25 de novembro de 2011

PAULINHO MOSKA NA PRAIA DE ICARAÍ - NITERÓI - RJ

PAULINHO MOSKA NA PRAIA DE ICARAÍ






Aconteceu dia 22 de novembro de 2011, na Praia de Icaraí - Niterói - RJ,  dentro do Programa ENCONTRO NÍTERÓI  AMÉRICA DO SUL, o grandioso show de Paulinho Moska, o espetáculo teve início às 19:30 horas, e a praia de Icaraí ficou bastante lotada,  afinal todos queriam ver este grande artista da Música Popular Brasileira. O Focus não podia ficar de fora, foi lá e trouxe as imagens para você na íntegra. Confira as fotos abaixo.



Palco na Praia de Icaraí


Palco onde Paulinho Moska se apresentou


Telão ao lado do palco


Paulinho Moska


Paulo Corrêa de Araujo, também conhecido por Moska ou Paulinho Moska, (Rio de Janeiro, 27 de agosto de 1967) é um cantor, compositor e ator brasileiro.
 Começou a tocar violão aos 13 anos com amigos. Formado em teatro e cinema pela CAL (Casa de Artes de Laranjeiras), no Rio de Janeiro. Integrou o o grupo vocal Garganta Profunda, que, em seu repertório, cantava de Beatles e Tom Jobim à óperas medievais. Em 1987 formou o grupo Inimigos do Rei, com amigos do Garganta, Luiz Nicolau e Luis Guilherme.
Em 2001, Moska participou atuando no longa-metragem O Homem do Ano, estrelado por Murilo Benício. No filme, Moska interpreta o matador-de-aluguel Enoque, um dos principais amigos de Màiquel, vivido por Benício. A direção do filme é de José Henrique Fonseca com roteiro de Rubem Fonseca, Patrícia Melo e José Henrique Fonseca.
 Participou também em outras oportunidades fazendo pontas em mini-séries globais, como por exemplo o seriado Mulher, nos idos de 1998.
Gravou Amores Possíveis para filme nacional homônimo.

CDs
 (1993) Vontade
 (1995) Pensar é Fazer Música
 (1997) Contrassenso
 (1997) Através do Espelho (Ao Vivo)
 (1999) Móbile
 (2001) Eu Falso da Minha Vida o Que Eu Quiser
 (2003) Tudo Novo de Novo
 (2004) Nova Bis - The Best Of (Coletânea)
 (2007) + Novo de Novo
 (2008) Zoombido
 (2010) Muito Pouco - 2 CDs

 DVDs
 Novo de Novo (2007)



A Seta e o Alvo

 

Eu falo de amor à vida e você de medo da morte
Eu falo da força do acaso e você de azar ou sorte
Eu ando num labirinto e você numa estrada em linha reta
Te chamo pra festa mas você só quer atingir sua meta.

Sua meta é a seta no alvo, mas o alvo na certa não te espera.

Eu olho pro infinito e você de óculos escuros
Eu digo “Te amo” e você só acredita quando eu juro
Eu lanço minha alma no espaço, você pisa os pés na Terra
Eu experimento o futuro e você só lamenta não ser o que era...
E o que era?

Era a seta no alvo, mas o alvo na certa não te espera.

Eu grito por liberdade, você deixa a porta se fechar
Eu quero saber a verdade e você se preocupa em não se machucar
Eu corro todos os riscos, você diz que não tem mais vontade
Eu me ofereço inteiro e você se satisfaz com metade

É a meta, de uma seta no alvo, mas o alvo na certa não te espera.
Então me diz qual é a graça de saber o fim da estrada quando se parte rumo ao nada?

Sempre a meta de uma seta no alvo, mas o alvo na certa não te espera.
Então me diz qual é a graça de saber o fim da estrada quando se parte rumo ao nada?


 


Admito que perdi



Se você não suporta mais tanta realidade
Se tudo tanto faz, nada tem finalidade
Então pra quê viver comigo?
Eu não vou ficar pra ver nossa ponte incendiada
Nossa igreja destruída, nossa estrada rachada
Pela grande explosão que pode acontecer no nosso abrigo

Olhei pro amanhã e não gostei do que vi
Sonhos são como deuses
Quando não se acredita neles, deixam de existir
Lutei por sua alma, mas admito que perdi
E agora vou me perder nesse planeta conhecido
Intuir novos mistérios que ficaram escondidos
Naquelas palavras marcadas na sua carta de Adeus

Meu corpo vai sobreviver mesmo estando ferido
E até na hora de morrer eu não vou me dar por vencido
Porque sei que meus perdões vão estar bem ao lado dos teus

