8 de outubro de 2011

UM BRINDE À POESIA - PELA PAZ E LIBERDADE DE SER (12 ANOS)

UM BRINDE À POESIA - PELA PAZ E LIBERDADE DE SER (12 ANOS)


"CELEBRAÇÃO AO SER CRIANÇA"



Aconteceu dia 08 de outubro de 2011, das 15 às 19 horas, o evento "Um Brinde à Poesia" de
Lucília Dowslley, o evento foi recheado de muitas atrações, e foi muito aplaudidos pelo público presente, amigos e personalidades do mundo artístico fluminense estiveram lá e viram  a fantástico  talento da multi-apresentadora. E por sua competência e luta em prol a cultura. O Focus a homenageia no MÊS DE OUTUBRO.  O FOCUS esteve lá e clicou tudo para você. Confira a matéria na íntegra.









LUCÍLIA DOWSLLEY
(foto-Ulisses Franceschi)

Poeta, fotógrafa e atriz, nascida em Niterói, no Rio de Janeiro.

Lançou em 11 de junho de 1999, o Um Brinde à Poesia Movimento pela Paz e Liberdade de Ser, inspirado em sonho. O símbolo de projeto é a foto da estátua de um Anjo tirada, em 1998, no Central Park. Mensalmente a escritora promove saraus, tendo inclusive já se apresentado no Paraguai, Nova York e Nova Jersey. Comemorando cinco anos do Movimento lança seu primeiro livro de pensamento, foto e poesia com o título Um Brinde à Poesia.

Trabalha nas seguintes atividades: Fotografia - Jornalismo – Designer Gráfico – Produção Cultural – Artes – Literatura – Educação - Teatro

Graduação em Jornalismo – Faculdade Hélio Alonso
Web designer e Designer Gráfico– CEIMPRO

Oficinas de Teatro e Montagem de Peça Teatral, com os diretores Françoise Fourton (1997), Ana Maria Nunes (1997/1998), Marcio Trigo (2003/2004), Marcelo Aquino (2009/2010), entre outros.

PRINCIPAIS FATOS BIOGRÁFICOS (A PARTIR DE 1997):

1997 - Trabalhou no Jornal Verbo & Imagem da Fundação de Artes de Niterói

1997 - Se apresenta pela primeira vez como poeta num evento literário, no Centro Cultural Paschoal Carlos Magno.

1997 – Participa, como atriz, da montagem Crônicas Pantagruélicas do Infame Rabelais, de Ana Maria Nunes, no Teatro Municipal de Niterói e no Teatro Glauce Rocha, interpretando cinco personagens.

1997/1998 - Trabalha como Fotógrafa da Bloch Editores, fazendo fotos externas e em estúdio, um deles o PROJAC da Rede Globo, registrando cenas de novelas.

1998 - Viaja para Nova York pela primeira vez e fotografa O Anjo, no Central Park, imagem revelada em sonho para ser símbolo do Um Brinde à Poesia.

1997/1998/1999 - Monta a Cia Teatral Máscaras com jovens entre 17 e 25 anos.
Escreve, dirige e produz Viajando nas Páginas Musical Infantil, no Museu do Ingá e no SESC Niterói.

1997 - Escreve, dirige, atua e produz Flashes & Folhas projeto multimídia reunindo poesia, fotografia, teatro e música, retratando a realidade dos moradores de rua contrastando com a harmonia da natureza, no Plaza Shopping, na Estação Livre Cantareira, em Niterói e no Espaço La Folie, em Botafogo. Nesta ocasião trabalha como voluntária do projeto Pró criança, dando aulas de teatro e tirando meninos das ruas.

1999 - Trabalha com publicidade na Revista Portos e Navios.

10 de maio de 1999 - Sonha com toda a idéia do Um Brinde à Poesia e no dia 11 de junho faz o lançamento num sarau homenageando Fernando Pessoa e Vinícius de Moraes, reunindo 60 pessoas e distribui a primeira edição da revistinha literária, que chegou a ser publicada até o número 65.

1999 a 2002 - Apresentou o Um Brinde à Poesia em bares e Espaços Culturais da cidade de Niterói, entre eles: Museu do Ingá, Clube dos Advogados, Teatro da UFF.

