz de Nélson Gonçalves.
Bethânia foi criada na cidade de Santo Amaro da Purificação e, por ter sido criada na religião católica com influência do candomblé, é devota de vários santos e adepta tradicional do segmento religioso africano Ketu. Cantou diversas músicas em homenagem a mãe de cabeça, Iansã.

Trajetória artística Maria Bethânia em 1972
Participou na juventude de espetáculos semi amadores em parceria com Tom Zé, Gal Costa, Caetano Veloso e Gilberto Gil; em 1960 mudou-se para Salvador com a intenção de terminar os estudos; frequentou o meio artístico, ao lado do irmão Caetano. Em 1963, estreou como cantora na peça Boca de Ouro, de Nelson Rodrigues. No ano seguinte, apresentou espetáculos como Nós, por Exemplo, Mora na Filosofia e Nova Bossa Velha, Velha Bossa Nova, ao lado do irmão Caetano Veloso e o colega Gilberto Gil, então iniciantes, a quem lançou como compositores e cantores nacionais e a cantora Gal Costa, dentre outros.
A data oficial da estreia profissional é 13 de fevereiro de 1965, quando substituiu a cantora e violonista Nara Leão no espetáculo Opinião, pois a mesma precisou se afastar por problemas de saúde. Nesse mesmo ano, foi contratada pela gravadora RCA, que posteriormente transformou-se em BMG (atualmente Sony BMG), onde gravou o primeiro disco, lançado em junho daquele mesmo ano. O primeiro sucesso foi a canção de protesto Carcará, que fez muito sucesso na sua voz na época, no repertório deste, que também incluía, dentre outras, as músicas Mora na filosofia, Andaluzia, Feitio de oração e Sol negro, esta última em dueto com Gal Costa (que à época ainda usava o nome artístico de Maria da Graça). Depois lançou um compacto triplo, Maria Bethânia canta Noel Rosa, que trouxe as músicas Três apitos, Pra que mentir,  Pierrô apaixonado, Meu barracão, Último desejo e Silêncio de um minuto, acompanhada apenas por um violão, de Carlos Castilho. Ainda em 1966, depois de voltar à Bahia por um breve período, participou dos espetáculos Arena canta Bahia e Tempo de guerra, ambos dirigidos por Augusto Boal, também competindo em festivais. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, apresentou-se em teatros e casas noturnas de espetáculos, tornando-se assim nacionalmente conhecida.
Discografia

Estúdio
 1965 - Maria Bethânia - Sony Music/RCA
 1966 - Maria Bethânia Canta Noel Rosa - Sony Music/RCA
 1967 - Edu e Bethânia - Universal Music/Elenco
 1969 - Maria Bethânia - EMI
 1971 - A Tua Presença... - Universal Music/Philips/Polygram
 1971 - Vinicius + Bethânia + Toquinho - en La Fusa (Mar de Plata) - RGE
 1972 - Drama - Universal Music/Philips/Polygram
 1976 - Pássaro proibido - Universal Music/Philips/Polygram
 1977 - Pássaro da manhã - Universal Music/Philips/Polygram
 1978 - Álibi - Universal Music/Philips/Polygram
 1979 - Mel - Universal Music/Philips/Polygram
 1980 - Talismã - Universal Music/Philips/Polygram
 1981 - Alteza - Universal Music/Philips/Polygram
 1983 - Ciclo - Universal Music/Philips/Polygram
 1984 - A beira e o mar - Universal Music/Philips/Polygram
 1987 - Dezembros - Sony Music/RCA
 1988 - Maria - Sony Music/RCA
 1989 - Memória da pele - Universal Music/Polygram
 1990 - 25 anos - Universal Music/Polygram
 1992 - Olho d'água - Universal Music/Polygram
 1993 - As canções que você fez pra mim - Universal Music/Polygram
 1993 - Las canciones que hiciste para mí - Philips-PolyGram
 1996 - Âmbar - EMI
 1999 - A força que nunca seca - Sony Music
 2001 - Maricotinha - Sony Music
 2003 - Cânticos, preces, súplicas à Senhora dos jardins do céu na voz de Maria Bethânia - Sony Music/Biscoito Fino
 2003 - Brasileirinho - Quitanda
 2005 - Que falta você me faz - Músicas de Vinicius de Moraes - Biscoito Fino
 2006 - Pirata - Quitanda
 2006 - Mar de Sophia - Biscoito Fino
 2007 - Omara Portuondo e Maria Bethânia - Biscoito Fino
 2009 - Encanteria - Quitanda
 2009 - Tua - Biscoito Fino
 2012 - Oásis de Bethânia




ENTREVISTA DE MARTINHO DA VILA, SÉRGIO CABRAL NO 3º SALÃO DA LEITURA DE NITERÓI

Duas personalidades marcantes no mundo da cultura dos cariocas e fluminenses, Martinho da Vila e Sergio Cabral, foram entrevistados no 3º Salão da Leitura de Niterói noa dia 26 de junho de 2012 pelos mediadores Júlio Diniz e Paulo da Costa e Silva. O Focus esteve presente e trouxe as imagens para você. Confira.


Martinho da Vila - cantor, compositor e escritor


Sérgio Cabral Santos  nasceu no Rio de Janeiro, 17 de maio de 1937, é um jornalista, escritor, compositor e pesquisador brasileiro.