Olhei pro amanhã e não gostei do que vi
Sonhos são como deuses
Quando não se acredita neles, deixam de existir
Lutei por sua alma, mas admito que perdi




Amores Possíveis


Sim, tudo agora está no seu lugar
O Universo até parece conspirar
Para que não seja tudo em vão
Tanto tempo esperando esse amor

Sim, parece até que nada em nós mudou
Tanta coisa a gente inventou
Pra chegar afinal onde sempre eu te quis
Ver chegar

Paixões que eu vivi como se fossem uma
A tua espera sempre foi assim
Contratos feitos com o tempo
Amores são sempre possíveis
Sim... Sim

Sim, tudo agora está no seu lugar
O Universo até parece conspirar
Para que não seja tudo em vão
Tanto tempo esperando esse amor

Sim, parece até que nada em nós mudou
Que Tanta coisa a gente inventou
Pra chegar afinal onde sempre eu te quis
Ver chegar
Paixões que eu vivi como se fossem uma
A tua espera sempre foi assim
Contratos feitos com o tempo
Amores são sempre possíveis
Sim... Sim










Quantas Vidas Você Tem


Meu amor
vamos falar sobre o passado depois
porque o futuro está esperando
por nois dois.

Por favor
deixe meu último pedido pra trás
e não volte pra ele nunca
nunca mais.

Porque ao longo desses meses
que eu estive sem você
eu fiz de tudo pra tentar te esquecer
eu ja matei você mil vezes
e o seu amor ainda me vem
então me diga quantas vidas você tem.







Para Sempre Nunca Mais

Um por um
Os grãos dessa areia vão te sufocar
Ninguém viu
Mas aquela ampulheta mudou de lugar
E em cada estrada que essa canção me levar
Vou me perder pra te encontrar
Na minha sala de estar

E sabe o que o relógio
Espatifado sobre a mesa me diz?
Que o tempo foi embora
Procurar um jeito de ser feliz

E agora é para sempre nunca mais
Nunca pára, é sempre mais
Mas sempre nunca iguais
Para sempre nunca mais






Fãs emocionados
cantam canções de Paulinho Moska

















Último Adeus

 

A partir de agora
Você me abala
Mas não me anula
Eu já fui embora
E você ainda fala
Que quer que eu te engula

Está confirmado
Nada foi errado
Você é sozinha
Não levei teu ouro
Tao fundamental
Pra vida de rainha

Me deixa viver
É só o que eu te peço
Escute meu último adeus
É assim que eu me despeço

Mas chegou a hora
De acertar as contas
Com a sua própria vida
Se olhar no espelho
E encarar seu medo
Beco sem saída
É... eu sempre escrevi e vivi
Desse jeito cruel:
As mesmas palavras sutis
Sobre o mesmo papel

Me deixa viver
É só o que eu te peço
Escute meu último adeus
É assim que eu me despeço
Me disperso





Paulinho Moska
chama ao palco o Cantor Argentino
Kevin Johansen





Os dois artista cantando
"Eu Não (No Voy a Ser Yo)" de Kevin












Kevin Johansen


Kevin Johansen (Fairbanks, Alasca, 1964) é um cantor argentino. Filho de pai estado-unidense e mãe argentina. Cedo a família partiu para San Diego, Califórnia, e quando ele tinha doze anos para Bueno Aires. Ali começou na música com o grupo Instrucción Civica, que gravou um disco.

Entre 1990 e 2000 Kevin Johansen morou em Nova Iorque. Canta em espanhol e inglês, misturando estilos muito variados, e suas canções têm humor.

Acompanhado atualmente de sua nova banda The Nada's. Como compositor já tem suas composições transpostas para português. Com Paulinho Moska (brasileiro) e Jorge Drexler (uruguaio), tem o projeto paralelo Mercosurf.

Discografia
  • The Nada
  • Sur o no Sur
  • City Zen
  • Logo



 