2003/2004 - Apresenta Um Brinde à Poesia mensalmente na Livraria Ver & Dicto, chegando a ter 80 pessoas reunidas por noite. Lançando seu primeiro livro Um Brinde à Poesia, fotos pensamentos e poesia, numa edição independente com tiragem de mil exemplares.

2005 - Viaja para Nova York e fica lá durante seis meses. Recebendo o convite para relançar o livro na sede da Seicho-no-ie, em Nova York e em Nova Jersey. Recebe o incentivo do diretor da UBNY (União Brasileira de Escritores de NY) e dos jornais Comunidade News, Brazilian Voice e Brazilian Press.

2006/2007 - Inaugurou e dirigiu o Ateliê do Poeta, em Itaipu, Niterói, participando da Rota das Artes e promovendo workshops, palestras, espetáculos e exposições.

1999/2011 - Criação, produção e apresentação do evento cultural Um Brinde à Poesia, com edições nos principais espaços culturais da cidade de Niterói, com passagem em Nova Jersey, Nova York e Paraguai,

2000/2011 - Aulas de Informática, Teatro e Criação de Textos para crianças (3/10 anos), no Jardim Escola Sementinha Iluminada e CIEP Várzea das Moças.

1999/2011 - Oficina de Criação e Interpretação de texto e teatro, para jovens e adultos.

2009 - Participa da montagem teatral Cabaret Wilde, como atriz, com poesias próprias inseridas no espetáculo (Salomé), no Solar de Botafogo.

2010 - Criou e coordenou a Sala Fala Poeta, no Centro de Niterói, onde acontece mensalmente o sarau pocket/clube de leitura Coração Poético.. Espaço que utiliza também para ministrar as Oficinas de Criação e como estúdio fotográfico.

Exposição Fotográfica:

Flashes & Folhas – Novembro de 1997, Ateliê Art Center, São Francisco Niterói. Plaza Shopping e Estação Livre Cantareira, Maio de 1998. Espaço Cultural La Folie, Botafogo, Agosto de 1999. Encontro pela Paz e Liberdade de Ser, Paraguai, novembro de 2000. Exposição multimídia, com projeção e performance poética, apresentando fotos de moradores de rua de várias cidades como Rio de Janeiro, Nova York, Niterói, Teresópolis, entre outros, contrastando belas paisagens naturais. Dia Mundial da Fotografia - Sociedade Fluminense de Fotografia – Coletiva, 2001. Um Olhar Sobre Niterói, fotos em homenagem aos 428 anos de Niterói. Sala José Cândido de Carvalho. Luzes do Som, SESC Niterói, maio de 2003. Fotos de shows de Moska, Biquíni Cavadão, Joana, Luciana Mello, Alceo Valença, Frejat, entre outros. Curando Desirré Monjardim, setembro de 2004, coletiva, Espaço Cultural MODA, Ingá, Niterói. COLETIVA – Centro Cultural Paschoal Carlos Magno, abril de 2006. Espírito das Ruas, fotos de Nova York, julho de 2006, Ateliê do Poeta, Itaipu, Niterói. Natal Feliz, coletiva, Barra Vento Center, Piratininga, dezembro de 2006/2007. Niterói Poética, Livraria EDUFF, Icaraí, Niterói, Novembro, de 2008. Um olhar sobre Niterói, FLUP – Casimiro de Abreu, maio de 2011.

Outra atividade da artista é desenvolver souvenir e brindes a partir das composições de foto e poesia. Entre eles: camisetas, canecas, imãs, chaveiros, pôsteres, quadros, postais, entre outros. Participou da criação de souvenir para o catálogo Souvenir Rio Niterói, lançado pelo SEBRAE/SENAC, em 2008.




MAC
Museu de Arte Contemporânea

MAC
MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA



O Museu de Arte Contemporânea de Niterói (abv. MAC ou MAC Niterói ou MAC Nit) é um museu sobre localizado na cidade Niterói, Rio de Janeiro, no Brasil. Projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, o MAC tornou-se um dos cartões-postais de Niterói. Destina-se principalmente a obras pertencentes à arte contemporânea, todas datadas ao decorrer do século XX. Apresenta desde artes abstratas até obras retratando a ilusão da Monarquia Brasileira. O museu possui um acervo de 1.217 obras da Coleção João Sattamini.[1]um conjunto reunido desde a década de 1950 pelo colecionador João Sattamini, constituindo a segunda maior coleção de arte contemporânea do Brasil.