Nascido no bairro de Cascadura, na capital fluminense, criado em Cavalcante, órfão de pai desde os quatro anos de idade. Começou sua carreira em 1957 como repórter policial do Diário da Noite, jornal vespertino dos Diários Associados. Em 1969, já como editor político do Última Hora, juntou-se a Jaguar e Tarso de Castro para a criação de O Pasquim.

Durante ditadura, foi preso por seu ativismo no jornal. Já foi, também, vereador da cidade do Rio entre 1983 e 1993. Neste mesmo ano foi indicado para ser conselheiro do Tribunal de Contas, cargo que ocupou até maio de 2007, quando resolveu se aposentar.


É pai do jornalista e político Sérgio Cabral Filho, atual governador do estado do Rio de Janeiro.

 Obras

 As Escolas de Samba - o que, quem, onde, como, quando e porque (19740)

 Pixinguinha, Vida e Obra (1977)

 ABC do Sérgio Cabral (1979)

 Tom Jobim (1987)

 No Tempo de Almirante (1991)

 No Tempo de Ari Barroso (1993)

 Elisete Cardoso, Vida e Obra (1994)

 As Escolas de Samba do Rio de Janeiro (1996)

 A Música Popular Brasileira na Era do Rádio (1996)

 Pixinguinha Vida e Obra (1997)

 Antonio Carlos Jobim - Uma biografia (1997)

 Livro do Centenário do Clube de Regatas Vasco da Gama (1998)

 Mangueira - Nação Verde e Rosa (1998)

 Nara Leão - Uma biografia (1991)

 Ataulfo Alves (2009)


Sergio Cabral, Martinho da Vilaúlio Diniz e Paulo da Costa e Silva


Martinho da Vila
autografa livros para seus fãs



Martinho José Ferreira (Duas Barras, 12 de fevereiro de 1938) é um cantor, compositor e músico brasileiro

Filho de lavradores da Fazenda do Cedro Grande veio para o Rio de Janeiro com apenas quatro anos. Quando se tornou conhecido, voltou a Duas Barras para ser homenageado pela prefeitura em uma festa, e descobriu que a fazenda onde havia nascido estava à venda. Não hesitou em comprá-la e hoje é o lugar que chama de "meu off-Rio".

Cidadão carioca criado na Serra do Preto-Forros, a primeira profissão foi como Auxiliar de Químico Industrial, função aprendida no curso intensivo do SENAI. Mais tarde, enquanto servia o exército como Sargento Burocrata, cursou a Escola de Instrução Especializada, tornando-se escrevente e contador, profissões que abandonou em 1970, quando deu baixa para se tornar cantor profissional.

A carreira artística surgiu para o grande público no III Festival da Record, em 1967, quando concorreu com a música "Menina Moça". O sucesso veio no ano seguinte, na quarta edição do mesmo festival, lançando a canção "Casa de Bamba", um dos clássicos de Martinho.

O primeiro álbum, lançado em 1969, intitulado Martinho da Vila, já demonstrava a extensão de seu talento como compositor e músico, incluindo, além de "Casa de Bamba", obras-primas como "O Pequeno Burguês", "Quem é Do Mar Não Enjoa" e "Prá Que Dinheiro" entre outras menos populares como "Brasil Mulato", Amor Pra que Nasceu" e "Tom Maior".


Logo tornou-se um dos mais respeitados artistas brasileiros além de um dos maiores vendedores de disco no Brasil, sendo o segundo sambista a ultrapassar a marca de um milhão de cópias com o CD Tá Delícia, Tá Gostoso lançado em 1995 (o primeiro foi Agepê, que em 1984 vendeu um milhão e meio de cópias com seu disco Mistura Brasileira). Destacam-se Zeca Pagodinho, Simone (CD Café com leite, um tributo a Martinho da Vila, 1996) e Alcione como os maiores intérpretes.
 

Prêmios

Sua história de prêmios está no rico acervo na cidade natal, Duas Barras. Entre os títulos guardados com carinho estão os de Cidadão Carioca, Cidadão benemérito do estado do Rio de Janeiro, Comendador da República em grau de oficial e a Ordem do Mérito Cultural, pela contribuição à cultura brasileira. Na coleção de medalhas, guarda a Tiradentes, além da famosa Pedro Ernesto, e na carreira musical ganhou em 1991 o Prêmio Shell de Música Popular Brasileira.


Escola de samba

A dedicação à escola de samba do coração, Unidos de Vila Isabel, iniciou em 1965. Antes, participava da extinta Aprendizes da Boca do Mato. A história da Unidos de Vila Isabel se confunde com a de Martinho. Desde essa época, assina vários sambas-enredo da escola.


Também envolvido nos enredos da escola, criou o samba Kizomba: A Festa da Raça, e garantiu para a GRES Unidos de Vila Isabel o título de Campeã do Carnaval das Escolas de Samba do Grupo Especial do ano de 1988.

Em 2009, ganhou o concurso de sambas da Vila Isabel mais uma vez. Em 2010 a GRES Unidos de Vila Isabel fez uma homenagem ao cantor, poeta e compositor Noel Rosa. Em 2010, se vivo fosse, Noel Rosa completaria 100 anos de idade, razão pela qual esta escola de samba escolheu-o como seu enredo para o carnaval deste ano. A razão para tal se deu por conta da importância artística e cultural que Noel Rosa representa para esta escola, além de ser um dos mais proeminentes da MPB.


O samba de Martinho da Vila foi escolhido em concurso realizado anualmente na escola de samba, passando por diferentes etapas eliminatórias, sendo eleito ao fim destas.