Carioca, passou a infância e a adolescência ouvindo rock e música brasileira. Aprendeu a tocar violão aos 13 anos com o irmão mais velho e depois fez amizades com outros músicos, até decidir ser ator, em 1983, quando matriculou-se num curso de teatro ao invés de prestar vestibular. Atuou em filmes para cinema ("A Cor do Seu Destino", "Um Trem para as Estrelas" e outros) e integrou o grupo vocal Garganta Profunda, que cantava um repertório bastante eclético. Em 1987 uma dissidência do Garganta (inclusive Moska) formou a banda de rock-pop Inimigos do Rei, que emplacou dois sucessos: "Uma Barata Chamada Kafka" e "Adelaide", músicas caracterizadas pelo humor. Em 1992 decidiu sair do grupo e iniciar carreira solo, gravando no ano seguinte seu disco de estréia, "Vontade", basicamente de rock. Bem diferente foi o segundo disco, "Pensar É Fazer Música", lançado em 1995, mais pop com toques de MPB. Depois vieram "Contrasenso" (1997), o ao vivo "Através do Espelho" (1997) e "Móbile" (1999), sempre caracterizando-se pelo ecletismo na sua produção. Alguns de seus sucessos são "Último Dia" (com Billy Brandão), "A Seta e o Alvo" (com Nilo Romero) e "Me Chama de Chão" (com Branco Mello/ Fernando Zarif).





Alberto Araújo - Mediador do FOCUS



EU ESTIVE LÁ E CLIQUEI TUDO...

23 de novembro de 2011

MILTON NASCIMENTO E SUSANA BACA NA PRAIA DE ICARAÍ

MILTON NASCIMENTO E SUSANA BACA NA PRAIA DE ICARAÍ







Aconteceu dia 20 de novembro às 19:30 horas, o espetáculo musical de Milton Nascimento e Susana Baca. A praia de Icaraí foi testemunha do encontro entre duas vozes negras que simbolizam e produzem a história do canto latino-americano. O anfitrião foi Miltom Nascimento, eterno ícone da MPB e um dos grandes responsáveis pela conexão sonora Brasil-Américas. A convidada da noite Susana Baca, artista que se dedica à difusão da música afro-peruana e dona de uma vasta discografia. Susana Baca é ganhadora do Grammy Latino de melhor álbum folclórico com o disco Lamento Negro(2002). Para além de seu reconhecimento como cantora e compositora, é considerada uma grande dama na cultura peruana, e em função ao seu ativismo, tornou-se Embaixadora da UNICEFF em 1987 e hoje é Ministra da Cultura do país. Juntos, Milton e Susana celebraram em Niterói o Dia da Consciência Negra. Foi um foi memorável, a praia de Icaraí ficou lotada, O espetáculo faz parte do programa "ENCONTRO NITERÓI AMÉRICA DO SUL. E eu o mediador do FOCUS estive lá e trouxe as imagens desse grandioso evento. Confira nas fotos abaixo:


Palco na Praia de Icaraí - Niterói - RJ
O público esperando a hora do Mega-show






Susana Baca - Cantora Peruana



Susana Baca de la Colina Esther (nascida em Lima , 24 de maio de 1944 ) é uma proeminente cantora e compositora Peru, duas vezes ganhadora do "Grammy Latino". É também uma pesquisadora da música afro-peruana, professora por profissão, entrou na política desde 28 de julho 2011, é Ministra da Cultura do Peru.

Nascida na cidade de Lima, filha de Ernesto Baca e de Carmen la Colina. Descida cañetana, é prima de Caitro Soto e Ronaldo Campos. Ela é responsável, juntamente com o marido e Ricardo Pereira, pelas harmonias, e a recuperação dos quase esquecidos ritmos da música afro-peruana.

Susana Baca passou a infância no distrito de Chorrillos Lima, é de onde guarda as melhores lembranças, como ela mesma declarou em várias entrevistas. Quando criança, ela foi cercada por músicos, seu pai era um guitarrista, a mãe bailarina, suas tias cantavam estilo Aretha Franklin e seus primos foram os criadores do grupo preto Peru. Eles forneceram a força necessária que levou Susana se dedicar à música.

Com o tempo ela começou seus estudos de música e formou um grupo de música experimental, combinando música local e poesia. Ela ganhou duas bolsas, uma do Instituto de Arte Moderna no Peru e um do Instituto Cultural Peruano Nacional para investigar as raízes da tradição musical do Peru, além de ganhar o prêmio de interpretação e composição no primeiro Festival Internacional de Água Dulce.

Ela estudou educação na Guzmán y Valle Enrique University , "La Cantuta", onde se graduou em 1968. Mesma instituição concedeu-lhe o 20 de novembro de 2009 o doutoramento honoris causa .

Em 1995, Luaka Bop, o selo criado por David Byrne, surpresa com o lançamento de um trabalho de compilação que reflete a alma de preto Peru, foi  de Mario Land, a canção que deu a voz e a interpretação de que, acabará por se tornar a principal referência da cultura afro-peruana tradição musical e um dos mais importantes artistas latino-americanos de música folk. Mas a carreira de Susana Baca não apenas a contribuição de David Byrne tem sido fundamental. Chabuca Granda, famoso cantor e compositor, tornou-se outra peça-chave na carreira de Susana. O autor de "Fina Estampa" e " La Flor de la Canela "Susana encontrou o seu sucessor, na medida em que a contratou como assistente pessoal e ficou em casa.