Localizado sobre o Mirante da Boa Viagem, na orla de Niterói, o museu com sua fachada futurística possibilita que o visitante desfrute de vistas panorâmicas que se lhe oferecem quer fora do museu, a partir do pátio, quer dentro do museu por um olhar pelo anel de janelas que divide este gigantesco prato de concreto em duas faixas.

O MAC ainda disponibiliza atividades educacionais, dentro outros, desde 1996, chamadas de Desafios Comunicativos da Arte Contemporânea, com o intuito, segundo a administração do museu, de incentivar a "produção artística contemporânea, que se coloca exposta em um espaço público onde circulam indivíduos não pertencentes ao mundo da arte."





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"Um Brinde à Poesia"


Palco para a apresentação do evento






Lucília Dowslley
apresentando o evento,
que foi cheio de atrações musicais, poesias
e performances poéticas.
O evento é divido em vários momentos:

1 - Lucília Dowslley, apresenta seus textos,
e fala sobre o "Um Brinde à Poesia"

2 - Fábio Pereira toca músicas dele,
e de outros autores.

3 - Poeta homenageado
Maria Helena Latini

4 - Poetas Convidados:
Naldo Velho
Teresa Mello

5 - As crianças lêem
poesias infantis.

6 - Canja Poetica
(onde quem está na platéia
tem direiro de ler textos
de sua autoria ou de outros)

7 - Faz-se um Brinde à Poesia
(os presentes podem apreciar
deliciosos salgados e beber
o delicioso Vinho Toso




Fábio Pereira
Músico que sempre acompanha Lucília nos eventos



Teresa Mello
falou uma poesia do livro
Ângela e Antônio
da Maria Helena Latini


Teresa Mello
aqui falando um poema
de sua autoria

Lucília Dowslley
chamando ao palco o escritor Naldo Velho
e logo após a escritora
Maria Helena Latini

Escritor Naldo Velho
falando poesias do livro
Ângela e Antônio de M.H. Latini


Escritora Maria Helena Latini
falando suas poesias, e logo após
fez o re-lançamento do livro
ÂNGELA E ANTÔNIO

Poesias de Maria Helena Latini

Sala de leitura

Sorvo
minhas letrinhas
e me aguço.
Quente é o prato.
Refinada e fria,
a articulação da trama
para matar a fome
insaciável
de palavras



Instante

Para longe de mim,
as sombras da intemperança.
Hoje,
mastigo
a essencia de tempo
com avelãs.
Predestinado momento
este:
pirilampo enquanto
acende.

A palavra

A palavra
é feita de
som e sopro.

Vestida de sentidos,
recolhe em si
o silêncio.



O quarteto se apresentando são:
Bia, Diogo, Luan
e Arthur Freitas
eles falaram poesias infantis
do saudoso poeta Vinícius de Moraes
em comemoração ao dia da criança







A escritora Telma Moreira, mora no Rio de Janeiro
 esteve presente ao evento.




As crianças Bia, Diogo, Luan e Arthur
leram as poesias de
Vinícius de Moraes.
entre as poesias infantis 
de Viníccius destaque para:
- Leão
- A Casa
- A foca
- O gato
- O relógio


Arthur Freitas
lendo a poesia O relógio
de Vinícius de Moraes



A Casa


Vinicius de Moraes


Era uma casa muito engraçada

Não tinha teto, não tinha nada

Ninguém podia entrar nela, não

Porque na casa não tinha chão

Ninguém podia dormir na rede

Porque na casa não tinha parede

Ninguém podia fazer pipi

Porque penico não tinha ali

Mas era feita com muito esmero

na rua dos bobos numero zero 


 



O Leão

Vinicius de Moraes


Leão! Leão! Leão! Rugindo como um trovão
Deu um pulo, e era uma vez
Um cabritinho montês

Leão! Leão! Leão! És o rei da criação

Tua goela é uma fornalha
Teu salto, uma labareda
Tua garra, uma navalha
Cortando a presa na queda
Leão longe, leão perto
Nas areias do deserto
Leão alto, sobranceiro
Junto do despenhadeiro

Leão! Leão! Leão! És o rei da criação

Leão na caça diurna
Saindo a correr da furna
Leão! Leão! Leão! Foi Deus quem te fez ou não
Leão! Leão! Leão! És o rei da criação

O salto do tigre é rápido
Como o raio, mas não há
Tigre no mundo que escape
Do salto que o leão dá

Não conheço quem defronte
O feroz rinoceronte
Pois bem, se ele vê o leão
> Foge como um furacão

Leão! Leão! Leão! Es o rei da criação
Leão! Leão! Leão! Foi Deus quem te fez ou não

Leão se esgueirando à espera
Da passagem de outra fera
Vem um tigre, como um dardo
Cai-lhe em cima o leopardo
E enquanto brigam, tranqüilo
O leão fica olhando aquilo
Quando se cansam, o leão
> Mata um com cada mão



O Relógio

Vinicius de Moraes

Passa o tempo tic, tac, tic, tac passa a hora
Chega logo tic, tac, tic, tac, vai-te embora,
Passa tempo bem depressa
Não atrasa nem demora, Que já estou muito cansado,
Já perdi toda alegria
de fazer meu tic-tac, tic, tac, dia e noite, noite e dia,
tic, tac, tic, tac, dia e noite, noite e dia
Tic-tac-tic-tac-tic-tac, tic-tac...
Blom!













Os poetas Sérgio Gerônimo e

Mozart Carvalho
fizeram uma performance da poesia deles
URBANOSEMCAUSA
(o título é assim mesmo todo junto,
para ter duplo sentido)
veja se você consegue descobrir
os dois títulos)







Louise Hug
(cantora)
a artista interpretou o poema
Canto Triste - Vinícius de Moraes


Leia o texto

Canto Triste

Vinícius de Moraes



Porque sempre foste
A primavera em minha vida
Volta pra mim
Desponta novamente no meu canto
Eu te amo tanto mais
Te quero tanto mais

Ah, quanto tempo faz
Partiste como a primavera
Que também te viu partir
Sem um adeus sequer
E nada existe mais em minha vida
Como um carinho teu
Como um silêncio teu
Lembro um sorriso teu
Tão triste

Ah, luar sem compaixão
Sempre a vagar no céu
Onde se esconde a minha bem-amada
Onde a minha namorada
Vai, diz a ela minhas penas
E que eu peço, peço apenas
Que ela lembre as nossas horas de poesia
As noites de paixão
E diz-lhe da saudade em que me viste
Que estou sozinho
Que só existe meu canto triste
Na solidão

Dulce Maria Noronha
(do renomado grupo  UNIVERT)
leu a poesia Escrever - Monteiro Lobato










Escritora Rosângela Goldoni


Poetisa Ângela Chagas


Ana Regina
Declamou a poesia Fio de prumo
de Maria Helena Latini



Os artistas Rollo (voz) e



Jonathan Ferr (teclado),
foram os convidados especiais
e apresentaram o musical
Cinco Buarques de Hollanda,
são cinco músicas
de Chico Buarque de Hollanda
 com uma nova versão
da dupla





Escritora Zeneida Apolônio Seixas


Dulce Maria Noronha






(ângulo frontal - platéia)



BALÉ DAS AVES - VEM AÍ A EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA DE FLÁVIA LAGE

ATENÇÃO VEM AÍ


BALÉ DAS AVES!


 EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA

DE


FLÁVIA LAGE



CURADORIA:
PAULO ROBERTO CECCHETTI
DO DIA 13 A 30 DE OUTUBRO DE 2011
DAS 9 ÀS 20 HORAS

SHOPPING 211
RUA MOREIRA CÉSAR, 211
ICARAÍ
NITERÓI- RJ




CONVITE




 


CAROS AMIGOS

TODOS VOCÊS ESTÃO CONVIDADOS

7 de outubro de 2011

PERFORMANCE POÉTICA DE ANDRÉ SANTANA NA ACADEMIA

PERFORMANCE POÉTICA DE ANDRÉ SANTANA
NA ACADEMIA NITEROIENSE DE LETRAS





Aconteceu dia 05 de outubro de 2011, às 17 horas na Academia Niteroiense de Letras,  a Performance poética de André Santana em torno do livro Fina flor, de sua autoria.




                                        Bico de pena - Miguel Coelho

Sede da Academia Niteroiense de Letras
Rua Visconde do Uruguai, 456 - Centro - Niterói - RJ

O evento foi divido em TRÊS momentos:
1 - Apresentação do cantor e compositor carioca
Pedrinho Oliveira, onde o artista apresentou um repertório
com canções belíssimas, acompanhado de seu inseparável violão.