Infelizmente, Chabuca morreu, mas o nome da amiga e do seu povo, Susana continuou a tarefa de sua vida: estudar e restaurar o som de sua terra. Ela e seu marido, Ricardo Pereira, visitou a costa do Peru testemunho recolha e documentos daqueles afrodescendentes. O resultado deste trabalho se tornou mais tarde o livro "Fire and Water", publicado em 1992, após 11 anos de trabalho. Três anos depois, o casal criou o "Instituto Negro continuo" continuou com um objetivo similar do livro: manter viva a tradição da cultura afro-peruana.

Prêmios e homenagens

Entre os muitos prêmios recebidos por Susana Baca é o Prêmio Latin Grammy ganhou em 2002 por seu álbum “Arrepender Negro” na categoria de Melhor Álbum Folk. Este mesmo álbum também recebeu uma indicação ao Grammy naquele ano na categoria de "Best World Music Álbum". O álbum foi gravado originalmente em 1986, apenas para ser reeditado pelo selo Luaka Bop cantor escocês David Byrne. As letras de algumas canções baseadas em poemas de Pablo Neruda e Vallejo Cesar . Também foi agraciado com o Ordem das Artes e das Letras da República Francesa e da Ordem do Mérito da República do Peru .

Em novembro de 2011 foi o segundo Grammy latino de sua carreira pela  colaboração que fez o grupo Calle 13 com a canção "América" ​​com a cantora e compositora brasileiro também Maria Rita e o artista colombiano Toto.

Susana Baca
foi a primeira a se apresentar


María Landó

Susana Baca


La madrugada estalla como una estátua
Como estátua de alas que se dispersan por la ciudad
Y el mediodía cánta campana de agua
Campana de agua de oro que nos prohibe la sóledad
Y la noche levanta su copa larga
su larga copa larga, luna temprana por sobre el mar
Pero para María no hay madrugada,
pero para María no hay mediodía,
pero para María ninguna luna,
alza su copa roja sobre las aguas...
María no tiene tiempo (María Landó)
de alzar los ojos
María de alzar los ojos (María Landó)
rotos de sueño
María rotos de sueño (María Landó)
de andar sufriendo,
María de andar sufriendo (María Landó)
sólo trabaja
María sólo trabaja, sólotrabaja, sólo trabaja
María sólo trabaja
y su trabajo es ajeno
Pero para María no hay madrugada,
pero para María no hay mediodía,
pero para María ninguna luna,
alza su copa roja sobre las aguas
María no tiene tiempo (María Landó)
de alzar los ojos
María de alzar los ojos (María Landó)
rotos de sueño
María rotos de sueño (María Landó)
de andar sufriendo,
María de andar sufriendo (María Landó)
sólo trabaja
María sólo trabaja, sólo trabaja, sólo trabaja
Maria sólo trabaja
y su trabajo es ajeno
María Landó, María Landó, María Landó,
María Landó sólo trabaja,
María Landó sólo trabaja,
María Landó
sólo trabaja
María Landó
sólo trabaja y su trabajo es ajeno...





La Noche Y El Día

Susana Baca


Se durmió la noche
En el caminito ciego
Cuando despertó
Se dio la luz del día entero

Quiero que me quieras
Aunque el mismo Dios no quiera
La noche y el día
Se contemplan en la hoguera

Soy amiga de las aves y del árbol bueno
Por qué reina la tormenta cuando estoy serena
Soy amiga de los niños y del pordiosero
Por qué noche, día y muerte para el ángel bello

El amor, la flama
Comuniones y secretos
Cuando despertó
La fuente que inunda el recuerdo

Quiero que me quieras
Aunque el mundo muera en pena
La noche y el día
No se encuentran, no se esperan
Soy amiga de las aves y del árbol bueno…
Quiero que me quieras…




Telão montado ao lado do palco

Susana Baca






Público maravilhado com a apresentação
da peruana Susana Baca






Alberto Araújo - Mediador do Focus
esteve presente ao evento
e trouxe essas imagens exclusivas

Encontro Niterói América do Sul





MILTON NASCIMENTO




Milton Nascimento


Milton Nascimento (Rio de Janeiro, 26 de outubro de 1942) é um cantor e compositor brasileiro, reconhecido mundialmente como um dos mais influentes e talentosos cantores e compositores da Música Popular Brasileira.