Todas as músicas apresentadas de autoria
Pedrinho Oliveira


dentres as músicas tocadas destaques para:

- Casa própria
- Influências
- Nós
- Doida para dar amor
- Liberdade
- A paixão
- Infância
- Papo de inspiração ( Estou gamado nela)







2º momento - Performance do Ator e Poeta
André Santana




O secretário da Academia Niteroiense de Letras
Wanderlino Teixeira Netto,
aqui apresentando a todos os presentes
o ator e poeta André Santana


André Santana

poeta, ator premiadíssimo em festivais,
há anos que faz suas apresentações
em todos os lugares do país.

 Momento de alta emoção,
quando o poeta declama
Versos Íntimos-Augusto dos Anjos


***


Leia o poema



Versos Íntimos


Augusto dos Anjos





Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.

Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!

Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!


 Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos

Nasceu no Engenho Pau d'Arco, Paraíba, no dia 20 de abril de 1884. Aprendeu com seu pai, bacharel, as primeiras letras. Fez o curso secundário no Liceu Paraibano, já sendo dado como doentio e nervoso por testemunhos da época. De uma família de proprietários de engenhos, assiste, nos primeiros anos do século XX, à decadência da antiga estrutura latifundiária, substituída pelas grandes usinas. Em 1903, matricula-se na Faculdade de Direito do Recife, formando-se em 1907. Ali teve contato com o trabalho "A Poesia Científica", do professor Martins Junior. Formado em direito, não advogou; vivia de ensinar português. Casou-se, em 04 de julho de 1910, com Ester Fialho. Nesse ano, em conseqüência de desentendimento com o governador, é afastado do cargo de professor do Liceu Paraibano. Muda-se para o Rio de Janeiro e dedica-se ao magistério. Lecionou geografia na Escola Normal, depois Instituto de Educação, e no Ginásio Nacional, depois Colégio Pedro II, sem conseguir ser efetivado como professor. Em 1911, morre prematuramente seu primeiro filho. Em fins de 1913 mudou-se para Leopoldina MG, onde assumiu a direção do grupo escolar e continuou a dar aulas particulares. Seu único livro, "Eu", foi publicado em 1912. Surgido em momento de transição, pouco antes da virada modernista de 1922, é bem representativo do espírito sincrético que prevalecia na época, parnasianismo por alguns aspectos e simbolista por outros. Praticamente ignorado a princípio, quer pelo público, quer pela crítica, esse livro que canta a degenerescência da carne e os limites do humano só alcançou novas edições graças ao empenho de Órris Soares (1884-1964), amigo e biógrafo do autor.

Cético em relação às possibilidades do amor ("Não sou capaz de amar mulher alguma, / Nem há mulher talvez capaz de amar-me"), Augusto dos Anjos fez da obsessão com o próprio "eu" o centro do seu pensamento. Não raro, o amor se converte em ódio, as coisas despertam nojo e tudo é egoísmo e angústia em seu livro patético ("Ai! Um urubu pousou na minha sorte"). A vida e suas facetas, para o poeta que aspira à morte e à anulação de sua pessoa, reduzem-se a combinações de elementos químicos, forças obscuras, fatalidades de leis físicas e biológicas, decomposições de moléculas. Tal materialismo, longe de aplacar sua angústia, sedimentou-lhe o amargo pessimismo ("Tome, doutor, essa tesoura e corte / Minha singularíssima pessoa"). Ao asco de volúpia e à inapetência para o prazer contrapõe-se porém um veemente desejo de conhecer outros mundos, outras plagas, onde a força dos instintos não cerceie os vôos da alma ("Quero, arrancado das prisões carnais, / Viver na luz dos astros imortais").

A métrica rígida, a cadência musical, as aliterações e rimas preciosas dos versos fundiram-se ao esdrúxulo vocabulário extraído da área científica para fazer do "Eu" — desde 1919 constantemente reeditado como "Eu e outras poesias" — um livro que sobrevive, antes de tudo, pelo rigor da forma. Com o tempo, Augusto dos Anjos tornou-se um dos poetas mais lidos do país, sobrevivendo às mutações da cultura e a seus diversos modismos como um fenômeno incomum de aceitação popular. Vitimado pela pneumonia aos trinta anos de idade, morreu em Leopoldina em 12 de novembro de 1914.
  







André Santana


Corpo de poeta


André Santana



Vivo no corpo de um poeta
e por onde ando
semeio
palavras de um poema
cuja poesia
é vida.





 
Outro momento de alta emoção, quando o ator
recita o poema Retrato de Cecília Meireles


Retrato


                                        Cecília Meireles



Eu não tinha este rosto de hoje,
Assim calmo, assim triste, assim magro,
Nem estes olhos tão vazios,
Nem o lábio amargo.

Eu não tinha estas mãos sem força,
Tão paradas e frias e mortas;
Eu não tinha este coração
Que nem se mostra.

Eu não dei por esta mudança,
Tão simples, tão certa, tão fácil:
- Em que espelho ficou perdida
A minha face?




Cecília Meireles


Cecília Benevides de Carvalho Meirelles (Rio de Janeiro RJ 1901 - idem 1964). Poeta, cronista, educadora, ensaísta, tradutora e dramaturga. Seus três irmãos mais velhos morrem antes de ela nascer; seu pai, três meses antes de seu nascimento; e a mãe, antes de ela completar 3 anos. É criada pela avó materna, Jacinta Garcia Benevides, natural dos Açores, Portugal.

Conclui o curso primário em 1910, na Escola Estácio de Sá, quando recebe das mãos do poeta Olavo Bilac (1865 -1918), então inspetor escolar do Distrito Federal, medalha de ouro por ter concluído o curso com "distinção e louvor".

Diplomando-se no curso normal do Instituto de Educação do Rio de Janeiro, em 1917, o magistério torna-se uma de suas paixões, levando-a a escrever para o público infantil, em livros didáticos, como Criança, Meu Amor, de 1924, ou em poemas, como Ou Isto ou Aquilo, de 1964.
Em 1922, casa-se com o artista plástico português Fernando Correia Dias (1893 - 1935), com quem tem três filhas - a mais nova, Maria Fernanda (1928), torna-se atriz de teatro. De 1930 a 1933, mantém no Diário de Notícias uma página diária sobre problemas de educação, que resulta um livro póstumo de cinco volumes, Crônicas da Educação, e, em 1934, organiza a primeira biblioteca infantil do Brasil, no Rio de Janeiro. Assina, em 1932, com os educadores Fernando de Azevedo (1894 - 1974), Anísio Teixeira (1900 - 1971), Afrânio Peixoto (1876 - 1947), entre outros, o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, marco da renovação educacional do país.

Em 1935, seu marido se suicida. Cinco anos depois, Cecília casa-se com o professor e engenheiro agrônomo Heitor Vinícius da Silveira Grilo. Aposenta-se como diretora de escola em 1951, mas se mantém como produtora e redatora de programas culturais da Rádio MEC, que são reunidos postumamente no livro Ilusões da Vida, de 1976. Embora tenha estreado aos 18 anos, com o livro de sonetos Espectros, em 1919, somente com Viagem, de 1939, vencedor do Prêmio Olavo Bilac da Academia Brasileira de Letras - ABL, encontra seu estilo definitivo. Mesmo considerada uma poeta filiada ao modernismo, seus caminhos estéticos estão mais ligados à evolução pessoal que a movimentos.







Prof. Salvador Mata e Silva


Escritora Edel Costa e o amigo Eugênio


***

3º Momento - Lançamento do livro

Fina flor - André Santana



Fina Flor
Livro de André Santana



André Santana
autografando o livro para a escritora
Edel Costa



André Santana
autografando o livro
para o ativista cultural
Eugênio



 

André Santana
autografando o livro para o Prof.
Salvador Mata e Silva




André Santana
autografando o livro para o poeta
ALBERTO ARAÚJO


Dr. Jorge Loretti
Vice-Presidente
Academia Niteroiense de Letras



Poeta Alberto Araújo
(mediador do FOCUS)
e André Santana


Dr. Jorge Loretti e André Santana





André Santana
autografando o livro para o escritor
Wanderlino Teixeira Netto



André Santana
autografando o livro para o escritor
Renato Augusto Faria



EU ESTIVE LÁ E CLIQUEI TUDO...


***

André Santana
O Portal FOCUS
deseja a você muitos S U C E S S O S
em sua carreira profissional,
e agradece a sua gentileza e consentimento
pela esta brilhante matéria.



contato com André Santana pelo e-mail