Mineiro de coração, tornou-se conhecido nacionalmente, quando a canção "Travessia", composta por ele e Fernando Brant, ocupou a segunda posição no Festival Internacional da Canção, de 1967. Tem como parceiros e músicos que regravaram suas canções, nomes como: Wayne Shorter, Pat Metheny, Peter Gabriel, Gal Costa, Caetano Veloso, Gilberto Gil e Elis Regina. Em 1998, ganhou o Grammy de Best World Music Album in 1997. Foi nomeado novamente para o Grammy em 1991 e 1995. Milton já se apresentou na América do Sul, América do Norte, Europa, Ásia e África.

Também conhecido pelo apelido de Bituca, nasceu no Rio de Janeiro, filho de Maria Nascimento, uma empregada doméstica muito humilde, que foi mãe solteira. Tentou criar Milton, o registrou e o levou para a casa dos patrões, mas foi demitida e viu que não poderia criá-lo tamanha miséria a qual vivia. Sofrendo muito, entregou o filho para um casal rico criar. Milton, então, foi adotado. Sua mãe adotiva, Líliam Silva Campos, era professora de música. O pai adotivo, Josino Campos, era dono de uma estação de rádio. Mudou-se para Três Pontas, em Minas Gerais, antes dos dois anos e aos treze anos já cantava em festas e bailes da cidade.

Trajetória profissional
Gravou a primeira canção, Barulho de trem, em 1962. Em Três Pontas, integrava, ao lado de Wagner Tiso, o grupo W's Boys, que tocava em bailes. Mudou-se para Belo Horizonte para cursar Economia, onde, tocando em bares e clubes noturnos, começou a compor com mais frequência; datam dessa época as composições Novena e Gira Girou (1964), ambas com Márcio Borges.

Clube da Esquina
Na pensão onde foi morar na capital, no Edifício Levy, Milton conheceu os irmãos Borges, Marilton, Lô e Márcio. Dos encontros na esquina das Ruas Divinópolis com Paraisópolis surgiram os acordes e letras de canções como Cravo e Canela, Alunar, Para Lennon e McCartney, Trem azul, Nada será como antes, Estrelas, São Vicente e Cais. Aos meninos fãs do The Beatles e do The Platters vieram juntar-se Tavinho Moura, Flavio Venturini, Beto Guedes, Fernando Brant, Toninho Horta. Em 1972 a EMI gravou o primeiro LP, Clube da esquina, que era duplo e apresentava um grupo de jovens que chamou a atenção pelas composições engajadas, a miscelânea de sons e riqueza poética. O Clube da esquina escreveu um dos mais importantes capítulos da história da MPB. Chamou a atenção dos músicos brasileiros e estrangeiros, dada a sua ousadia artística e criatividade inovadora.

Quando do lançamento, a crítica especializada não teve a capacidade de entender o que estava acontecendo e fez comentários severos a respeito da obra. Pouco tempo depois o disco teve reconhecimento internacional e ganhou o prestígio merecido aqui no Brasil também. O álbum virou disco de cabeceira de músicos no mundo inteiro, tornando-se referência estilística e estética da música contemporânea, e levou Milton Nascimento a ser convidado por Wayne Shorter a gravar um disco com ele, em 1975. O disco chamava-se Native Dancer e serviu para projetar Milton de uma vez por todas no mercado norte-americano.

Em 1966 Milton escreveu, em parceria com César Roldão Vieira, as músicas para a peça infantil "Viagem ao Faz de Conta" de Walter Quaglia. EM 1967, segundo o trecho da contracapa do disco Milton e Tamba Trio: Milton Nascimento entrou no estúdio acompanhado pelo 'Tamba Trio', no Rio de Janeiro, em 1967, para gravar seu primeiro disco. O encontro de 'Milton & Tamba' com os arranjos de Luizinho Eça fazem de 'Travessia' um álbum definitivo e eternamente moderno. No mesmo ano, a composição Canção do Sal foi gravada por Elis Regina. A convite do músico Eumir Deodato, gravou um LP nos Estados Unidos (Courage), onde se destacam Catavento e uma versão de Travessia chamada Bridges. Em 1970 realiza temporadas no Rio de Janeiro e em São Paulo com o conjunto Som Imaginário, destacando-se desse período Para Lennon e McCartney (1970, com Fernando Brant, Márcio Borges e Lo Borges) e Clube da Esquina. No disco Sentinela (1980), foi um grande sucesso a composição Canção da América. No ano seguinte, estourou a canção Caçador de Mim (uma composição de Luiz Carlos Sá e Sergio Magrão). Também participou e compôs a trilha sonora de filmes como Os Deuses e Os Mortos (1969, direção de Ruy Guerra), e Fitzcarraldo (1981, direção de Werner Herzog).

Entre outros sucessos, destacam-se Maria, Maria (1978, com Fernando Brant), e a interpretação de Coração de Estudante (Wagner Tiso), que se tornou o hino das Diretas Já (movimento sócio-político de reivindicação por eleições diretas, 1984) e dos funerais de Tancredo Neves (1985). Posteriormente, a Canção da América, que versa sobre a Amizade, foi o tema de fundo dos funerais de Ayrton Senna (1994).

O Grande Circo Místico
Originalmente idealizado para a montagem do ballet teatro do Balé Teatro Guaíra (Curitiba, 1982), o espetáculo O Grande Circo Místico foi lançado em 1983. Milton Nascimento integrou o grupo seleto de intérpretes da MPB que viajaram o país durante dois anos apresentando o projeto, um dos maiores e mais completos espetáculos teatrais já apresentados, para uma plateia de mais de 200 mil pessoas. Milton interpretou a canção Beatriz, composta pela dupla Chico Buarque e Edu Lobo. O espetáculo conta a história de amor entre um aristocrata e uma acrobata e a saga da família austríaca proprietária do Grande Circo Knie, que vagava pelo mundo nas primeiras décadas do século.

Nordeste já
Valendo-se ainda do filão engajado da pós-ditadura, cantou no coro da versão brasileira de We are the world, o hit americano que juntou vozes e levantou fundos para a África ou USA for Africa. O projeto Nordeste já (1985) abraçou a causa da seca nordestina, unindo 155 vozes num compacto, de criação coletiva, com as canções Chega de mágoa e Seca d'água. Elogiado pela competência das interpretações individuais.

Estilo
O estilo musical de Milton pode ser classificado como Música Popular Brasileira, surgido de um desdobramento do movimento da bossa nova, com fortes influências desta, do jazz, do jazz-rock e de grandes expoentes do rock, como os Beatles, Bob Dylan e com pitadas tanto da música hispano-americana de Mercedes Sosa, Violeta Parra e Victor Jara, quanto dos sons caribenhos de Pablo Milanes e Silvio Rodrigues. Ao mesmo tempo, o estilo de Milton Nascimento não deixa de beber nas fontes regionais brasileiras, nos cantos folclóricos de Minas Gerais e de outros estados.

O estilo foi inaugurado com a inesquecível interpretação da canção Arrastão (Edu Lobo / Vinícius de Moraes), pela novata Elis Regina, na estreia do I Festival de Música Popular Brasileira. Até agora,Milton Nascimento já gravou trinta e quatro álbuns. Cantou com dúzias de outros artistas, incluindo Angra, Maria Bethânia, Elis Regina, Gal Costa, Jorge Ben Jor, Caetano Veloso, Simone, Chico Buarque, Clementina de Jesus, Gilberto Gil, Beto Guedes, Paul Simon, Peter Gabriel (com quem co-escreveu a música Breath after Breath do Duran Duran), Herbie Hancock, Quincy Jones e Jon Anderson. Elegeu Elis Regina como a grande musa inspiradora para quem compôs inúmeras canções. A filha de Elis, Maria Rita, teve sua carreira catapultada pelo padrinho Milton Nascimento com a participação no álbum Pietá, cantando as faixas Voa Bicho, Vozes do Vento e Tristesse.

Em 2010 Milton Nascimento foi o homenageado do Festival Internacional de Corais (FIC) de Belo Horizonte. No encerramento do festival Milton esteve presente e recebeu uma homenagem de mais de mil vozes que cantaram uma composição de Fernando Brant e Leonardo Cunha "A Voz Coral" feita especialmente para o homenageado.

Discografia

Travessia - Codil, 1967
Courage - A&M/CTI, 1968
Milton Nascimento - Odeon, 1969
Milton - Odeon, 1970
Clube da Esquina (com Lô Borges) - EMI Odeon, 1972
Milagre dos Peixes - EMI Odeon, 1973
Milagre dos Peixes Ao Vivo - EMI Odeon, 1974
Native Dancer com Wayne Shorter - Columbia, 1974
Minas - EMI Odeon, 1975
Geraes - EMI Odeon, 1976
Milton - A&M, 1976
Clube da Esquina 2 - EMI Odeon, 1978
Journey To Dawn - A&M, 1979
Sentinela - Barclay, 1980
Caçador de Mim - Ariola, 1981
Anima - Ariola, 1982
Missa dos Quilombos - Ariola, 1982
Ao Vivo - Barclay, 1983
Encontros e Despedidas - Barclay, 1985
A Barca dos Amantes - Barclay, 1986
Yauarate - CBS, 1987
Miltons - CBS, 1989
Txaí - CBS, 1990
O Planeta Blue na Estrada do Sol - Columbia, 1992
Angelus - Warner, 1994
Amigos - Warner, 1995
Nascimento - Warner, 1997
Tambores de Minas - Warner, 1997
Milton Nascimento 'Crooner' - Warner, 1999
Brazilian Rhapsody (com Daniel Barenboim) - Teldec, 2000
Gil & Milton (com Gilberto Gil) - Warner, 2000
Pietà - Warner, 2002
Oratorio, 2002
Music for Sunday Lovers, 2003
O Coronel e o Lobisomem, 2005
Novas Bossas, 2008
...E a Gente Sonhando, 2010






Milton Nascimento
iniciou o show com a música

Bola de Meia, Bola de Gude

Milton Nascimento



Há um menino
Há um moleque
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto balança
Ele vem pra me dar a mão

Há um passado no meu presente
Um sol bem quente lá no meu quintal
Toda vez que a bruxa me assombra
O menino me dá a mão

E me fala de coisas bonitas
Que eu acredito
Que não deixarão de existir
Amizade, palavra, respeito
Caráter, bondade alegria e amor
Pois não posso
Não devo
Não quero
Viver como toda essa gente
Insiste em viver
E não posso aceitar sossegado
Qualquer sacanagem ser coisa normal

Bola de meia, bola de gude
O solidário não quer solidão
Toda vez que a tristeza me alcança
O menino me dá a mão
Há um menino
Há um moleque
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto fraqueja
Ele vem pra me dar a mão



                         

 

Caçador de Mim

Milton Nascimento

Por tanto amor
Por tanta emoção
A vida me fez assim
Doce ou atroz
Manso ou feroz
Eu caçador de mim

Preso a canções
Entregue a paixões
Que nunca tiveram fim
Vou me encontrar
Longe do meu lugar
Eu, caçador de mim

Nada a temer senão o correr da luta
Nada a fazer senão esquecer o medo
Abrir o peito a força, numa procura
Fugir às armadilhas da mata escura

Longe se vai
Sonhando demais
Mas onde se chega assim
Vou descobrir
O que me faz sentir
Eu, caçador de mim




Milton Nascimento
também cantou a imortal canção


Coração de Estudante

Milton Nascimento

Quero falar de uma coisa
Adivinha onde ela anda
Deve estar dentro do peito
Ou caminha pelo ar
Pode estar aqui do lado
Bem mais perto que pensamos
A folha da juventude
É o nome certo desse amor

Já podaram seus momentos
Desviaram seu destino
Seu sorriso de menino
Quantas vezes se escondeu
Mas renova-se a esperança
Nova aurora, cada dia
E há que se cuidar do broto
Pra que a vida nos dê
Flor flor o o e fruto

Coração de estudante
Há que se cuidar da vida
Há que se cuidar do mundo
Tomar conta da amizade
Alegria e muito sonho
Espalhados no caminho
Verdes, planta e sentimento
Folhas, coração,
Juventude e fé.




Bailes da Vida

Milton Nascimento


Foi nos bailes da vida, ou num bar em troca de pão
Que muita gente boa pôs o pé na profissão
De tocar um instrumento e de cantar
Não importando se quem pagou quis ouvir, foi assim
Cantar era buscar o caminho que vai dar no sol
Tenho comigo as lembranças do que eu era
Para cantar nada era longe, tudo tão bom
'Té a estrada de terra na boléia de caminhão, era sim
Com a roupa encharcada e a alma repleta de chão
Todo artista tem de ir aonde o povo está
Se foi assim, assim será
Cantando me disfarço e não me canso de viver nem de cantar












Alberto Araújo
curtindo as músicas de Milton Nascimento


O público cantando a música Canção da América
momento de alta emoção do show, foi legal.

 

Canção Da América

Milton Nascimento



Amigo é coisa para se guardar
Debaixo de sete chaves
Dentro do coração
Assim falava a canção que na América ouvi
Mas quem cantava chorou
Ao ver o seu amigo partir

Mas quem ficou, no pensamento voou
Com seu canto que o outro lembrou
E quem voou, no pensamento ficou
Com a lembrança que o outro cantou

Amigo é coisa para se guardar
No lado esquerdo do peito
Mesmo que o tempo e a distância digam "não"
Mesmo esquecendo a canção
O que importa é ouvir
A voz que vem do coração

Pois seja o que vier, venha o que vier
Qualquer dia, amigo, eu volto
A te encontrar
Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar.



Milton chamou ao palco
o jovem talento Bruno Cabral




Bruno Cabral
cantou músicas que estão inclusas no novo álbum
de Milton Nascimento



















Milton Nascimento
e Susana Baca
cantaram Volver a Los 17
de Violeta Parra, lembrando
a saudosa Mercede Sosa.



 
Volver a Los 17
Composição: Violeta Parra
Milton Nascimento e Susana Baca


Volver a los diecisiete después de vivir un siglo
Es como descifrar signos sin ser sabio competente,
Volver a ser de repente tan frágil como un segundo
Volver a sentir profundo como un niño frente a Dios
Eso es lo que siento yo en este instante fecundo.

Se va enredando, enredando
Como en el muro la hiedra
Y va brotando, brotando
Como el musguito en la piedra
Como el musguito en la piedra, ay si, si, si.

Mi paso retrocedido cuando el de ustedes avanza
El arco de las alianzas ha penetrado en mi nido
Con todo su colorido se ha paseado por mis venas
Y hasta la dura cadena con que nos ata el destino
Es como un diamante fino que alumbra mi alma serena.

Se va enredando, enredando
Como en el muro la hiedra
Y va brotando, brotando
Como el musguito en la piedra
Como el musguito en la piedra, ay si, si, si.

Lo que puede el sentimiento no lo ha podido el saber
Ni el más claro proceder, ni el más ancho pensamiento
Todo lo cambia al momento cual mago condescendiente
Nos aleja dulcemente de rencores y violencias
Solo el amor con su ciencia nos vuelve tan inocentes.

Se va enredando, enredando
Como en el muro la hiedra
Y va brotando, brotando
Como el musguito en la piedra
Como el musguito en la piedra, ay si, si, si.

El amor es torbellino de pureza original
Hasta el feroz animal susurra su dulce trino
Detiene a los peregrinos, libera a los prisioneros,
El amor con sus esmeros al viejo lo vuelve niño
Y al malo sólo el cariño lo vuelve puro y sincero.

Se va enredando, enredando
Como en el muro la hiedra
Y va brotando, brotando
Como el musguito en la piedra
Como el musguito en la piedra, ay si, si, si.

De par en par la ventana se abrió como por encanto
Entró el amor con su manto como una tibia mañana
Al son de su bella diana hizo brotar el jazmín
Volando cual serafín al cielo le puso aretes
Mis años en diecisiete los convirtió el querubín.










O público vibrou muito
quando Milton Nascimento
cantou a eternizada música dela, Maria, Maria
e todos cantaram juntos.



Maria, Maria

Milton Nascimento



Maria, Maria
É um dom, uma certa magia
Uma força que nos alerta
Uma mulher que merece
Viver e amar
Como outra qualquer
Do planeta
Maria, Maria
É o som, é a cor, é o suor
É a dose mais forte e lenta
De uma gente que rí
Quando deve chorar
E não vive, apenas aguenta
Mas é preciso ter força
É preciso ter raça
É preciso ter gana sempre
Quem traz no corpo a marca
Maria, Maria
Mistura a dor e a alegria
Mas é preciso ter manha
É preciso ter graça
É preciso ter sonho sempre
Quem traz na pele essa marca
Possui a estranha mania
De ter fé na vida....
Mas é preciso ter força
É preciso ter raça
É preciso ter gana sempre
Quem traz no corpo a marca
Maria, Maria
Mistura a dor e a alegria...
Mas é preciso ter manha
É preciso ter graça
É preciso ter sonho sempre
Quem traz na pele essa marca
Possui a estranha mania
De ter fé na vida....
Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei!
Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei!!
Lá Lá Lá Lerererê Lerererê
Lá Lá Lá Lerererê Lerererê
Hei! Hei! Hei! Hei!
Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei!
Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei!
Lá Lá Lá Lerererê Lerererê!
Lá Lá Lá Lerererê Lerererê!...
Mas é preciso ter força
É preciso ter raça
É preciso ter gana sempre
Quem traz no corpo a marca
Maria, Maria
Mistura a dor e a alegria...
Mas é preciso ter manha
É preciso ter graça
É preciso ter sonho, sempre
Quem traz na pele essa marca
Possui a estranha mania
De ter fé na vida
Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei!
Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei!!
Lá Lá Lá Lerererê Lerererê
Lá Lá Lá Lerererê Lerererê
Hei! Hei! Hei! Hei!
Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei!
Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei!
Lá Lá Lá Lerererê Lerererê!
Lá Lá Lá Lerererê Lerererê!...



Milton Nascimento
saindo do palco

Milton Nascimento
saindo do Palco




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